publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 09 Novembro , 2010, 11:07

Luísa Jordão com a filha Lena, o genro Nuno e o neto Duarte

 

Não é a única a senti-lo. Quantos não serão os que sentem, no presente, Vila Cova quase só através do passado. Afinal, circunstâncias do tempo presente e marcas fortes de um tempo passado.  

Fala-nos muito dos seus tempos de juventude, com os padrinhos, Dr. Júlio Gouveia e Dª Isabel Loureiro, do velho casarão da Praça, das vindas a Vila Cova em Setembro e no Natal.

Há dias cá esteve uma vez mais e uma vez mais em visita fugidia. Romagem ao jazigo, onde repousam os restos mortais dos padrinhos.

Mas, ressalte-se a ironia. Com Luísa Jordão veio o neto. Como que a cumprir-se a universal tríade: Passado, Presente e Futuro…

 

Nuno Espinal    


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 08 Novembro , 2010, 09:22

 

No final da primeira parte, a perder por um golo, poucos seriam os que vaticinavam, perante uma pálida exibição, que o Vilacovense poderia dar a volta ao resultado. Mas foi o que veio a suceder. E isto porque a equipa, mercê de uma superior condição física, subiu de rendimento perante um adversário a quem faltaram argumentos para estancar as incursões atacantes da equipa da casa que, no segundo tempo, surgiu transfigurada e, em largos momentos, realizou mesmo uma boa exibição.

Este Vilacovense acaba por surpreender. Considerada uma equipa com poucos recursos, dada a sua confirmação à última da hora nas instâncias do Inatel, tem-se revelado um conjunto homogéneo, bastante lutador e com crença.

Quando não ganhar, situação previsível para qualquer uma equipa ao longo do campeonato, não será por falta de entrega e empenho dos seus jogadores.

 

Nuno Espinal

 

(Ficha técnica em próxima edição)    

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 07 Novembro , 2010, 18:04
Crónica do jogo mais tarde

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 06 Novembro , 2010, 09:16

Óleo s/ Tela de Nazaré Pereira: “Frutos Outonais”

 

Tenho o privilégio de morar rodeada de árvores em plena cidade de Lisboa.

Da janela da minha cozinha estendo o braço e quase toco os ramos floridos de ameixeiras, macieiras e cerejeiras.

Quando floridas, regresso à Primavera, ao canto dos pássaros que me enchem de calor o coração e me transportam para surpreendentes paisagens.

No tempo das cerejas, a vontade é cantá-las em todos os tons.

Impossível ficar indiferente ao cromatismo que tem tocado a sensibilidade de músicos, poetas, pintores.

Volto então a ouvir: Yves Montand cantando a perenidade da vida, dos sentimentos, das emoções na belíssima metáfora “Il est bien court le temps des cerises” (É bem curto o tempo das cerejas); Stravinsky na “Sagração da Primavera”; Vivaldi em “As quatro estações”.

Deslumbro-me com Monet em “O rapaz das cerejas” e ainda com belos poemas de que destaco um de José Gomes Ferreira, a lembrar os tempos da falta de liberdade:

 

Quem te pôs na orelha

essas cerejas, pastor?

São de cor vermelha

vai pintá-las de outra cor.

 

Vai pintar os frutos

As amoras, os rosais…

Vai pintar de luto

as papoilas dos trigais.

 

Costuma dizer-se que a conversa é como as cerejas. Retira-se uma e logo quatro ou cinco se enrolam, se ensarilham, num diálogo aberto de sabores, aromas e emoções, prazeres do paladar, mas também prazeres do espírito.

Impossível falar de paladar sem exaltar esses outros frutos anunciadores do Outono  - os dourados dióspiros, as belas castanhas e os saborosos marmelos.

Estes últimos degustam-se cozidos, assados no forno e na gulosa marmelada.

Recordo a que era feita pela minha madrinha Natália. É uma viagem de regresso a Vila Cova, ao acolhedor calor da lareira, aos tachos rescendentes, repletos de marmelos prontos para a sua transfiguração.

Para nós, garotos, era uma maldade o tempo interminável que esperávamos pelo ritual do “lamber dos tachos”.

Actualmente, os calendários pautam-se mais por estes e outros momentos semelhantes. Pelo menos, para mim.

São curtos estes momentos.

Vamos vivê-los no tempo certo, usufruí-los em plenitude, porque, como o tempo dos sonhos, depressa se desvanecem.

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 05 Novembro , 2010, 09:23

 

No próximo Domingo, da parte da tarde, às 15 horas, não há que hesitar. Vamos todos ao campo do Vilacovense assistir ao primeiro jogo da equipa em casa, na presente época do Inatel.

O grupo que nos visita vem de S. Gião, equipa que geralmente tem um bom conjunto e que joga sempre de forma muito aguerrida.

Mas, para além do jogo, o campo do Vilacovense tem outros fundamentos apelativos. É um verdadeiro ponto de encontro que suscita momentos de boa conversa e animado convívio.

Vamos pois até lá e apoiar o nosso Vilacovense, que deverá apresentar uma formação idêntica, ou não longe, da que actuou no último Domingo em Vila de Mato.

 

Guarda Redes: Vitor Travassos

Defesas: Fábio Leitão, Kikas,  António Cruz (cap.) e  Sérgio Fonseca (Cláudio Carvalho)

Médios: Tiago Fernandes, Gonçalo Sergio, Bruno Lopes e Daniel Nunes

Avançados: Diogo Godinho  (Ivo Antunes) e Rui Mota

 

Vamos ter fé, esperar um bom resultado e confiar não só na capacidade e empenho dos nossos jogadores como na táctica e visão de jogo do treinador Carlos Gomes.

 

Então até Domingo.

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 03 Novembro , 2010, 08:26
Está marcada para o próximo dia 13, às 10h e 30m, a Missa de Aniversário da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, à qual se seguirão os Responsos de Sufrágio de todos os Irmãos já falecidos daquela Irmandade.
A missa será celebrada pelo Sr. Padre Cintra e realizar-se-à na Igreja do Convento, de acordo com a tradição.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 03 Novembro , 2010, 08:08

No proximo dia 14, a partir das 14 horas, reúne a Assembleia da Santa Casa de Misericórdia de Vila Cova, conforme convocatória publicitada,a fim de ser discutida e votada a proposta de orçamento, apresentada pela Mesa Administrativa, para 2011.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 02 Novembro , 2010, 09:50

Com o adensar da noite, o cemitério ganhou uma auréola avermelhada, tão típica deste momento do ano. Centenas e centenas de velas, colocadas, quase sempre, simetricamente, em ritual que, por razões das contingências do feriado, teve o seu expoente máximo na véspera do dia próprio. Flores de matizes várias, rosas, flores silvestres e muitas outras, algumas plásticas.

 

“Isto está cada vez mais folclorizado”, dizia alguém. “Os mortos deviam ser invocados, principalmente, através da oração, ou através de momentos de reflexão e saudade. Campas, há, que têm quarenta e mais velas. Folclore, folclore…”

 

A luminosidade ainda permanecerá esta noite, cada vez mais ténue e, porque não chove, outra noite mais, talvez. Até ao último pedaço de cera.

 

Enfim, com ou sem críticas, é a tradição, com cambiantes dos tempos, a já fazerem alguma diferença.

 

E para o ano há mais…  

 

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 01 Novembro , 2010, 14:32

Continuam internados nos HUC a Srª Dª Alzira Marques Caldeira de Rebelo, em recuperação de uma cirurgia ao coração e o Sr. Carlos Mendes Oliveira, também em convalescença de uma intervenção cirurgica gástrica. A ambos desejos rápido restabelecimento.


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