publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 18 Outubro , 2010, 09:29

Muitos foram os adeptos que se deslocaram ao campo João Rafael Abranches de Figueiredo a fim de avaliarem o novo “Vilacovense”, recentemente forjado em condições um tanto atribuladas. Do adversário, a equipa de Lourosa, dizia-se que se tinha adquirido bons reforços e que, esta época, seria uma séria candidata a lugares de topo.  

Mas o jogo acabou por revelar do Vilacovense algo que já era esperado e do Lourosa nada que tivesse contribuído para as expectativas criadas. É evidente que estamos ainda na fase de preparação e que há espaço que pode permitir uma evolução, que obviamente se espera das duas equipas. Mas há dados que desde já se mostram como incontornáveis e é admissível que o Vilacovense não atinja o s índices das últimas épocas.

Desde já um ponto número um: Antes pouco do que nada. E haver uma equipa com o emblema de Vila Cova a disputar o “Inatel 2010/2011” é desde já uma grande vitória. E só por isso saúdem-se dirigentes, treinador e jogadores. Claro que todos nós gostamos de ganhar. E os adeptos do Vilacovense habituaram-se nos últimos anos às vitórias e ao gosto de apoiarem uma equipa de alto gabarito, a conquistar lugares classificativos cimeiros. Mas o ciclo de resultados quase sempre vitoriosos é provável que possa fazer uma pausa.

A actual equipa conta com jogadores novos, por isso com menos entrosamento, ao contrário do Vilacovense das últimas épocas, formado por jogadores que se conheciam, experientes e de possantes índices atléticos.

O resultado do jogo de ontem espelha o que se passou em campo. O Vilacovense a deixar isolar adversários, que em velocidade transpunham o seu quarteto defensivo, o meio campo pouco produtivo e a não fazer a transposição de bola para os atacantes.

Valeu a entrega de todos os jogadores e cabe aqui uma referência à presença em campo de dois dos “antigos” que serão pedras importantes neste novo Vilacovense: Cruz e Mota. Mas, há ainda que contar com Paulo Ribeiro, Kikas, Fábio Leitão, entre outros, jogadores estes que desde há muito sentem o emblema do Vilacovense.

Uma palavra para os adeptos. Há que apoiar o Vilacovense. Em princípio de ciclo, aos poucos o Vilacovense tornará à senda das vitórias. Agora é tempo de acarinhar a equipa que temos. Em cada jogo pede-se acima de tudo espírito de luta, entrega e desportivismo dos jogadores. E dos adeptos o aplauso, ganhe-se ou perca-se. E sempre que houver vitória, tanto melhor…   

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 17 Outubro , 2010, 18:25

Fernando Nobre, candidato à Presidência da República, visitou ontem Arganil, tendo decidido, na sua deslocação à sede do Concelho, dispor de cerca de vinte minutos em Vila Cova, terra de residência do mandatário da sua campanha no concelho, Nuno Espinal.

Nas “Tílias”, onde chegou cerca das 14h e 45m, o Dr. Fernando Nobre ouviu a filarmónica Flor do Alva, que expressamente actuou em saudação à sua passagem por Vila Cova, tendo o candidato, em breve alocução, agradecido a afectiva recepção que recebeu dos vilacovenses, fazendo questão de cumprimentar um a um todos os músicos e ainda José Santos, em representação da Direcção e o Maestro António Simões.

Logo depois o Dr. Fernando Nobre dirigiu-se a Arganil, onde foi recebido na Santa Casa de Misericórdia pelo Provedor, Professor Coimbra, e ainda outros membros dos Órgãos Sociais daquela Instituição de Solidariedade.

 

Texto e Fotos: Lígia Fernandes

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 15 Outubro , 2010, 21:35

Convívio das IPSS (s) do Alto Concelho em Coja


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 14 Outubro , 2010, 18:33

Não tarda que os irmãos da Irmandade sejam convocados a decisão eleitoral, já que os actuais Órgãos Sociais, por imperativo estatutário, cessam a sua actividade até ao fim do corrente ano.

Pessoalmente estou disposto a concorrer, ao contrário do que por aí soou, por interpretação, ao que presumo, de algum desabafo meu de certo cansaço, já que há alguns anos me tenho dedicado, como Provedor, à Santa Casa.

E, como devem compreender, há que admitir que, em momentos fugazes, possa surgir um quebranto óbvio, até porque de quando em quando há certas reacções, de quem deveria um agradecimento, que são pouco abonatórias e até desmotivadoras.    

Mas, quando já refeito de dissabores, isso acaba por ter pouca ou mesmo nenhuma importância.

Avante então! Vamos constituir lista e procurar gente disponível ao trabalho e que garanta a continuidade de uma obra que, no próximo ano, poderá ter um momento grande com a construção de uma sala de estar e de convívio, contribuinte para a qualidade dos serviços que se pretende para os utentes.

Para o conjunto de listas (Direcção, Mesa e Definitório) requer-se gente colaborante e que afine por um mesmo diapasão, numa gestão humanista, que enfoque nas trabalhadoras uma grande confiança, através de processos de dinâmica de grupo e interpessoal, com o acatamento e respeito indiscutíveis perante a legitimidade dos Órgãos Sociais.

Há pouco mais de meia dúzia de anos viemos encontrar uma Santa Casa falida, com perspectivas, inclusivamente, de poder cessar a sua oferta de serviços de Centro de Dia e Apoio Domiciliário.

Conseguiu a Direcção de então, à qual presidi como Provedor, recuperar e sanar o défice financeiro existente, ressarcindo dívidas, pagando sempre os salários devidos às trabalhadoras e, com o decorrer dos anos, adquirindo imobiliário e melhorando substancialmente os serviços prestados.

Queremos por isso assegurar que esta obra, que está consolidada e se reclama no futuro (o número de utentes até tem aumentado ultimamente), prosseguirá sem sobressaltos e inclusivamente com mais valias e qualidade nas prestações.

Daí que queiramos apostar no futuro elenco da Direcção, com a garantia de que no futuro possamos ter gente que prossiga uma obra que será sempre imprescindível.  

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 13 Outubro , 2010, 10:02

Dei comigo a recordar um episódio passado nos bons velhos tempos da minha juventude, tendo como pano de fundo Vila Cova do Alva. As férias grandes. A” Malta”.

E veio tudo isso a propósito do novo programa da TVI “Secret Story” que, no MEO no canal 10, está no ar 24 sobre 24 Horas. Nada tenho contra programas dessa índole e, mea culpa, até me divirto um pouco quando me dedico a observar as peripécias que ali se vivem. Até porque, em analogia com os tempos da minha juventude, vou encontrar algumas semelhanças com episódios e brincadeiras que fazia. Com as devidas distâncias, claro está. Mas, numa coisa, muito diferente é dos meus tempos. A linguagem ou, mais concretamente, os PALAVRÕES. Hoje sem pejo nem agravo (e não só ali), os palavrões são ditos indiscriminadamente por rapazes e raparigas sem qualquer preocupação ou recato. O que me choca é que, havendo naquele núcleo homens e mulheres com responsabilidades paternais, não se coíbam de os proferir já que, estou certo, os seus filhos assistirão a passagens daquela estadia na casa. Eu sei que já sou um cota, mas não acho muito próprio tanta liberdade linguística. Serão sinais de modernidade dizer tanta asneira?... Em meu entender não creio que sejam.

Mas voltemos a Vila Cova.

No deambular das nossas noites de verão, estrada abaixo, estrada acima, sentávamo-nos muitas vezes nos muros circundantes, fosse nos loureiros, nas escadinhas, na meda, etc., etc. Depois, aí , lá íamos aos jogos de palavras, ou outros, para passar o tempo. Um deles, “daqui me disseram, daqui me responderam”, consistia em que, sentados ao lado uns dos outros tínhamos que transmitir, em segredo, a quem estava de um dos nossos lados a pergunta que o outro tinha feito e ouvir também, em segredo, a resposta que do outro lado nos tinham dado. Mas, só no fim é que em voz alta se repetia a pergunta e a resposta. É claro que no fim de30 ou 40 ouvidos a ouvir-se a pergunta e a resposta, saíam as mais rocambolescas situações e, no fim da ronda, nada do que se tinha dito ao princípio coincidia. Depois, claro está, era rir a bandeiras despregadas de tanto disparate. Mas, sempre sem um único palavrão. No entanto, numa dessas ocasiões, um meu primo, da capital do norte,  perante um qualquer disparate derivado do jogo, desabafava em voz alta  “fulano de tal é fodi…” não acabando o palavrão e emendando a tempo com uma outra qualquer palavra. Fez-se um breve silêncio, um tanto ou quanto salpicado de risos embaraçados, esquecendo-se logo ali a libertinagem e continuando a brincadeira sem mais sobressaltos. Os tempos eram outros, sem dúvida, mas a compostura e o recato nunca fizeram mal a ninguém.

Desabafos…

Um abraço do Quim Espiñal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 12 Outubro , 2010, 03:21

No Domingo passado houve baptizado (batizado na versão do novo acordo ortográfico) na Igreja Matriz.

A grande protagonista deste acto (ato, conforme Acordo) foi a Maria Luísa de Carvalho, filha do empresário José Carlos Canaveira e da Drª Anabela Alves de Carvalho.

A Maria Luísa, agora com cinco semanas de idade, vai crescer, somar dias e anos de vida e passará pelos vários processos de socialização e aprendizagem escolar e académica.

Um dia, já jovem e com um bom domínio da língua portuguesa, vai sorrir e surpreender-se se tiver acesso a este apontamento e dirá: O quê, batismo e ato escreviam-se baptismo e acto?

É que eu também me surpreendi quando meu pai um dia me disse que, no seu tempo de escola, farmácia se escrevia pharmácia.

Mas é assim a vida. A língua, a portuguesa, com o seu trajecto lógico (trajeto, conforme Acordo) de mudança que, neste caso, por decreto, tenta contribuir para uma maior aproximação das culturas dos povos falantes de português.

E é bom que assim seja. E que a Maria Luísa, neste ambiente de entendimento e boa amizade entre povos, cresça e que desfrute bem a vida.

Daí que, já com a "redação" desta nova grafia do português, lhe "perspetivemos", com o maior dos "afetos" muitas e muitas felicidades.

 

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 11 Outubro , 2010, 18:44

O Vilacovense 2010/2011, com uma equipa apetrechada de novos jogadores e novo treinador (Carlos Gomes) vai estrear-se no próximo Domingo, em jogo amigável contra o Lourosa. Apesar da muita gente nova, não é de estranhar que a espinha dorsal deste novo Vilacovense ainda seja formado por jogadores que transitam de épocas anteriores, face às suas maiores experiências e mais valias.

 

Vamos pois observar a equipa com grande expectativa, ainda que se peça aos adeptos muita condescendência, face a todas as atribulações que envolveram o Vilacovense neste último período de defeso.

 

O jogo será disputado no campo do Vilacovense, a partir das 16 horas.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 10 Outubro , 2010, 10:16

Ontem, quando a caminho de Coja, pude observar no rio, em local onde existe um açude, uma mancha extensa de espuma, que nos leva à quase certeza de poluição.

 

Depois, já em Coja, à conversa com um amigo, recordámos tempos em que o rio era bem uma imagem imaculada, sendo mesmo o orgulho das gentes dos povoados ribeirinhos ao Alva.

 

Água limpas, onde nos tranquilamente nos banhávamos, cortadas estrategicamente, aqui e além, por caneiros ou açudes e receptivas, em aconchegados lugares, às lavadeiras que carregavam o rol de roupa que o rio logo purificava às primeiras lavadelas e que, depois de corada, ganhava aromas inigualáveis, sem azo a arremedos pelas mais elaboradas fragrâncias deste mundo.

 

E a piscicultura do nosso Alva? Farta e de encher o olho, com bogas, barbos e até enguias, estas a serpentear sob calhaus das margens do rio.

 

A propósito dos peixes do Alva, veio-me à lembrança, na prosa com esse amigo, um episódio que protagonizei com o tão sempre recordado Padre Januário.

 

Uma tarde de Verão, já então espigadote, decidi-me a experimentar a arte de pescar, pelo que me aproveitei de uma ida, para esse fim, à zona do Porto de Avô do Sr. Prior.

 

Recebi as devidas instruções desse grande e afamado mestre das pescarias que era o Padre Januário.

 

Pois bem caros amigos. Ali estivemos algumas horas, cada um com a sua paciência, com engodos iguais, na expectativa de peixe que fosse nas artimanhas. Mas, vejam só isto. Enquanto o Prior atraiu abundante pescaria, a mim nem um só peixe bicou o anzol.

Perante tão incrédulo sucedimento até era levado a crer, não fosse o meu parceiro padre, que ali havia ou bruxedo ou obra do diabo. Mas contive-me de tais pecaminosos pensamentos. O que não me impediu, contudo de arremessar este comentário:

 

Estou em crer que o Sr. Prior, antes de uma pescaria, abençoa o anzol…”

 

Nem preciso rapaz”, respondeu-me de imediato o Padre Januário. “O peixe já vem atraído pela minha natural santidade…”

 

Nuno Espinal  


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 09 Outubro , 2010, 23:23

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 08 Outubro , 2010, 09:19

Quantas vezes não me zango e quase maldigo este meu destino de ser português. Agasta-me este nosso sistemático incumprimento de deveres interpessoais, o desrespeito de uns para com outros, seja em simples regras de etiqueta, de cortesia, de sentido cívico, ou até em normas estatais.

  

Como escreveu Eduardo Prado Coelho:

 

“Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito, onde os directores das empresas não valorizam o capital humano, onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos, onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros, onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica, onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas  podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame, um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar, um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão, um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes e os outros.”

 

Tudo isto e muito mais é tudo muito verdade. Mas depois…

 

Assisti, na televisão, a algumas imagens em directo das comemorações da República. A certa altura toca a “Portuguesa”. Uma jovem, com um brilho nos olhos cheios de fervor e mão no coração, canta com emoção o nosso hino.

 

Raios parta, então não é que me comovi!

 

Nuno Espinal


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