publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Agosto , 2012, 10:41

 

Foto de Arquivo

 

A “Flor do Alva” prossegue o cumprimento do seu calendário de Verão. Ontem,  sábado, dia 18, a nossa Filarmónica participou nas Festividades em Barrigueiro (Pomares), dedicadas a São Geraldo.

Hoje, domingo dia 19, estará presente em Maladão (Arganil) nas festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, de Nossa Senhora de Fátima e de São Joaquim.

 

Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 16 Agosto , 2012, 09:23

Pede-me um leitor do Miradouro que lhe preste informações sobre o historial do edifício do chamado Posto de Socorros. Aqui vai a informação de que disponho, parte dela já publicada em 2007 nos primeiros tempos de edição do Miradouro:

 

Edifício do “Posto de Socorros”

 

Sei, pelos mais velhos, que nos anos vinte do século passado um incêndio terá destruído uma casa nos cumes do Bairro Calvário, tendo as chamas atingido uma criança que se encontrava no seu interior. A criança, após dramática agonia, acabaria por falecer, tendo este acontecimento impressionado a população, tanto mais que se terá confrontado com a ausência de condições mínimas de socorro a situações como a então ocorrida. De resto, Vila Cova sentia-se totalmente desprotegida de apoios a meras necessidades de enfermagem.

Uniram-se, então, vontades e começou a arquitetar-se todo um conjunto de diligências e iniciativas que conduzissem à construção de um Posto de Socorros.

 Os registos que recolhi sobre a construção do Posto de Socorros ficam aqui publicados:

 

-Por decreto de 20 de Maio de 1928, com o nº 15.528, é autorizada a venda da capela de S. Sebastião, a fim de ser demolida e no mesmo local se construir o Posto de Socorros.

Contudo, o Posto de Socorros haveria de ser construído em terreno doado pelo Sr. Conselheiro Albino de Figueiredo.

 

-Em 8 de Junho de 1930 realiza-se na Liga Naval de Lisboa, por iniciativa do Sr. Bernardo Abranches Freire de Figueiredo, uma “matiné” de caridade a favor da construção do Posto de Socorros e Consultório Médico.

 

-Aos cinco de Junho de 1932 ficou registado em Ata da Mesa Administrativa da Santa Casa o seguinte:

 

“/…em seguida o Provedor apresentou como sendo de grande necessidade a construção do Posto de Socorros, pois nem casa própria há para as visitas de médico aos pobres e estando já demarcado o terreno/…/propunha a Mesa que imediatamente se falasse a pessoal e se levantasse da Caixa Económica a quantia para fazer face às primeiras despesas. A Mesa por unanimidade aprovou a proposta e encarregou o Provedor de dirigir as obras e de comprar os materiais que sejam necessários para tão útil obra.”

 

-Em 19 de Maio de 1936 fica concluído o edifício do Posto de Socorros e Consultório Médico e entregue a sua administração à Santa Casa da Misericórdia.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 15 Agosto , 2012, 00:00

N

Não tenho muitas informações (e as que tenho recolhi-as de vários Ecos do Alva) sobre o antecessor do Reverendo Januário Lourenço dos Santos, que se chamava Alfredo Nunes de Oliveira. Mas há quem dele tenha sido contemporâneo e que, felizmente, pertença ainda ao reino dos vivos. Estes serão a fonte para a obtenção de mais dados sobre o Padre Alfredos, um personagem que marcou, como pároco, um período de mais 40 anos da história de Vila Cova.

 

Nasceu em 1867 e após a ordenação foi colocado, durante dez anos, na Benfeita. Foi colocado em Vila Cova de Sub-Avô em 1900, onde lavrou o primeiro assento de baptismo em 25 de Novembro desse ano.

 

Era um grande orador, sendo notáveis as suas homilias e sermões. Há um registo, de 1903, que diz:

 

Realizou-se a 11 de Junho a procissão de “Corpus Christi” feita com muito esplendor. A igreja matriz encontrava-se lindamente ornamentada, tendo o pároco da freguesia, Reverendo Alfredo Nunes de Oliveira, celebrado o sermão.

 

Para além da vida pastoral, entregou-se a muitas atividades ligadas a Instituições de Vila Cova, tendo sido influente em muitas ações que contribuíram para o progresso da terra.

 

Abandonou, já com 75 anos, em 1942, as funções de pároco tendo sido substituído pelo então jovem padre Januário Lourenço dos Santos. A data do seu falecimento, com 85 anos, foi em 1952.

 

Sobre a sua muito reduzida biografia há um apontamento digno de registo pelo pitoresco e característico de uma época. Diz assim: “…em 1931, em Vila Cova, é instalado, em casa do Senhor Padre Alfredo Nunes de Oliveira, o primeiro aparelho de T.S.F.”. Um acontecimento que conferia ao Sr. Padre Alfredo um elevado estatuto, digno das maiores parangonas.

 

 

Nuno Espinal

ão tenho muitas informações (e as que tenho recolhi-as de vários Ecos do Alva) sobre o antecessor do Reverendo Januário Lourenço dos Santos, que se chamava Alfredo Nunes de Oliveira. Mas há quem dele tenha sido contemporâneo e que, felizmente, pertença ainda ao reino dos vivos. Estes serão a fonte para a obtenção de mais dados sobre o Padre Alfredos, um personagem que marcou, como pároco, um período de mais 40 anos da história dem 1867 e após a ordenação foi colocado, durante dez anos, na Benfeita. Foi colocado em Vila Cova de Sub-Avô em 1900, onde lavrou o primeiro assento de baptismo em 25 de Novembro desse ano.

 

Era um grande orador, sendo notáveis as suas homilias e sermões. Há um registo, de 1903, que diz:

 

Realizou-se a 11 de Junho a procissão de “Corpus Christi” feita com muito esplendor. A igreja matriz encontrava-se lindamente ornamentada, tendo o pároco da freguesia, Reverendo Alfredo Nunes de Oliveira, celebrado o sermão.

 

Para além da vida pastoral, entregou-se a muitas atividades ligadas a Instituições de Vila Cova, tendo sido influente em muitas ações que contribuíram para o progresso da terra.

 

Abandonou, já com 75 anos, em 1942, as funções de pároco tendo sido substituído pelo então jovem padre Januário Lourenço dos Santos. A data do seu falecimento, com 85 anos, foi em 1952.

 

Sobre a sua muito reduzida biografia há um apontamento digno de registo pelo pitoresco e característico de uma época. Diz assim: “…em 1931, em Vila Cova, é instalado, em casa do Senhor Padre Alfredo Nunes de Oliveira, o primeiro aparelho de T.S.F.”. Um acontecimento que conferia ao Sr. Padre Alfredo um elevado estatuto, digno das maiores parangonas.

 

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 13 Agosto , 2012, 12:03

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da Srª. Dª. Adélia de Jesus Fernandes Gaspar, de 97 anos de idade. Faleceu ontem,nos Hospitais da Universidade de Coimbra, na sequência de uma pneumonia.  

A Srª. Dª. Adélia Gaspar era mãe da Srª. Dª. Adelaide Judite Gaspar, casada com o Sr. Arménio Pereira.

O funeral realiza-se hoje, às 15 horas, para o cemitério de Vila Cova.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 13 Agosto , 2012, 00:30

 

Foto de Arquivo

 

Sábado, dia 11 de Agosto, a nossa Filarmónica participou nas Festividades, em Dreia (Benfeita), que consagram Nossa Senhora da Graça.

No Domingo, dia 12 de Agosto, a Flor do Alva esteve presente nas Festividades em Balocas (Tábua), em honra da Rainha Santa Helena.

 

Fábio Leitão

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 10 Agosto , 2012, 21:10

A reação do edil máximo de um município alemão, quando se dispunha à reconstrução da sua cidade, completamente em escombros, após os potentes bombardeamentos dos aliados na contenda da segunda guerra mundial, é bem elucidativa do significado da força do património cultural de um povo.

Dizia o edil, segundo o relato que tive oportunidade de ler, numa revista política francesa, traçando planos e propostas para a reedificação da sua cidade:

 

"O patrimônio é a herança que recebemos dos nossos antepassados, com que vivemos hoje, e que doamos às gerações futuras. A reconstrução do nosso majestoso edifício de espetáculos, totalmente destruído, é a primeira medida que vou tomar, porque quero dar alento à alma do povo, neste momento destroçada. O povo há-de reerguer-se com o ânimo do seu legado cultural, expresso nas suas tradições, nos costumes, nas artes dos espetáculos."

 

Vem este caso a propósito do espetáculo da Carminho em Arganil. Grande espetáculo, acrescente-se, que cativou uma assistência nunca antes vista na Praça Simões Dias. Apesar do êxito que retumbou, não houve quem se dispensasse a comentários críticos, alegando o preço investido no espetáculo (afinal nem foi assim tão caro) face à crise que vivemos. Antes de mais uma observação. Viva a liberdade de opinião. Mas, por isso mesmo, não me furto à crítica a estes críticos. Manifesto, para com eles, a minha discordância. Se levantamos a voz em defesa da reconstrução do Teatro Alves Coelho, em Arganil, se opinamos contra a barbaridade das obras da escadaria da Igreja do Convento, em Vila Cova, considerando que valia mais, mesmo com gastos maiores, outra opção que valorizasse o património e a história daquele conjunto histórico, então, em abono da coerência, aplaudamos a ação do município, ao dar-nos a possibilidade de ouvir e ver  uma das maiores intérpretes da atualidade de uma expressão cultural que é nossa, e que se chama Fado. Fez-se cultura, defendeu-se o Património, ainda que Património Imaterial, mas não menos Património.

E mais não digo. Deixo, em jeito de reflexão, a atitude do edil alemão, com todo o peso pedagógico que contém. Só mais uma achega ao finalizar. Para que não subsistam interpretações enviesadas, este autarca era um confesso antinazi.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 09 Agosto , 2012, 19:26

 

Do Jornal “O Rio” captámos esta entrevista ao vilacovense Jorge Fernandes, que não resistimos em publicar, até pelas suas referências a Vila Cova

 

Entrevista por António Tapadinhas

 

Jorge Fernandes é um homem com ideias muito definidas acerca da maneira correcta de encarar a vida e a sua relação com a família, amigos e sociedade em geral.

Esta faceta da sua personalidade reflecte-se no associativismo em que, por exemplo, na Associação Desportos Náuticos Alhosvedrense, Amigos do Mar, onde nos encontramos, completou dois mandatos como presidente, deixando na associação os meios necessários para a prática dos desportos náuticos, ou seja, os alicerces para a utilização integral do nosso rio Tejo.

Também na pintura é evidente a sua dedicação a um estilo que tem cultivado desde sempre, sem ligar a modas. Quando lhe perguntámos se podia explicar a razão dessa fidelidade, respondeu:

 

 É difícil, ou talvez não, dizer porque me mantenho fiel ao estilo de pintura que adoptei e do qual ainda não abdiquei. Digamos que é como tentar saber porque é que gosto do Sporting e não do Benfica, por exemplo. É uma questão de gosto e isso, creio que é dificil saber-se porquê. É neste estilo que me sinto mais à vontade e que mais gosto. Não há nada a fazer!

 

Todos conhecemos personalidades que sabem um pouco de tudo, sem saber nada em profundidade. Jorge Fernandes, nesta sua caminhada em busca da perfeição, procura descobrir os segredos dos grandes mestres que admira e lhe servem de guias. As suas motivações nesta fase da sua carreira resume-as, assim:

 

 Maior aperfeiçoamento da técnica que adoptei, para poder apresentar um trabalho com melhor qualidade e que agrade cada vez mais a quem vê e gosta da minha pintura. Estou presentemente a passar por uma fase produtiva que até a mim me espanta e o desejo de expor os meus trabalhos está agora mais presente.

Tem novos trabalhos que já dão para uma exposição num local com qualidade e com um catálogo a condizer. Nesta sua busca, a sua terra natal, Vila Cova de Alva, Arganil, tem fornecido bons motivos para os seus trabalhos e recompensada com a generosidade do pintor que, sempre que é solicitado, oferece uma obra para leilão que tem chegado para compensar a falta das autoridades competentes no seu dever de manter viva a cultura no interior do país para travar a sua galopante desertificação.

E veio a talhe de foice a sugestão dada pelo artista:

 

Na minha opinião os artistas do concelho têm sido um pouco esquecidos e pouco motivados por parte das entidades concelhias. Lembro com saudade a Feira de Artes e Ofícios que se realizava anualmente no Pavilhão de Exposições e que o saudoso José Manuel Figueiredo, então vereador da cultura, pôs em prática depois de uma conversa comigo e com o Vítor Moinhos. Também o vereador que se seguiu no pelouro, José Manuel Fernandes deu continuidade ao evento. Era uma feira visitada por milhares de pessoas e em que os artistas do concelho tinham a possibilidade de exporem os seus trabalhos. Lamento que a edilidade tivesse acabado com tal iniciativa. Mas enfim...um povo sem cultura é um povo mais pobre.,. Mas isto sou eu a dizer.

 

 

Lá fora, sob um sol esplendoroso, estava a decorrer o concurso de barcos engalanados e Fernanda Gaspar, Presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, juntou-se a nós para esperar o momento solene da entrega dos prémios aos proprietários dos barcos.

A conversa foi interrompida pelo telemóvel do pintor que esperava a notícia de maior significado para si: o nascimento de mais um neto! Jorge Fernandes não vai esquecer esse momento!

E nós também não! Desejamos que o novo cidadão encontre um país melhor. Para isso, é preciso a ajuda de todos e, sobretudo, pessoas com as qualidades do artista que entrevistámos.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 08 Agosto , 2012, 20:19

 

O troço da estrada nacional entre Vila Cova e Avô sempre foi reconhecido pelo seu pitoresco, ladeado por encostas onde se cavava o leito do Alva. Muito raramente, dada a densa vegetação, o rio, neste trecho, era visível.

Já não é assim agora. O rio está visível em largos espaços da estrada. O incêndio devorou uma quantidade enorme de pinheiros e restante arvoredo, e substituiu o verde pelo desolador cinza do chão e pelo preto de troncos queimados.

 

NE

 

 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 08 Agosto , 2012, 18:01

 

Devorando vários hectares de mata, o incêndio que ontem deflagrou em áreas de Oliveira do Hospital e Arganil, foi dado como dominado cerca das 22 horas e 45 minutos, após cerca de cinco horas de atividade.

A população de Vila Cova assistiu, com receios compreensíveis, ao deflagrar do incêndio e à sua progressão para os lados de Avô e Anseriz.

Uma espessa nuvem de fumo negro cobriu os céus da aldeia, ao mesmo tempo que os carros de bombeiros, em grande número, vindos de Arganil e Coja, percorriam a estrada em direção aos vários locais onde o incêndio se manifestava.

Apesar de dominado antes da meia noite de ontem, os bombeiros continuam em estado de alerta, tendo em consideração prováveis reacendimentos.

Hoje de manhã alguns dos bombeiros envolvidos no combate ao incêndio, após uma noite vigília, estacionaram as viaturas em Vila Cova e aproveitaram para retemperar forças.

 

Fotos de Alberto e Elsa Leal

 

 

 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 08 Agosto , 2012, 14:26

 

Hoje de manhã Vila Cova acordou com um cheiro a fumo intenso, em rescaldo ao pavor ontem vivido. Quis o destino que o vento empurrasse as labaredas noutra direção que não a da nossa aldeia. Tudo começou, e as foto de José Artur Leitão são bem elucidativas, junto à estrada que segue da Digueifel para Vila Pouca da Beira. O fogo alastrou, empurrado pelo forte vento que se fazia sentir, na direção noroeste, ameaçando Anceriz e beliscando casas na orla de Avô, uma delas, pelo menos, vítima de avultados estragos. Também a casa do casal Franck e Arlette, situada junto à zona de onde se propagou o incêndio, esteve ameaçada, perante o desespero dos seus proprietários.

O incêndio foi combatido por cerca de 300 bombeiros, vindos de várias corporações do país, sendo que a maioria era de Coja e Oliveira do Hospital e ainda três helicópteros.

Dado que o incêndio teve origem junto à estrada é presumível que a sua origem se deva a incúria humana.

 

Nuno Espinal

 

 

 


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