publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 08 Outubro , 2012, 18:19

Corrige-me um leitor referindo que é devido o toque do Hino da Maria da Fonte em cerimónias oficiais a entidades onde se incluem, entre outras, Secretários de Estado.

Agradeço a correção e apresento o meu pedido de desculpas aos leitores.

Contudo, permanece um certo sabor irónico, face ao momento político que atravessamos, pela letra que está associada ao hino:

 

Viva a Maria da Fonte

A cavalo e sem cair

Com a corneta na boca

A tocar a reunir

 

Eia avante, portugueses

Eia avante, não temer

Pela santa liberdade

Triunfar ou perecer! (refrão)

 

Lá raiou a liberdade

Que a nação há-de aditar

Glória ao Minho, que primeiro

O seu grito fez soar!

 

Essa mulher lá do Minho

Que da foice fez espada

Há-de ter na lusa história

Uma página dourada!

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 08 Outubro , 2012, 14:09

 

Ontem, Domingo, um enorme aparato, na grande extensão da Praça de acesso ao edifício requalificado da ex-Cerâmica de Arganil, marcou as cerimónias que abrem à atividade as novas instalações de que o Concelho dispõe, em termos de ofertas culturais, desportivas e sociais.

Aparato marcado pela presença de centenas de munícipes, muitos grupos folclóricos, muitas bandas do concelho e ainda as fanfarras de bombeiros de Arganil e Coja.

Tudo preparado para a chegada do Sr. Ministro, anunciada de resto no folheto que convidava a povoação à presença no acontecimento.

Não veio o Sr. Ministro, Doutor Miguel Macedo, à última hora requisitado para um Conselho de Ministros extraordinário, tendo sido substituído para a cerimónia por um Secretário de Estado do seu ministério.

Chegado o Sr. Secretário de Estado Adjunto, Sr. Engenheiro Juvenal Silva Peneda, recebido pelo Presidente da Câmara, Engenheiro Ricardo Pereira Alves, houve toque de sentido por um corneteiro da fanfarra, o que constitui uma novidade em receção prestada a um Secretário de Estado.

Logo a seguir, um agrupamento constituído por várias bandas do Concelho tocou o Hino da Maria da Fonte, o que não deixou de provocar uma certa perplexidade, dado este hino estar associado e simbolizar um incitamento à rebelião popular. Nos tempos que correm não deixou de provocar um certo "frisson". 

Mas, diga-se em abono da verdade, que as centenas de populares presentes na cerimónia tiveram um comportamento apologista do acontecimento, tendo tudo decorrido sem qualquer sobressalto.  

Houve depois os habituais atos destas inaugurações, com liturgia de bênção e discursos pelos Secretário de Estado e Presidente da Câmara. Por fim visita às instalações que, numa primeira observação, revelam bom gosto e boa conceção arquitetónica.

Brevemente faremos uma visita mais detalhada às instalações, a fim de mostrarmos fotos aos nossos leitores.

Um senão a apontar, que de resto parece ser uma pecha incorrigível em muitas atos públicos do Concelho. A aparelhagem sonora apenas alcançava um raio limitado impedindo muitos populares de perceberem o que foi dito no ato litúrgico e nos discursos proferidos.

De resto, uma cerimónia sem “glamoures”, que seriam ofensivos dos momentos que passamos, o que é de saudar.

 

Nuno Espinal


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