publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 03 Outubro , 2013, 23:05

Em resposta ao nosso apontamento “Reflexões para debate”, recebemos, via “Facebook Miradouro” dois comentários que puderam ser lidos por todos os nossos visitantes que acedem ao nosso “site” através daquela rede social. Contudo, são muitos os visitantes do “Miradouro” que o acedem diretamente pelo próprio endereço do site. Para estes visitantes não ficarem privados das suas leituras, decidimos publicar os citados comentários neste espaço:

 

Comentário de Albino Rodrigues:

A este propósito, e porque partilho algumas das preocupações referidas, estou empenhado num movimento de “Cidadãos Por Coimbra” que, através de plenários abertos a todos os cidadãos, procura alternativas para uma democracia mais participada. A Democracia precisa dos partidos, mas os cidadãos vão dando sinais de que estão descontentes com a sua prática. Os movimentos de cidadãos independentes, embora e apesar das suas diversas causas, deverá merecer a melhor atenção por parte dos partidos. Não me parece ser boa prática para a democracia ignorar ou menosprezar este "fenómeno".

 

Comentário de Fernando Manuel Castanheira

Este "fenómeno" da proliferação dos chamados "independentes" também poderá ter a ver com um outro fenómeno a que se poderá chamar "pescadinha de rabo na boca", e que terá a ver com o seguinte. Os partidos políticos têm normas internas porventura um pouco desfasadas da realidade. Efetivamente, é de pensar e repensar o facto da maior parte dos filiados em determinado partido político se alhear, se afastar sistemática e permanentemente do quotidiano desse mesmo partido, gerando, por si só, uma situação em que os mais empenhados e persistentes, ou mais cabeçudos no dizer de Torga, conquistem lugares representativos desses mesmos partidos cujas lideranças, em princípio, não estarão de acordo com o pensamento da maioria. Neste contexto, e "in extremis" até poderá eventualmente aparecer a ideia da "posse" do partido. E acontece que, formalmente, ficará tudo bem, não podendo haver lugar a contestações, pois essas mesmas normas internas terão sido cumpridas. Depois, devido a essa discrepância gerada por esses mesmos que lhe deram origem, eles mesmos abandonam, alheiam-se, chegando mesmo a utilizar-se o voto noutro partido ou formação como forma de retaliação. E, porventura, também por esta via se vai chegando aos referidos grupos de cidadãos. Importa, pois, refletir, e admitir uma maior e efetiva participação nos partidos a que se pertence. Porque, quer queiramos quer não, um dado objetivo tem a ver com a absoluta necessidade da existência desses mesmos partidos como sustentáculo imprescindível para uma democracia que se quer cada vez mais efetiva e melhor.


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