publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 20 Novembro , 2011, 18:38

Crónica do jogo mais tarde


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 19 Novembro , 2011, 23:25

Em Vila Cova hoje choveu praticamente todo o dia. Mas, no Porto, ao que nos informaram, caíram três fortes chuvadas entre as 20 e as 22 horas. As nuvens, causadoras de estragos, formaram-se, segundo os meteorologistas, em Coimbra, na zona do Calhabé.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 19 Novembro , 2011, 13:02

 

Eram pequenos calhaus espalmados, com uma espessura de milímetros e diâmetro do tamanho da palma da mão. No Salgueiral havia-os e era com estes seixos que nos entregávamos à disputa, aproveitando as condições que o leito do rio, a montante do caneiro, nos oferecia.

As águas corriam serenas, quase paradas, uma piscina acolhedora dos banhos de Verão. Mas, a disputa nada tinha a ver com esses banhos.

Rapazolas que então éramos, entregávamo-nos ao entretenimento com jogos, variados jogos, fosse com uma bola de coiro, um baralho de cartas, fosse o da “verdade ou consequência”, fosse com um simples seixo.

-“Quem ganhar é o maior garanhão deste mundo, quem perder é o maior paneleiro!...”

-“Eh pá, porra! Se ganhar tanto melhor, paneleiro é que não!”

E lá nos entregávamos à jogatana, com as melhores das artes e saber. O seixo era atirado em voo quase rasante ao leito do rio, e ia dando pulos e mais pulos a cada toque nas águas. Ganhava o que mais saltos conseguisse e perdia o que menos contabilizasse.

Mas, eram tudo troféus de momentos. Instantes depois já ninguém se lembrava dos epítetos obtidos.

Como recordamos esses tempos e jogos… Eu, o meu irmão Quim, o Zé Alves, o Toneca, o meu primo Jorge Augusto, os irmãos Eduardo e Abílio Pinto, o Zé António Sequeira, o Fernando Vicente, o Anterito e outros tantos.

Lembram-se dos epítetos? Epítetos sem verdade e consequência, claro.

Porque a verdade e consequência vão inteirinhas para as nossas recordações, saudade e grande amizade…

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Novembro , 2011, 20:25

Outono em plenitude.

 Eis folhas que já verdejaram, agora amareladas, acastanhadas, folhas que se desprendem…

Acolho-me ao momento, nada mais quero.

 E quanto me dizem dois breves versos de Florbela Espanca!…

 

"Outono das tardinhas silenciosas,

Das magníficas noites voluptuosas"

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 16 Novembro , 2011, 18:55

 

Vilacovense 1 Vasco da Gama 1

 

Ainda não foi desta, mas a vitória há-de chegar.

E ainda que o empate, do último jogo, saiba a pouco, pelo menos fica algum consolo já que a equipa subiu em rendimento exibicional, comparativamente às duas últimas partidas. Melhor distribuição da defesa e meio campo, melhor entrosamento entre jogadores e a convicção, pelas mostras já dadas, de que temos equipa para superiores desempenhos. Dois pontos, em três jogos, é manifestamente pouco para a valia da generalidade dos jogadores do Vilacovense.

Contudo, nos jogos já disputados constata-se alguma quebra física, ao longo dos noventa minutos, de alguns jogadores, percebida nas recuperações e velocidade, que se compreende face a idades acima dos registos dos vinte anos, que obviamente pesa nas pernas e no fôlego.

 

Constituição da equipa, no jogo contra o Vasco da Gama:

 

Guarda redes: Adriano Silva

Defesas: João, António Cruz (capitão), Wilson e Marco Oliveira;

Médios: António Bruno Carvalho, Luís Quaresma, Paulo Sérgio (Eduardo Girio aos 60 minutos), Tiago Fernandes e Filipe Tavares (Sérgio Gaspar aos 65 minutos);

Avançado: António Pereira (Sérgio Gaspar aos 65 minutos).

 

 

Suplentes não utilizados: Hugo Madeira e Nelson Amaral.

 

Golo do Vilacovense apontado por António Pereira na 1ª parte.

 

Treinador: Rui Mota

 

Massagista: Fernando Figueiredo

 

Delegado: Rui Lourenço

 

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Novembro , 2011, 17:25

 

Manhã que alvorece envolta em nevoeiro.

Alguém diz:

-Hoje é que vem aí o D. Sebastião!...

Logo um jovem, 12º ano recentemente concluído:

-Sebastião?!... Quem é o gajo?

 

Nota: O jovem de estúpido nada tem. O ensino de estúpido tem tudo, ou quase tudo. Com ressalva da generalidade dos docentes, acrescente-se.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Novembro , 2011, 18:19

 

 

Celebrou-se ontem, Sábado, a missa de evocação da Irmandade da Santa Casa e a reza de responsos em sufrágio a irmãos falecidos.

A habitual procissão percorreu o átrio da Igreja do Convento e os primeiros lanços da escadaria precedente.

Evocou-se o passado mas também se aflorou o futuro. O futuro da Santa Casa, referida, esta, na homilia do Padre Cintra como uma “associação religiosa”.   

A questão, e já falo por mim, é que tempos difíceis se aproximam, E fazendo jus às nossas obrigações como associação religiosa que somos (dixit Padre Cintra, repito) então deixo a todos os irmãos um apelo. Rezemos todos, e com o máximo fervor, para que o nosso “Santo Estado”, débil que esteja, não nos feneça. E em nome da Santa Casa vos digo:Deus nos livre de tal!

 

Um obrigado sentido ao Senhor Padre Cintra por uma vez mais se ter disponibilizado à celebração desta cerimónia da tradição da Irmandade da nossa Santa Casa.

 

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Novembro , 2011, 18:17

Crónica do jogo mais tarde


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 12 Novembro , 2011, 15:19

Amanhã a Filarmónica Flor do Alva vai participar nos festejos da XXV Feira Franca em S. Martinho da Cortiça, enquanto ao equipa de futebol do “Vilacovense” recebe no seu campo, às 15 horas, o Vasco da Gama de Seixo da Beira.

 

Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 12 Novembro , 2011, 10:20

 

Aqui, por Vila Cova, quase nem se deu pelo “S. Martinho”. Ou, então, terá sido comemorado com certa discrição, ao contrário do que era moda antiga, com os magustos celebrados efusivamente e à vista de todos.

Castanhas assadas, jeropiga e água-pé, os ingredientes de sempre. Ainda que água-pé seja, nos tempos que correm, coisa quase rara e que pouco nos passa pelas goelas.

Mas, em Vila Cova, será que água-pé é coisa arredia?

A propósito, vou contar-vos uma história passada aqui no nosso burgo.

Como todos reconhecem, o vinho da nossa região, salvo parcas exceções, é fraquito. Ora, há meia dúzia de anos, recebi, durante alguns dias em minha casa, um amigo, um experiente produtor de vinho, proprietário de vinhas no Ribatejo.

Durante a sua estadia, que coincidiu com o “S. Martinho”, passeei-o por ruas da terra e numa delas, à passagem por uma certa casa, com uma das velhas “lojas” no rés-do-chão, fomos convidados a um trago do tal vinho de Vila Cova, jorrado de um pipo mostrado à vista de quem passava pela porta escancarada.

Não nos negámos à cortesia, até porque a educação assim nos implicava, mas também porque o obsequiador nos dizia mil maravilhas do seu néctar.

Então que tal? - indagou-nos, mal o primeiro gole nos tinha escorrido pelo gasganete.

-É bom, muito agradável mesmo, respondi-lhe. E nem mentia, relativizada a pinga com outros vinhos que já  bebi de Vila Cova.

Só que o meu amigo, habituado aos vinhos encorpados e graduados de Santarém e ainda sugestionado pelo dia que ocorria em honra de S. Martinho, não hesitou na resposta e com um sorriso pleno de simpatia e sinceridade comentou:

-Bebe-se bem, sim senhor, é uma água-pé que se bebe bem…

 

Nuno Espinal

 


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