publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 23 Junho , 2012, 19:31

Avoluma-se o número de comentários críticos à “barbárie” que está a ser cometida nas escadarias da Igreja do Convento. E a estupefação ainda mais gritante se torna quando as obras que substituem e tapam o xisto por “cimento e caliça” são da responsabilidade da ADXTUR.

A escadaria, de grande interesse estético, tem um valor histórico e afetivo para os vilacovenses, já que foi construída para que a população acedesse sem restrições ao templo conventual.

Conforme se pode ler no livro “O Convento de Santo António de Vila Cova do Alva”, da autoria de Victor Cardoso, “/.../Sendo a Igreja diversa do Edifício Conventual, em termos de propriedade e concessão, o seu único acesso faz-se por uma escadaria de vários lances. No último lance encontra-se um Cruzeiro de dimensões razoáveis, em granito (tal como a escadaria) datado de 1870. A escadaria foi construída também no mesmo ano e resulta da discórdia entre os proprietários do edifício conventual e a Misericórdia /…/."

Espera-se que o bom senso prevaleça e que a escadaria da Igreja do Convento retome o seu aspeto e traça originais.

 

Nuno Espinal/Antero Madeira

 

 

Como era…

 

 

 

Como está…

 

 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 22 Junho , 2012, 19:12


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 21 Junho , 2012, 23:42
 

Foi editado o trabalho de Nuno Mata intitulado “Aproveitamento de água em agricultura camponesa e de subsistência – o concelho de Arganil”, produzido pelo autor em 1996 no âmbito da sua licenciatura em Geografia, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

O estudo, segundo o autor, mantêm-se “infelizmente actual”, já que as perspectivas demográficas e económicas retratadas no livro se têm verificado ao longo dos anos, nomeadamente o abandono dos campos, a desertificação das aldeias e o desaparecimento de todo um património agrícola, como os engenhos de elevar a água de rega, mesmo que ainda se possam vislumbrar alguns.

O trabalho versa a caracterização da população agrícola arganilense, a forma como trabalha a terra e os produtos que nela cultiva e colhe – comercialmente ou não, e as formas de utilização de água de rega e da água enquanto força motriz.

A edição é limitada e não comercializada.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 20 Junho , 2012, 20:31

 

 

No desenrolar do enredo da vida, dois fenómenos que reputo de relevantes marcaram-me as vivências da infância e de tempos mais recentes.

Fui instruído, quando na escola primária, para a contemplação de um superior Portugal, no confronto com outras nações, Portugal este que era, ao que se dizia nas propagandas do regime, admirado em todo o mundo e governado por um estadista respeitado.

Por outro lado, nesse tempo, em contraste com este pico virtualizado, a nossa autoestima, no reino do futebol, era reduzida, perante cabazadas sofridas e ausência de resultados a contento.

Entretanto, os saberes adquiridos com os anos deram-me a perceber quanto fraudulento nos tinha sido o conhecimento e informação induzidos.

Salazar? Em vez de admirado era odiado. Portugal? Ainda que grande em períodos do passado histórico, era, nos informativos mediáticos ao tempo, insignificante e até desconhecido.

Mas, ao contrário do Portugal político, ganharia relevo, por razões bem positivas, o Portugal do futebol. Emergiriam, com os anos, grandes jogadores e grandes seleções nacionais.

E coloca-se a pergunta. Que escolha entre os ganhos de um e outro fenómeno? Opto por um país superior e melhor, no progresso e estabilidade económicos.

Mas, cuidado! Neste momento de ansiedade futebolística, esta afirmação poderá não ser a politicamente correta, podendo até ser mesmo desoportuna.

Por isso e resguardando-me a beliscos, aqui deixo dois desejos em um: Que Portugal caminhe para um maior progresso económico e justiça social e que a nossa seleção venha a ser a melhor de todo o mundo. Para já, que venha o título de campeão da Europa!

 

Nuno Espinal

Foto: Internet

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 19 Junho , 2012, 19:59

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 18 Junho , 2012, 11:51

 

 

Impressionam-me aqueles adeptos irlandeses. A cantarem, a sorrirem, a incentivarem a sua seleção e a levarem uma cabazada de “quatro” dos espanhóis.

É que connosco a coisa não funciona de igual jeito. Na derrota ficamos tristes, acabrunhados e com uma raiva dos outros de até os trincar.

Como dizia o outro “somos portugueses, não temos culpa”…

Veja-se o nosso Paulo Bento. Em cada golo de Portugal um salto descomunal e ei-lo em veloz corrida que nem um campeão de cem metros.

E se o árbitro não marca a contento? O Ronaldo rasteirado em grande e amarelo nada. Pois, viram o que eu vi? Li-lhe nos lábios: “Vai pró c…lho!

Ali, “dixit”! E ainda lhe chamam Bento!

Mas, é assim mesmo! “Raça Lusa”, sim senhor. E cada um de nós que o conteste. Eu, por mim, confesso: Não sou diferente! Na derrota fico-lhes com um azar que só eu sei.

Nada de reparos. Mal ou bem é assim que somos. Portugueses dos quatro costados. Ou melhor, ainda: Portuguesinhos da Silva.

 

Nuno Espinal

Foto retirada da Internet


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 17 Junho , 2012, 08:34

 

 

Às sete da manhã, hoje, o sol já lambia telhados da velha aldeia. Ao jeito de saudosos Junhos, o dia promete.

Viajo nesta teimosa atração para o passado.

Logo pela manhã o chafariz moldava-se de cântaros. Nas fazendas as fragâncias do fresco da manhã à mistura com temporãs suores da enxada. Pés descalços pisam a gravilha onde chiam rodas molengas dos carros de bois.

-Bom dia tia Júlia, bom dia ti Abílio, bom dia ti Eugénia, bom dia, bom dia, bom dia…

-Bom dia menino…

Ainda lhes oiço, a todos, as vozes nos ecos da saudade…

Hoje, nos meus cúmulos de sexagenário, divido-me, nos desejos e preferências, entre os lirismos prazerosos dessas ruralidades de então e os tempos correntes que vivemos, (mau grado a crise) apropriados de justos benefícios e outras comodidades.

E aceito, sem pestanejar o que me reclama a ideologia política: O aplauso ao presente.

Mas, amigos, as recordações, por mais voltas que dê, vivem comigo dia a dia…

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 15 Junho , 2012, 21:01

 

Havia uma relação dos vilacovenses com o Alva, que ao longo dos últimos anos se foi desvanecendo. Questões de ordem económica e social influíram nessa perda.

Longe vão os tempos em que as mulheres usufruíam das águas do rio para a lavagem de roupa. Ou, nos dias de estio, magotes de veraneantes aproveitavam a piscina natural do salgueiral para refrescantes banhos. Ou famílias ou grupos de amigos estendiam toalhas e farnel para piqueniques nas margens do rio. E as passeatas de barco? E as pescarias? Tudo se foi perdendo nesta relação com o rio.

Claro, há razões várias que têm influído e onde colhemos explicações. Mas a principal é a perda de qualidade das águas. A mini-hídrica surge à cabeça como a principal causa.

Em termos de compatibilização, os ganhos económicos (privados) justificam as perdas sociais e ambientais?

Para o capital privado a resposta será sempre sim. Para o interesse público a resposta será não.

O Alva, esse, já não é o mesmo. Lá em baixo já não são as mesmas as águas do velho rio…

 

Texto: Nuno Espinal

Fotos: Arquivo de Antero Madeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Junho , 2012, 17:08

 

Montículos de gente, em frente de televisores, assistiam ansiosamente ao Portugal Alemanha.

Vi-o de um lado para o outro, parando aqui e acolá, dizendo algo.

Aspeto pobre, maltrapilho mesmo, parecia agitado.

Também a mim se dirigiu.

Nós somos portugueses, não temos culpa. Somos portugueses…

O mesmo comentário repetiria a outros. Transportava uma minúscula bandeira de Portugal, que apertava apaixonadamente, com rasgões e amarrotada.

Portugal perdeu. Vi-o afastar-se acabrunhadamente, vergado de tristeza.

Do pouco que a vida lhe dá, desta vez nem este contentamento.

Ontem lá nos sorriu a vitória.

Lembrei-me dele. Quanto não mereceu esta vitória!

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 13 Junho , 2012, 18:09

 

Enquanto os mais novos se divertiam a saltar a fogueira, os mais velhos prolongavam o repasto, a condizer com esta noite de Santo António. Caldo verde, a inevitável sardinha assada, febras, arroz doce, tigelada e um bom tinto.

Um bem passado bocado nesta evocação ao nosso “Santo Antoninho”, de uma noite que, em Vila Cova, começa a ganhar foros de tradição.

E nem são só os vilacovenses que acorrem à Praça. De resto, diga-se, cá do nosso recanto nem são assim tantos. Esta noite já conquistou nomeada e muitos são os forasteiros que a ela acorrem. Muitos estrangeiros, por exemplo, deliciados com este tipicismo e manifestação tão ao jeito popular.

Uma tocata talvez ajudasse à festa. Mas nada de barulhada. Uma concertina, por exemplo, cairia bem.

Talvez para o ano, quem sabe!

 

Nuno Espinal

 


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