publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 03 Junho , 2012, 09:55

 

Peço perdão do atraso, mas aqui fica uma homenagem às crianças, futuro da humanidade e que cada vez menos se encontram em terras do nosso "interior lusitano".

 

Se me virem correr sem direcção

Perdido, alucinado, já sem esperança

Não tenham pena! Não quero o perdão

De quem matou em si cada criança.

 

Se ouvirem rugir por entre os molhes

De um qualquer porto, num outro lugar,

Sou eu, a vaga enorme em que te acolhes.

Sou eu, levante em fúria a rebentar.

 

Se ouvirem chorar por trás da porta

De uma qualquer casa onde eu morava

Não batam! Vão embora!... já está morta

A força que outrora sobejava.

 

Se me virem jazendo, abandonado,

O corpo já sem vida, lá ao fundo

Afastem-se de mim, passem ao lado

Que matei a criança do meu mundo...

 

 

Silvino Lopes

Foto: Silvino Lopes e irmã


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