Os contactos entre pontos espaciais separados, mesmo que longínquos, e até nos antípodas, facilmente se estabelecem, com os instrumentos de que hoje dispomos, seja o telemóvel, o telefone fixo e até as alternativas que programas da internet nos proporcionam.
Mas, recuemos a 1935. Tudo era bem diferente. As morosidades e os custos nas comunicações entre localidades eram avultados e mais o eram quanto as distâncias aumentassem.
Compreende-se, assim, o destaque da Comarca de Arganil, quando numa sua edição de Janeiro de 1935 refere:
“Vila Cova D’Alva, 25
Foi criada uma mala directa para transporte das malas postais entre Coimbra e esta vila.
Foi um acontecimento em Vila Cova, que teve boas razões para se regozijar e considerar na senda do progresso.
E hoje, quem é que escreve uma carta?
Ah, a propósito, uma breve nota! Uma carta expedida de Lisboa demorava, nessa altura, no mínimo, uns três a quatro dias até ser recebida em Vila Cova.
Nuno Espinal

