publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 02 Novembro , 2010, 09:50

Com o adensar da noite, o cemitério ganhou uma auréola avermelhada, tão típica deste momento do ano. Centenas e centenas de velas, colocadas, quase sempre, simetricamente, em ritual que, por razões das contingências do feriado, teve o seu expoente máximo na véspera do dia próprio. Flores de matizes várias, rosas, flores silvestres e muitas outras, algumas plásticas.

 

“Isto está cada vez mais folclorizado”, dizia alguém. “Os mortos deviam ser invocados, principalmente, através da oração, ou através de momentos de reflexão e saudade. Campas, há, que têm quarenta e mais velas. Folclore, folclore…”

 

A luminosidade ainda permanecerá esta noite, cada vez mais ténue e, porque não chove, outra noite mais, talvez. Até ao último pedaço de cera.

 

Enfim, com ou sem críticas, é a tradição, com cambiantes dos tempos, a já fazerem alguma diferença.

 

E para o ano há mais…  

 

 

Nuno Espinal

 


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