publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 19 Julho , 2011, 21:12

 

 

Uma das mais significativas homenagens a Miguel Torga (patrocinada conjuntamente pela Editorial Moura Pinto e pelo Município) está inscrita em dois poderosos blocos de granito, situados junto à zona dos Penedos Altos, já bem perto do Piodão. Num dos blocos pode ler-se um expressivo texto do escritor, retirado do volume  XVI (o último)do seu “Diário”,  texto alusivo ao Piodão e datado de 7 de Abril de 1991.

 

Lê-se de Miguel Torga, já então debilitado pela idade e doença e com as forças físicas em regressão:

 

“Com o protesto do corpo doente pelos safanões tormentosos da longa caminhada, vim aqui despedir-me do Portugal primevo. Já o fiz das outras imagens da sua configuração adulta. Faltava-me esta do ovo embrionário.”

 

Ora, como é visível na foto que publicamos há um erro na troca de “fiz” por “diz”, que torna este tão significativo e belo texto do Torga incompreensível na sua interpretação.  

 

Ontem, amigos meus, de visita ao Açor, tornaram a revisitar o local da homenagem. Indignaram-se pela manutenção do erro, que permanece desde 2007.

 

No trilho de uma homenagem, que muito se louva, a Torga, a memória do escritor acaba, contudo, por ser ressentida no que se lhe deve de mais sagrado: a imponência e estética da escrita no rigor com que tratava a palavra.

 

Até quando o erro?

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 18 Julho , 2011, 23:34

 

Hoje. dia 18, mais um aniversário de um nosso amigo, mais um dia de celebração com os tradicionais votos de “Parabéns”.

Hip, Hip, Urra! Um grande abraço ao Sr. Acácio Morgado, pelos seus 81 anos de idade.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 18 Julho , 2011, 21:33

 

O fim de semana passado foi algo movimentado para a Flor do Alva, com especial destaque para a sua saída, Sábado, a Atouguia da Baleia, localidade perto de Peniche, curiosamente no centro das atenções dos noticiários das televisões, dada a queda de uma avioneta ontem, Domingo, no jardim de uma habitação da sua área residencial.

A deslocação da Flor do Alva a Atouguia da Baleia integrou-se num encontro de bandas, promovido pela autarquia da localidade, encontro que se devia ter realizado ao ar livre da parte da tarde, mas que, por razões de alguma instabilidade do tempo, acabou por se concretizar à noite em recinto coberto.

A Direcção da Flor do Alva aproveitou esta deslocação para proporcionar aos músicos da Filarmónica momentos de lazer na praia da Nazaré, o que aconteceu na parte da manhã, tendo ainda oferecido um almoço, o qual (poupanças a isso obrigam) foi confeccionado pelos próprios dirigentes.

A Filarmónica integrou-se ainda, conjuntamente com as outras duas bandas convidadas, numa arruada, tendo percorrido de tarde as principais artérias de Atouguia.

Já no Domingo a Flor do Alva, sempre sob a direção artística do Maestro António Simões, esteve presente em Vale do Nogueira (Arganil), na festa dedicada a Nossa Senhora de Fátima, com participação na parte da manhã na procissão, proporcionando, na parte da tarde, um concerto, em que interpretou algumas das principais peças do seu repertório.

 

Texto: Nuno Espinal

Fotos José Santos e Fábio Leitão

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 17 Julho , 2011, 07:35

 

É sina das instituições culturais viverem em permanente situação de dificuldades financeiras. A “Flor do Alva” não foge à regra e vê-se, neste âmbito, a toda a hora confrontada com dificuldades, só superadas pela mestria de exercícios de poupança de quem a rege e pelo recurso a expedientes, que lhe têm permitido ultrapassar os vários obstáculos e necessidades que lhe vão surgindo.

A compra de instrumental, por desgaste do existente ou porque novas exigências o reclamam para a sua afirmação artística, é sempre um rombo na sua economia, dado o preço a que qualquer instrumento se adquire no mercado.

Ora a Flor do Alva necessita com a maior urgência de adquirir uma “tuba”. Um instrumento dos mais caros, mas imprescindível para o todo harmónico e qualidade artística a que já nos habituou nestes últimos anos.

Para esta aquisição, a Direcção da Flor do Alva vê-se forçada a lançar uma campanha de angariação de fundos, que oportunamente será, com melhor explicitação, divulgada.

Vamos pois ajudar a nossa Flor do Alva. Vamos provar o orgulho e muita estima que todos lhe devotamos.

 

Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 16 Julho , 2011, 10:49

 

A abertura do “Bar da Flor do Alva” estava anunciada em comunicado, afixado nos habituais pontos estratégicos da aldeia. E assim foi. Ontem, houve festa que acabou por ser uma normal ação de “marketing”, promovida, obviamente, pelos atuais titulares daquele espaço.

Festa que chamou àquele “bar”, algumas dezenas de vilacovenses e até de barrilenses, estes animados por um gesto de amizade para com o Sr. Zé, o proprietário do restaurante o “Manjar do Barril”. E perguntarão alguns leitores: Mas, a propósito de quê o Sr. Zé do “Manjar do Barril”?

Ora, aqui vai a resposta. O Sr. Zé, que muitos conhecem por ser o dono do simpático restaurante, mesmo ali à ponte do Barril, decidiu apostar no “Bar da Flor do Alva” que, desde há alguns dias estava encerrado.

O “Bar”, que vai ficar à responsabilidade de um filho do Sr. Zé, será como que uma extensão do restaurante “O Manjar” e traz uma novidade. Está disponível a também servir refeições.

Vamos torcer para que a coisa resulte. É que se assim não for aquele “bar” arrisca-se, dentro em breve,a entrar num qualquer “guiness” deste mundo, com a fama de ser o que maior número de proprietários teve num muito curto espaço de tempo.

Um último apontamento. A festa de ontem esteve animada. Para isso muito contou com o contributo do artista João Claro, que cantou a mais em voga música popular, (música pimba na voz corrente) acompanhado por jovens e bamboleantes bailarinas.

 

E pronto! Agora há que aguardar que o investimento dê certo. Claro que. se assim for, é sinal de que a aposta valeu a pena.  Por isso Sr. Zé, aqui ficam os nossos sinceros votos. Os maiores desejos de “Muito Boa Sorte”.

 

Nuno Espinal 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Julho , 2011, 14:17

 

Diz o ditado que “grão a grão enche a galinha o papo”. Ora, adaptando o provérbio às circunstâncias, poder-se-á dizer que “ano a ano enche a Dª Alice Gouveia a vida de aniversários”.

Desta vez o 83º aniversário. Parabéns Dª Alice.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 13 Julho , 2011, 17:45

 

Há um lastro de odores silvestres

Neste reviver de passados em que florias

Na juventude que partilhávamos

Nos beijos que trocávamos e nas libidos em que apertávamos abraços

E encostávamos os sexos

Ávidos de aventuras que se exultavam nos nossos corpos e nos transbordavam etereamente.

 

Hoje, olho pachorrento as águas do Alva,

E os teus cabelos brancos estão espelhados de negro como outrora.

 

E o meu vigor quebrantado ganha alento

Nos açoites prateados de espuma

Do velho caneiro do Salgueiral.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 12 Julho , 2011, 19:47

 

O compromisso com a “Troika” já o tinha aflorado e as palavras de Passos Coelho vieram confirmar o que já é corrente entre os portugueses. Que o número das 4620 freguesias no País vai mesmo ter de baixar. Desconhecem-se os critérios mas, pelos dados de que suspeitamos, é bem provável que Vila Cova passe a deixar de ser freguesia.

Pela nossa parte aplaudimos a intenção do governo em prol de que “Portugal precisa de um poder local mais barato e mais eficaz”.  

É ainda relevante considerar, e continuamos atidos às palavras de Passos Coelho, que a redução das freguesias se fará pela associação das mesmas, o que será diferente de extinguir freguesias e integrá-las em outras que se manteriam com as suas denominações, com os consequentes aumentos das suas áreas de espaço geográfico e demográfico.

Ficamos pois nas maiores expectativas sobre os critérios e quais as entidades a que serão atribuídos maiores poderes de influência e decisão neste processo.

Haverá factores, neste processo, que não poderão ser ignorados, como, por exemplo, e permanecemos com as palavras de Passos Coelho, “a identidade própria de cada freguesia”. E esta identidade deverá ser considerada tanto a montante como jusante de todo o processo.

Vamos, pois, aguardar.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 11 Julho , 2011, 16:12

 

Completa hoje noventa anos de idade a utente do Centro de Dia Srª Dª Maria deLurdes Santos.

Apresentamos-lhe votos de saúde e os desejos de um feliz aniversário.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 10 Julho , 2011, 13:37

 

Um dos cartazes mais elucidativos do Estado Novo, num dos seus períodos de maior afirmação, é o que correlaciona Salazar, e o seu pensamento, com o conceito próprio de família, neste caso, graficamente e superiormente definidor.

O pai, chefe de família, trabalhador, a mãe, nas lides domésticas, o filho, livros escolares na mão e a filha, com brinquedos que representam o lar e tarefas tipicamente femininas.

A cena passa-se em ambiente rural, a antítese do ambiente potencialmente pecaminoso das urbes citadinas, e tudo se conforma à trilogia “Deus, Pátria e a Família”. Repare-se no pormenor do crucifixo na parede da casa, na indumentária do rapaz, calcas castanhas e camisa verde (mocidade portuguesa) e na associação de todo este ambiente a Salazar e consequentemente ao Estado Novo e à Pátria. Até à volta da mesa, cadeiras e bancos a marcar a hierarquia de pais e filhos.  

Este conceito de família foi obviamente criticado, atacado e basicamente ultrapassado, naquelas características, pelas condições sócio económicas e políticas temporalmente advenientes, em especial no período posterior ao 25 de Abril.

Contudo, o fenómeno não foi exclusivamente português, apesar de o termos vivido com nuances muito próprias, face às condições e ambiências dos nossos atrasos económicos, sociais e culturais daqueles anos, vividos sob a ideologia do “Estado Novo”.

 

O sociólogo Castells disse em estudos publicados há uma dezena de anos:

 

“ O modelo de família de núcleo patriarcal é uma realidade para pouco mais de um quarto dos lares norte-americanos e a versão mais tradicional do patriarcalismo, ou seja, os lares de casais legalmente casados e com filhos em que o único provedor é o marido, enquanto que a esposa se dedica ao lar em tempo integral, a proporção cai para 7% do número total de lares...”

 

Fiquemo-nos por aqui nesta abordagem ao conceito que sobre a Família pode ser formulado, e de que existem estudos em profusão, dissecados em diversas ideologias, por pensadores com autoridade e saberes reconhecidos.

E se aqui hoje falo da família é porque gizei uma série de imagens, associações e representações, depois de ter vivido, ontem, um momento especial, em casa de meu irmão, em Santarém.

Juntou filhos e netos, que são muitos. Juntou familiares dos afins, por força de casamentos dos filhos. Juntou amigos, ligados à nossa Vila Cova (o meu primo Jorge Dias, o velho Toneca, o Alberto e a Elsa). Cantou-se o fado, fez-se magia. Saboreou-se tigelada, levada expressamente de Vila Cova. Evocaram-se antepassados. A noite a avançar e a corrente de afectos e emoções. A família, sentimento, os amigos. A ideia de família, não a egoística, fechada, atomizada, a hostil. A família como espaço único, de laços de sangue, torrente de afectos. Mas a família projectada na sociedade, a família aberta ao mundo…

 

Nuno Espinal

 

 

 

 


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