publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 06 Outubro , 2010, 21:06

Os dias surgem acinzentados e chuvosos em afirmação coerente com o Outono a que pertencem. As noites e manhãs já se conformam a uma ligeira frialdade, a reclamar alguns agasalhos e a ambientarem-nos para o Inverno que até nem tarda. 

E aliado a este ambiente de alguma soturnidade, o ramerrão do dia a dia, sem novidades de monta, que nem o “diz que se diz” espicaça os ouvidos por aí além.

Mas atenção! Aqui vai uma notícia a merecer consideração. Em breve vão avançar as obras para alteração do curso da Ribeira, ao Terreiro do Centro de Dia. É um primeiro passo para que, depois, se avance com a ampliação das instalações daquele Centro, bem necessitada para a qualidade, mínima que seja, de uma boa Sala de Convívio para os mais idosos.

Não vai ser fácil e será imprescindível uma boa maquia para o custeamento de despesas, algo volumosas, ao que se prevê, para as disponibilidades da Santa Casa.

Mas, com crença muito se consegue. E porque acreditamos, vamos lutar por todas as ajudas. Mesmo pelos mais pequenos contributos, contando, por isso, com a colaboração de todos. É que migalha também é pão.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 05 Outubro , 2010, 15:08

Foi hoje de manhã. Em pleno dia do centenário da República.

Falou, falou, falou e muito disse sobre a República. Das suas virtudes e qualidades. E foi ouvi-lo sobre a liberdade, a solidariedade, a democracia e ainda alguma história.

Manuel de Arriaga… Afonso Costa… a separação da Igreja e do Estado… a lei do divórcio… a até cidadania.

Falava com ênfase, emproado.

Depois saiu, ufano da sapiência e sabedoria demonstradas e dirigiu-se ao carro. Um topo de gama, a ocupar o passeio e a obrigar, quem a pé circulava, a circundar pela estrada. A uns cinquenta metros, lugares de estacionamento, por ocupar.

Entrou no carro, rasgou uns papéis, que atirou ao vento que os espalhou pelo asfalto.

Pois é! Viva a República! Mas, a dos que a praticam…

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 04 Outubro , 2010, 10:21

Há artigos, publicados nos jornais que pasmam. Veja-se esta passagem, da autoria de um articulista, de nome Ricardo Reis, publicado no jornal “i” de 2/3 de Outubro:

 

/.../“Mais marcante é o contraste entre quem trabalha no sector privado e quem trabalha no sector público ou recebe apoios sociais. Os funcionários públicos não só não perderam emprego, como ainda tiveram um aumento de salário no ano passado. Ao mesmo tempo, as quebras das taxas de juro reduziu os encargos com os empréstimos. Logo para os 750 mil funcionários públicos, mais as largas dezenas de milhares em instituições e empresas do estado, nos últimos meses o rendimento aumentou. Somem-se os 1850 milhões de portugueses que recebem pensões de velhice, os 300 mil com pensão de invalidez e os 300 mil a receberem o rendimento social de inserção e temos estimados, por baixo, uns 3280 milhões de portugueses para quem a crise é um tema de jornais e não a sua realidade.”/.../

 

Quer o articulista dizer que a actual crise financeira e económica não afectou mais, do que anteriormente afectava, os milhões de portugueses que recebem do Estado. Até pelo contrário, a sua situação chegou mesmo a melhorar, segundo o articulista. Ora, tanto não afectou mais os portugueses a receberem do Estado como os portugueses que recebiam do sector privado, (que é o que me remunera) também estes beneficiados pela descida das taxas de juro e pela reduzida inflação que atravessou o país durante largo período.

A crise afectou sim o grupo dos desempregados, em especial os que não acediam ao subsídio de desemprego.

Mas não é este o ponto que me motiva o comentário, o qual ainda me mereceria outras observações. O que me indigna é o desrespeito com que usa, em argumento, a situação dos tais 1850 milhões de portugueses que recebem pensões de velhice, pensões de invalidez e um rendimento social de inserção que para muitos está aquém do mínimo que uma verdadeira dignidade de vida reclama.

Dizer-se que para estes portugueses “a crise é um tema de jornais e não a sua realidade” , mesmo no contexto de todo o discurso do artigo, é desumano, é mesmo imoral.

 

Sei o que digo. A realidade que o dia a dia da Santa Casa da Misericórdia de Vila Cova mostra é bem elucidativa.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 03 Outubro , 2010, 09:35

É compreensível que os Vilacovenses gostem de ver referida a sua Filarmónica nos variados meios de publicidade e comunicação que fazem eco das suas actuações e presenças.

Para além do mais a não menção do nome da “Flor do Alva”, quando das programações em qualquer evento em que esteja presente (do seu ou de qualquer outro agrupamento ou interventor artístico), é, perante todos os outros agrupamentos e artistas mencionados, um acto de verdadeira desigualdade de tratamento e desconsideração, merecedor de toda a reprovação.  

Vem isto a propósito de uma notícia publicada no “Jornal de Arganil” de 30 de Setembro de 2010, na sua página 5 e na coluna intitulada “Notícias de Pomares”, sobre a festa da Foz da Moura em honra de S. Francisco, realizada nos dias 1, 2 e 3 do corrente.  

Sobre a presença da “Flor do Alva” naquelas festividades total ausência de menção. Poderia ser desculpável, apesar de criticável por menor cuidado, que o autor da notícia, um tal “A. N.”, omitisse a presença da nossa filarmónica por uma mera gafe.

Mas, sendo conhecida a polémica que envolve alguns Pomarenses com a sua Filarmónica, estamos em crer que a notícia é na sua omissão intencional e, assim sendo, ofensiva dos mais elementares princípios éticos e de respeito que a Filarmónica Flor do Alva e a Comunidade Vilacovense merecem.

Não queremos arrastar para este reparo, e que isto fique bem claro, as comunidades de Pomares e de Foz da Moura, por quem sentimos a maior estima e respeito. De resto, ainda há bem pouco tempo a “Flor do Alva” realizou um memorável concerto em Pomares tendo sido magnificamente recebida pela sua população.

Nem tão pouco o próprio veiculador da notícia, o “Jornal de Arganil”, a quem Vila Cova e a Flor do Alva muito devem.

Serve apenas este reparo para não calar a indignação sentida perante o modo como foi intencionalmente tratada a Filarmónica “Flor do Alva” e, por repercussão, a própria Comunidade Vilacovense, e porque ainda queremos publicamente afirmar que não confundimos um “Todo”,  que tanto respeitamos e admiramos (as Populações da Freguesia de Pomares) com uma insignificante “parte”, sem ética e para nós desprezível.

 

Um Grupo de Vilacovenses

 

Foto: Vista Geral de Pomares  (“Rouxinol de Pomares”)     


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 02 Outubro , 2010, 08:59

 

Prestes a iniciar-se o campeonato do Inatel, a equipa do Vilacovense continua a sua preparação, ainda que com algum atraso, dadas as contingências e circunstâncias que a envolveram neste início de época.

Neste segundo treino, orientado pelo novo treinador Carlos Gomes, os jogadores foram sujeitos a uma dose puxada de exercícios físicos, em especial corrida, que atingiu os limites de alguns, algo pesados e de músculos presos face ao prolongado período de defeso.

Entretanto, o Vilacovense aguarda ainda a chegada de um ou outro reforço, que poderão constituir mais-valias em lugares chaves da equipa, mormente o lugar de guarda-redes, posição ainda algo desguarnecida nesta altura.

 

Nuno Espinal


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