publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 20 Fevereiro , 2011, 08:42

 

27, 28 e 29 de maio são os dias definitivamente apontados para a realização da II Mostra de Sabores e Lavores, organizada pela Junta de Freguesia de Vila Cova de Alva.

Este acontecimento, que o ano passado foi reconhecido como um grande êxito e trouxe a Vila Cova inúmeros visitantes, conta este com a novidade de ser realizado também à sexta feira. Com efeito, a II Mostra abre as suas portas um dia antes relativamente à anterior, com a cerimónia da inauguração às 19 horas e funcionamento das atividades a partir das 20 horas, com o funcionamento da restauração, dos expositores e da animação já em pleno.

Tal como a do ano passado, a II Mostra conta com a colaboração das várias Instituições da Freguesia, numa manifestação solidária que envolve as localidades de Vila Cova, Vinhó e Casal de S. João.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 19 Fevereiro , 2011, 11:57

 

Texto retirado do Diario de Coimbra de 19/2, com o título “Projecto de mini-hídrica no rio Alva indigna Câmara”

 

(Escrito por Isabel Duarte)   

 

A possibilidade da instalação de uma mini-hídrica entre Rede de Moinhos e Coja, sem que tivesse dado conta dessa situação à Câmara Municipal de Arganil deixou todo o executivo camarário indignado. «À câmara nem sequer enviaram uma carta ou fizeram um telefonema a dar conta dos procedimentos, é uma manifesta falta de respeito para com o papel das autarquias no desenvolvimento do país». «Transmiti isso mesmo à presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) e disseram-me que foi tudo feito dentro da legalidade e a autarquia não tinha que ser consultada do ponto de vista legal». Palavras de Ricardo Pereira Alves, presidente da autarquia, na última reunião camarária.

O autarca esclarece que, de facto, «é verdade», mas não deixa de considerar que «mandam as boas práticas de um relacionamento institucional salutar entre diferentes órgãos políticos, que pudesse ter sido dada uma informação sobre este processo». Nesse sentido, o presidente da Câmara Municipal de Arganil entende que a autarquia «deve tomar medidas, no sentido de manifestar a usar discordância face a um investimento que poderá ser prejudicial ao concelho, nomeadamente na sua vertente turística».

Com efeito, Pereira Alves considera «importante reunir imediatamente um conjunto de entidades ligadas ao sector, nomeadamente as empresas que operam no rio Alva, na área da animação turística, a Entidade Regional de Turismo do Centro, o Clube de Caça e Pesca e Juntas de Freguesia da área envolvente desta mini-hídrica, no sentido de construirmos uma plataforma de defesa do rio Alva e dos seus valores». Sublinhou, ainda, que em causa está «um investimento economicista e que não trará grandes proveitos para o concelho».

Miguel Ventura também expressou a sua «insatisfação» relativamente ao «possível avanço para a construção de uma infra-estrutura desta natureza». «Da minha parte e da parte da bancada do PS denunciamos, também, este facto no sentido de discordarmos com este investimento». O vereador socialista declarou ainda que «estamos ao lado da Câmara Municipal na defesa dos interesses do concelho e concordamos com a possibilidade de construir um grupo de pressão que possa, de alguma forma, dar maior visibilidade a um dos principais recursos naturais que temos no nosso concelho». Segundo o vereador independente Rui Silva, «entre a Rede de Moinhos e Coja, o rio Alva tem uma debilidade ambiental muito sensível e crítica, aliás, como em toda a sua extensão» manifestando, também a sua discordância relativamente ao processo de criação de uma nova mini hídrica. O independente, antigo presidente da autarquia, juntou a sua voz à dos restantes elementos da vereação, sugerindo que «seja criado um grupo de pressão, constituído pela sociedade civil e outras entidades, para que se faça uma avaliação constante».

Por último, Avelino Pedroso, vice-presidente da autarquia deixou ainda a sugestão da realização de um fórum, no qual «estivessem presentes estas entidades», onde fosse elaborado «um documento que pudesse ser um factor de pressão relativamente a essa questão».

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 19 Fevereiro , 2011, 10:59

 

O jogo de amanhã, Domingo, é quase decisivo para as aspirações do Vilacovense. O Bobadela, a equipa nossa adversária, vem a Vila Cova com um objectivo claro: a vitória, o único resultado que lhe interessa, para poder alcançar o segundo lugar, que lhe dará acesso à fase final da Taça Fundação. Compete ao Vilacovense lutar por esta posição, bastando-lhe para tal o empate.

A importância do resultado do jogo é pois evidente. Amanhã os adeptos do Vilacovense terão de estar em peso no campo do Vilacovense a apoiar à sua equipa.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Fevereiro , 2011, 04:19

 

 

Corria o ano de 1971. Enfiado nos confins do Zaire, Angola, como militar, a cumprir os dois anos de guerra colonial, recebi, como presente vindo de Lisboa, um” long playing” dos Credence Clearwater Revival,  que incluía o famoso “have you ever seen the rain?”. Fabulosa aquela batida, a confirmar o que os Credence já significavam para mim: os melhores.

De imediato o “have you ever seen the rain?” foi incluído no repertório do grupo a que pertencia. Mas pertencias a um grupo de música em Angola? - perguntarão os leitores. Passo a explicar. Lembram-se, os da minha idade, do “conjunto académico de João Paulo”, que tinha como vocalista Sérgio Borges? Oriundos da Madeira, celebrizaram-se nomeadamente com temas como “Milena”, “Capri, c’est fini” e “non son degno de te”.  Ora também eles tiveram de cumprir o serviço militar e também alguns deles, quase todos da mesma idade, foram incorporados em contingente militar para Angola. Foram aproveitados para a “psico” e passaram a sua comissão a dar espectáculos para militares. Terminada a comissão, o instrumental que utilizaram ficou à guarda do legítimo proprietário, o Quartel General em Luanda.

Iniciava então o meu batalhão o percurso de comissão em Angola. Na companhia a que pertencia quis o destino que se encontrassem instrumentistas (um viola baixo, um viola solo e rítmico, um teclista) e um vocalista. Faltava alguém para a bateria. Ora acontece que no liceu tinha dado uns “toques” na bateria, sem quaisquer pretensões, mas com algum jeitito para os ritmos. Juntei-me aos outros quatro e lá formámos, com o instrumental vindo de Luanda, o “Kanda 70”. Atuámos “por aqui e por ali” inclusivamente no teatro da hoje “M’Banza Kongo”, em que pusemos a soldadesca em alvoroço precisamente com o tema “have you ever seen the rain?”

Hoje, quando o técnico do Miradouro, Sérgio Brás, pôs na “play list” do Miradouro aquele tema dos “credence” senti um frémito de emoção. Grandes recordações desses tempos e nem resisti. Gesticulei aquela batida, em bateria imaginária. Bem real, contudo, é a comoção que persistirá pela memória de todos aqueles que perderam a vida na guerra das colónias.

Estamos em 2011. Há cinquenta anos ouviam-se, em Luanda, os primeiros tiros da guerra colonial.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 16 Fevereiro , 2011, 05:16

 

A II Mostra de Sabores e Lavores, ainda em alvores de projecto, será, tal como a I Mostra, uma manifestação da arte popular, no que de mais genuíno emerge dos saberes da nossa gente.

Evocar-se-á a tradição, evocar-se-á o passado.

Embrenhado em um encadeamento de imagens suscitadas pela recordação de acontecimentos festivos de outros tempos, em que a simplicidade e o cunho popular dominavam, detive-me numa foto com cerca de cinquenta e cinco anos, que retrata um cortejo em que carros de bois transportavam painéis, decorados com o gosto e a imaginação de uns tantos, pejados de notas de escudos e contos de reis, arrecadadas de uma subscrição a favor do arranjo do telhado da Matriz.

Os carros de bois, ornados com flores de papel e outros enfeites coloridos, eram representativos de cada um dos bairros de Vila Cova. O de S. Sebastião era antecedido por uma frente formada por quatro gentis jovens, cada uma a exibir uma faixa, a tornear-lhe o tronco, com uma palavra escrita, cujo conjunto dizia: Bairro De São Sebastião.

Jovens e divertidas como eram, galhofaram a situação durante tempos, chamando-se umas às outras com a respectiva palavra exibida nas faixas: “Ó Bairro!”, “Ó De!”, “Ó São!”, “Ó Sebastião!”.

Hoje são todas veneráveis avós e a má qualidade da foto e os anos passados pouco ajudariam a identificá-las uma a uma, não fosse esse reconhecimento ter perdurado desde então.

Eis os seus nomes: Dª Judite Ribeiro Mota, residente em Vila Cova, Dª Ercília Simões, residente em Lisboa, habitual visitante de Vila Cova, Dra. Zaida Fonseca, médica em Abrantes e Dª Lúcia Trindade, residente no Algarve.

Mostrei a foto a uma idosa do Centro de Dia. Relembrou histórias antigas, reviveu saudades.

E, já com uma lagrimazita ao canto do olho, rematou: “Que saudades das festas antigas! Era tudo tão simples e tão lindo!...”

 

Nuno Espinal

(Obrigado à Dra. Dalila Pina pela foto)

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 15 Fevereiro , 2011, 01:14

 

A Junta de Freguesia de Vila Cova parece decidida em organizar a II Mostra de Sabores e Lavores, com data ainda não definida, conquanto já sugerida para o último fim-de-semana de Maio.

Daí que tenha convidado as várias instituições da freguesia para uma reunião, que terá por objectivo congregar colaboradores para a organização deste acontecimento, que no ano transacto se saldou por um êxito.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 14 Fevereiro , 2011, 07:46

Vasco da Gama 1  Vilacovense 3

 

 

O terreno pesado, devido às fortes chuvadas, não impediu que o Vilacovense fizesse circular a bola com alguma fluidez, a ponto de o esférico chegar vezes sem conta a domínios favoráveis à concretização do golo.

Perdurou, contudo, ao contrário do que tem sido habitual, uma atitude perdulária dos jogadores de Vila Cova, que caso correspondessem à eficácia que geralmente os caracteriza, poderiam ter concretizado em Seixo da Beira uma goleada monumental.

Contudo, a equipa acabou por realizar uma exibição muito prometedora, considerando que no próximo Domingo receberá o Bobadela e jogará a possibilidade de se apurar para a fase seguinte do “Inatel de Coimbra 2011”, bastando para tal que consiga um empate.

 

A equipa alinhou de início com:

Guarda-Redes: Vitor Travassos

Defesas: Fábio leitão, António Cruz (cap), Wilson Saraiva e Kikas;

Médios: Pedro (Cláudio Carvalho aos 53 min., que por sua vez foi substituído aos 72 min. por Sérgio Fonseca), Paulo Ribeiro, Gonçalo Sérgio (Bruno Lopes aos 60 min.) e Tiago Fernandes;

Avançados: Mota e António (Diogo Godinho aos 65 min.)

 

 Suplentes não utilizados: Nelson Amaral, Bruno Santos e Rui Lourenço

 

Golos marcados por António, António Cruz e Tiago Fernandes.

 

 

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 13 Fevereiro , 2011, 17:09

Crónica mais tarde


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 12 Fevereiro , 2011, 18:20

 

 

Depois de ter folgado na última jornada, o Vilacovense torna a marcar presença, desta vez no campo do Vasco da Gama, em Seixo da Beira, amanhã, Domingo, às 15 horas.

Um jogo complicado, tanto mais que o Vilacovense não pode perder para manter intactas a suas aspirações na disputa da série que contribuirá para o apuramento da equipa que disputará a final do Inatel do distrito de Coimbra.

 

Classificação actual:

                                                 

    P        

J            

V           

E          

D       

GM        

GS         

 

G D Alvôco das Várzeas

  22

9

7

1

1

19

10

 

G D Vilacovense

  17

9

5

2

2

19      

9

 

G D Bobadela

  17

9

5

2

2

16

11      

  

ARM Vila do Mato

  15

10

4

3

3

18

11

  

G D S. Gião

  13

10

4

1

5

14

10          

 

CDR Vasco da Gama

  7

10

2

1

7

8

20

 

AP St. António do Alva

  2

9

0

2

7

7

22

 

 

 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 12 Fevereiro , 2011, 00:21

Tem razão o Dr. Carlos Castanheira na correção que nos faz ao último texto que publicámos. De facto Descartes é mesmo considerado “fundador da filosofia moderna”.

Contudo, a nossa referência a Descartes como clássico baseia-se numa categorização de sentido lato, contrapondo-o a pensadores e filósofos contemporâneos.

Mas, reconhecemos que, numa divisão de rigor histórico, (e assim é que deve ser) Descartes deve ser referido como filósofo (e matemático) da “Idade Moderna”.

As nossas desculpas aos leitores do Miradouro e um obrigado ao Dr. Carlos Castanheira, a quem enviamos um abraço amigo.

 

 Nuno Espinal


comentários recentes
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
O post anterior é assinado por mim Nuno Espinal
Não estive presente no jogo e nunca afirmo o que n...
Fevereiro 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9

18


28


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds