publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 11 Fevereiro , 2011, 15:09

 

Recebemos uma carta do "Mais Além" para participarmos, como Instituição (Santa Casa), no desfile do carnaval de Coja, qua se realizará a 8 e Março, de resto, à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores.

Porque não?

Vamos fazer para que a nossa participação seja um facto. Um filósofo clássico (Descartes) dizia, em assertação muito célebre, que "penso logo existo".

Nós, à boleia dessa frase, diremos "Participamos, logo solidarizamos". 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 10 Fevereiro , 2011, 09:25

Lá tive de ir. Uma visita, conforme mandam as regras da etiquete. Minutos infindáveis, pesarosos. Uma hora a parecer um século.

 

"Oh Joãozinho, canta lá uma cantiga para os senhores.  Anda lá Joãozinho, canta! Os senhores estão à espera, vão gostar de te ouvir…"

 

A extremosa avó, a exibir as habilidades do netinho. E o Joãozinho, cara de basbaque:

 

“Eu sou o João, gosto de macarrão, dó, li, tá.

Tu és a Joana, gostas de banana, dó, li tó.”

 

Oh destino cruel, mandassem-me antes o Marco Paulo, na Avé Maria não sei das quantas!

E a avozinha sempre a dar-lhe.

 

“Oh Joãozinho, ouve filho, canta mais uma, os senhores estão a gostar. Ouve Joãozinho, só mais uma, anda lá filho, tens de ser bonzinho para os senhores e para a vóvó. Por exemplo, a última que sabes e que a avózinha nunca ouviu…”

"Não quero mais, não me apetece, já disse, não quero, não canto."

"Oh querido, canta lá, olha a tua vovó dá-te aquele brinquedo que tu pediste…"

"Dás vó?"

"Dou querido, está prometido, tens é de cantar para os senhores. Olha, a última que aprendeste e que a avó nem conhece…"

"Vou cantar:  Tim, tim, tim, Oliveira Matos no olho do – tem chatos. Tim, tim, tim, Matos de Oliveira tem chatos na pen—lheira."

"Ai Joãozinho, ai credo ai Jesus, ai que pecado, oh filho onde é que aprendeste isso? Ai Nossa Senhora nos valha, os senhores desculpem, ai o que o joãozinho aprendeu, ai Jesus…"

 

Oh gente, acreditem. Reparassem em todos os meus trejeitos e perceberiam o ar de supremo gozo em que me encontrava. Claro, na altura, “noblesse oblige”, contive-me. Mas, ainda agora, há distância de uma semana, revejo o episódio e é uma barrigada de riso.

Quanto ao Joãozinho, sou sincero. Embirrei inicialmente com ele. Mas mal o veja tenho de lhe dizer: “Oh João, meu sacana, és um puto fixe, um verdadeiro amigalhaço.”  

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 09 Fevereiro , 2011, 08:56

Voltemos a Freitas do Amaral. No seu artigo publicado no último “Expresso, com o título “Cortar no mais fácil?”, mostra-se pouco entusiasta e até nada convencido com cortes na despesa pública referentes e diminuição do número de autarquias, ministérios e deputados. E questiona e responde:

 

"/.../Querem mesmo reduzir a despesa pública sem ameaçar o Estado Social?

Então não cortem no mais fácil; cortem no mais difícil; o segredo está no "job for the boys". Cortem nas despesas de funcionamento corrente; nos subsídios; nas empresas públicas municipais; nas centenas de fundações criadas à socapa e nas inúmeras sociedades anónimas de capitais públicos (de que não há registos globais e controláveis); etc., etc.

Já agora, verifiquem a legalidade dos 14.500 organismos públicos revelados pelo Tribunal de Contas: terão sido todos criados por lei?

Senhores ministros e senhores líderes da oposição: querem V. Exas. debater a sério problemas verdadeiros do país, ou preferem falar do fácil para não falar do difícil?"

 

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 07 Fevereiro , 2011, 20:49

 

 

Todo empertigado, dedo em riste e com um vozeirão de calibre, manifestava um rol de soluções para a resolução da crise. Dizia, de entre outras iluminadas formulações, o seguinte:

 

“Diminua-se o número de deputados e só aqui vai-se buscar muita massa. E diminua-se também o número de autarquias. O quê? Juntas com menos de 500 eleitores? Nem pensar. Vila Cova, Barril, Anseriz, Cerdeira e outras hão-de desaparecer que nem um foguete. Já está até previsto, há um estudo feito. Aqui no concelho ficam só as freguesias de Coja, Arganil, Pombeiro e S. Martinho. Tudo o resto desaparece. E se este procedimento percorrer todo o país ganha-se muito dinheiro, temos a crise resolvida.”

 

Não sei onde foi buscar toda esta ciência e onde descortinou o tal estudo. Mas, porque há quem dê ouvidos a toda esta trapalhona argumentação, que de resto nem é nova, aqui deixamos pequenos excertos de um artigo de opinião do Prof. Freitas do Amaral, publicado no último Expresso:

 

“/…/ Portugal já é, hoje, um dos países europeus que menos deputados tem (230) por cada 1000 habitantes. Com um corte substancial desse número para 180 ou para 150, ficaremos perigosamente perto dos 130 deputados do tempo de Salazar, que os queria pouco numerosos para não darem trabalho ao governo e para não regressarmos (dizia) ao tempo do parlamentarismo e dos partidos políticos. Por outro lado, sabem quanto é que a redução de 230 para 180 deputados permitiria poupar ao Orçamento de Estado? A modestíssima quantia de 0,0015 do PIB…, quando o precisamos de reduzir mais de 4% em 2011!

/…/

Enfim, está na moda querer reduzir o número de autarquias locais. Não digo que nalguns casos isso não se justifique. Mas cuidado! Até hoje, desde o início do século XIX, só se conseguiu reduzir substancialmente o número de autarquias em ditadura: será esta a melhor altura para desencadear dezenas de “Marias da Fonte” por todo o país? De resto, é falso que as autarquias locais, no seu conjunto, custem muito dinheiro aos contribuintes: todas elas custam menos de 10% da despesa pública do sector administrativo (quando em França representam cerca de 20%, no Reino Unido 25%, e na Dinamarca 40%).

/…/

 

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 06 Fevereiro , 2011, 20:04

 

 

É hoje dia de aniversário das nossas utentes Dª Isaura Jorge Leitão (93 anos) e Dª Albertina Gomes (89 anos).

Muitos Parabéns e Beijinhos de todos nós do Miradouro.

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 05 Fevereiro , 2011, 00:30

 

 

De acordo com informações retiradas da Imprensa, 2011 será o último ano em que os pensionistas poderão apresentar a sua declaração de IRS em papel. No próximo ano este acto terá de ser concretizado através da internet.

Prevendo a dificuldade que esta determinação trará para muitos pensionistas, que não sabem aceder e muito menos manobrar na internet, a Santa Casa, através dos seus serviços, estará disponível para ajudar, com funcionárias e equipamentos informáticos, aqueles que mais dificuldades sentirem e necessitarem de apoio. E podem já recorrer aos nossos serviços este ano, desde que pretendam entregar a sua declaração através de internet e sejam pensionistas residentes nas localidades da freguesia de Vila Cova e localidade da Digueifel.

E atenção aos prazos de entrega. Os contribuintes com rendimentos das categorias A e H, passam a entregar o seu IRS entre os dias 1 e 31 de Março via papel e entre 1 e 30 de Abril, através da internet.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 03 Fevereiro , 2011, 21:56

 

De pé: Vitor Travassos, Wilson Saraiva (substituído por Bruno Lopes aos 55 min.), António Pereira (Paulo Sérgio aos 40 min., entretanto substituído, por lesão. por Pedro aos 45 min.),  António Cruz (cap.) Tiago Fernandes e Mota ( João Antunes aos 63 min.).

1º plano: Paulo Ribeiro, Kikas, Fábio Leitão, Sérgio Fonseca e Gonçalo Sérgio.

 

 

Por lapso do “Miradouro”, não legendámos a foto da equipa que inicialmente alinhou no último jogo que o Vilacovense disputou no passado Domingo, com a equipa de Alvôco das Várzeas, nem tão pouco os nomes dos jogadores substitutos e suplentes.

Feita a correção, vem a propósito referir, em breve apontamento, um fenómeno que acompanha quase todos os jogos do Vilacovense. A presença de bastante público, considerando, obviamente, as densidades demográficas das localidades representadas pelas várias equipas que disputam o grupo do Inatel de que a nossa equipa faz parte.

Ainda no jogo de Domingo cerca de trezentas pessoas estiveram presentes a apoiar as equipas, sendo bem maioritária, como seria de esperar, a claque do Vilacovense.

Mas de Alvôco veio muita gente. E foi bonito de ver a forma simpática como toda a gente soube conviver, independentemente dos dualistas apoios em confronto.

De resto, tanto fora do campo como dentro do campo prevaleceu um espírito desportivo, um verdadeiro fair-play.

E quando assim é tanto o espírito quanto os objectivos intencionados na organização destes torneios de futebol amador ficam cumpridos.    

Desta forma tudo vale a pena.

 

 

 

Nuno EspinalFábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 02 Fevereiro , 2011, 18:24

 

A caracterização institucional de Vila Cova, enquanto localidade, assenta em cinco principais pilares: Junta de Freguesia, Irmandade da Santa Casa, Filarmónica Flor do Alva, Grupo Desportivo Vilacovense e Igreja. Todos com autonomia, ainda que com graus de dependência e ligação ao Estado variáveis e com objectivos e vocações próprias no âmbito das atribuições que definem as suas missões, a nível do social, cultural, económico e religioso.

Aparte a Igreja, cuja estrutura e gestão têm sede alheia à comunidade, todas as restantes instituições, nos seus processos de génese e funcionamento, assentam em assembleias, de regímen democrático, geradas da e pela população da localidade.  

Ora, é de uma população de não mais de duzentas pessoas, grande parte dela envelhecida e já não capaz, que os cerca de cinquenta lugares dos Órgãos Sociais das Instituições devem ser preenchidos. Percebem-se as dificuldades e a quase impossibilidade, não fora o recurso a pessoas que, sendo vilacovenses, não residem em Vila Cova, sendo, contudo, da vila, visitantes com alguma frequência e a ela ligados por naturalidade ou laços de parentesco. Não obstante este expediente, muitos dos cargos, de cada uma das várias instituições, acabam por ter de ser preenchidos por pessoas que integram cargos em outra ou outras das instituições.

Ainda assim, o futuro de algumas destas instituições tende a poder ter um termo, não tanto por impossibilidade da manutenção das suas estruturas orgânicas, mas mais por esvaziamento das suas funcionalidades, actividade e concretização de objectivos, por inexistência de recursos humanos que para tal contribuam.

Considerem-se os casos das Filarmónica e do Grupo Desportivo Vilacovense. Sem músicos e sem atletas as suas funcionalidades não se materializam e mantêm. Extinguem-se pura e simplesmente.

Há, assim, que prever esta possibilidade e criar mecanismos que as combatam. As instituições, as autarquias (Junta e Câmara) e a comunidade têm um trabalho a desenvolver.

A importância que Vila Cova merece não resulta só da sua história. Está relacionada com a sua capacidade cultural, tanto presente como futura. E Vila Cova, no Alto Concelho, tem condições estruturais e potencialidades para ser um centro de dinamização cultural e desportiva. Assim o queiram os principais poderes de decisão do concelho e da freguesia.

 

Nuno Espinal


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