publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 07 Dezembro , 2011, 10:25

 

Extinção de Freguesias? Reordenamento territorial? Novas regras para as autarquias? Eis três perguntas, de entre outras de idêntica temática, que não motivam interesse ou recebem um encolher de ombros da maioria dos cidadãos.

E o Documento Verde? Quem já o leu? Quase aposto que não exagerarei se lançar um número. Um por cento da população e quem sabe se menos ainda.

O Documento até propõe o debate. Mas o alheamento geral é um facto, ainda que com algumas exceções: Para além das de cidadãos que, com seriedade, são contestatários do Documento, há as de autarcas que se sentem ameaçados nos seus interesses, as de populações que se presumem injustiçadas pela perda de estatuto das suas localidades e as de apaniguados partidários reverenciados a vozes liderantes.   

Neste contexto, uma grande percentagem, por despropositadas razões, é contra o Documento Verde.

Por mim, recuso-me, contudo, a entrar nessa onda, assumindo-me, até, em contra-corrente à atitude que vinga no grupo da minha própria filiação partidária, não como um apoiante total do Documento, que entendo passível, em algumas proposições, de crítica, mas como um seu aceitante, que o acolhe como instrumento que contém algumas virtudes, nomeadamente a que concorre para a suscitação de um debate que se reclama sério e expetável de resultados.   

O Documento parte de condições. As impostas pelo memorando da Troika, memorando que moralmente vincula os dois principais partidos portugueses: O PS e o PSD. Parte, ainda, da imposição de um prazo, o que força a que, na sua exiguidade temporal de debate, sejam os dados objetivos que devam prevalecer, com a ignorância de dados subjetivos (tradição, história, cultura, etc.) reclamantes, na discussão, de outra disponibilidade de tempo.

Eis, pois, no essencial, a razão porque não me revejo no grupo dos que, “tout court”, contestam liminarmente o Documento. Ademais, a porta do debate está aberta. Já a transpus, até porque nunca me revi em qualquer política de “terra queimada”. Os tempos e as suas circunstâncias reclamam, julgo eu como muitos, outras atitudes e mentalidades na forma de estar na política.  

É isso que tento e tentarei fazer. E é com esta disposição que, sobre este assunto, voltarei ao assunto nas páginas do Miradouro. Fico na expectativa de outros o também fazerem.   

 

Nuno Espinal


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