publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Agosto , 2013, 19:03

 

Sempre o disse e torno a dizê-lo: esta minha varanda é, para mim, como um observatório pessoal. E dela me projeto em vários pensamentos, seja em que vertente for. Como um “voar”, que me leva a digressões ao longo de silogismos sucessivos, aterrando em conclusões ou encadeando essas conclusões em novos silogismos, num vaguear sem fim.

Hoje, olho o sol no seu movimento de quando se põe. Já se escondeu à direita do cipreste e no dia 21 de Junho atingiu, no solstício de verão, o seu ponto máximo de fuga para a noite. Depois começou a derivar para a esquerda e em 21 de Dezembro, por detrás do arvoredo da mata do convento, atingirá o seu outro ponto máximo no solstício de inverno.

Ano após ano, este determinismo, este rigor matemático.

Dizia Einstein: “Deus não joga aos dados com o universo”.

A frase foi dita em acesa polémica pelas conclusões de outros físicos, que em tese de física quântica contestavam o determinismo absoluto das leis universais. Não vou entrar por aí. Esses saberes deixo-os a quem os tem.

Ademais, da minha varanda só enxergo o que a minha vista alcança. Ah! Lá me vêm as memórias! E a saudosa “Ti Júlia”, uma vez mais, quando, eu cachopo, me dizia:

-Oh menino, o pôr de sol é tão bonito!... É uma pena a gente morrer!...

 

Nuno Espinal


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