publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 17 Setembro , 2011, 08:51

 

Desde o início do Miradouro, ou seja desde 1 de Janeiro de 2007, estão registados no obituário noticiado 23 falecimentos de vilacovenses residentes e 3 nascimentos atribuídos a crianças declaradas naturais de Vila Cova.  

Assim, a média de idades dos vilacovenses residentes em Vila Cova terá crescido anualmente quase 1 ano, o que é indício de que a população, no seu cômputo total, tem envelhecido no mesmo registo, ou seja à média de 1 ano por cada ano.

E este registo já acontece há vários anos, talvez uns há uns quinze anos ou mais anos, o que é elucidativo do actual envelhecimento (e decréscimo demográfico) da população.

Esta preocupante situação, reforçada pela convicção de que o futuro se manterá no mesmo registo, requer que o estrato da população idosa seja observado com a máxima vigilância e cuidados.

Daí a atenção que merecem os serviços sociais prestados pela Santa Casa, mormente os serviços de Centro de Dia e Apoio Domiciliário.

Contudo, não esperemos “sentados”, nesta área social, pelos apoios, na mesma dimensão, que o Estado tem prestado. A política económica, face aos reveses financeiros atuais, implicará um nova gama de processos, com consequências reducionistas nos apoios estatais à assistência social em geral, nomeadamente às IPSS(s).

Não tenhamos ilusões de que é isso que vai acontecer.  

Ora, nas atuais condições da sociedade não é possível que, presencialmente, prestemos, como antigamente acontecia, os apoios devidos e necessários a nossos pais e avós, no fundo aos nossos idosos. Para isso foram criadas as IPSS(s).

Mas, os tempos vão ser outros e para manter as IPSS(s) nos níveis “q.b.” assistenciais, que têm vigorado até agora, teremos que as equacionar considerando, entre outros possíveis aspectos, o confronto, sempre fundamental, do binómio despesas/receitas.

É possível reduzir as despesas? Prescindindo de um ou outro serviço talvez, ainda que não muito. E quanto às receitas? Aí vamos ter todos uma palavra a dizer.

Uma palavra muito importante. Estão em causa pais e avós, a sua vivência com a dignidade merecida. E nem tarda que, em causa, estejamos também muitos de nós…

 

Nuno Espinal

 


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