publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 20 Agosto , 2010, 11:49

Uma foto de família. A família Caetano quando pousou há cerca de sessenta anos. Todos já falecidos, à excepção dos Srs. José Caetano (o 1º à esquerda) e Fernando Caetano (o rapaz da foto).

 

Para os leitores mais velhos do Miradouro, rever estes rostos é rever um tempo que explode em recordações.

 

Mas, é também o sinal de um “continuum”. Ontem uns, hoje outros e amanhã outros ainda.  

 

Como dizia Herberto Helder:

 

“A minha idade é assim /…/

Tocando para baixo as raízes da eternidade…”

 

Nuno Espinal

 

 

 

Na foto, para além dos já citados:

 

Atrás, da esquerda para a direita: Carlos Loureiro Jorge, Fausto Caetano, Fernanda Caetano, Augusto Caetano e Adelaide Caetano.

À frente: Maria Caetano e Prazeres de Paiva Caetano.


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 19 Agosto , 2010, 10:33

Somos registos sobrantes de reminiscências de um tempo passado que nos agita saudades. Procuramos na noite o conforto de, em grupo que viveu esses tempos, nos recostarmos nas nossas memórias que surgem vivas, pintalgadas aqui e ali por novas tonalidades que, inverdades ou menos verdades nos alindamentos e ênfases com que as retocamos, só reforçam a emoção da memória desses tempos.

 

Tempos  glorificados!

 

E todas as noites, nas mornidões de Verão,  é o mesmo. Eu, o Toneca, o Alberto e, até, uma vez ou outra o Zé Alves ou o Fernando Vicente.

Estrada fora, noite dentro e eis-nos no Entroncamento, no Miradouro do Entroncamento. E ali nos quedamos à conversa, quantas vezes em recordações.

 

Disse Agostinho da Silva:

 

"Não há nada no presente

Que eu não louve

Embora venham saudades

De futuros que não houve"

 

Porque as saudades também são isso. Vivências por desejadas tão aprimoradas e por aprimoradas nunca tão acontecidas.

 

Nuno Espinal

      


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 18 Agosto , 2010, 08:17

Vêem-se cá de cima, do Miradouro do Barranco, as tendas que lhes servem de abrigo, dispostas em círculo lá, junto ao rio, na “Várzea da Vila”. À noite, é costume ouvirmos-lhes a vozearia, as cantorias, o batuque, e muitos sinais de uma franca alegria.

Mas, ontem, terça-feira, subiram ao povoado. E fizeram-no para cumprir uma acção cívica junto da população de Vila Cova.

São os jovens do Camtil, uma associação de campo de férias que, em grupos que se revezam, têm estado acampados desde meados de Julho e por cá vão ficar até finais deste mês.

 A acção cívica concretizaram-na em locais variados. Um grupo, por exemplo, esteve na Quinta do Convento, onde procedeu à limpeza da mata. Mas, o grupo mais numeroso distribuiu-se em actividades várias com utentes da nossa Misericórdia. Alguns destes jovens acompanharam as funcionárias do apoio domiciliário e, nas casas visitadas, conversaram com os mais idosos e deles ouviram “estórias de muitos anos já somados”.

Outros ficaram-se nas instalações do centro de dia, onde participaram em tarefas da cozinha, ajudaram a pôr a mesa, serviram o almoço e conviveram em ambiente de festa, com cantigas, toque de viola e dança.

“É bom sentir esta juventude”, dizia-nos uma das nossas velhotas. “São um docinho pr’ós nossos corações…” 

 

Nuno Espinal/Manuela Antunes

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 17 Agosto , 2010, 11:51

As memórias de Vila Cova passam por múltiplos aspectos, alguns deles felizmente preservados, com a normal tendência para que a sua fixação incida, primordialmente, no estudo do que se entende pelo facto histórico.

 

Neste acervo histórico elegem-se acontecimentos e personagens, mas, de entre estes, alguns haverá que, com absoluto merecimento e interesse ao registo, se esbatem ao longo do tempo perdendo-se a sua memória em definitivo.

 

Veja-se o caso do Sr. Manuel Antunes, na foto acompanhado de Dª Conceição, sua esposa.

 

Figura de grande respeito e admiração, falecido há quase sessenta anos, hoje ainda sabemos quem foi perante a informação dos mais velhos, no entanto sob pena de tudo se perder se o registo escrito sobre aspectos da sua vida não for aprontado.

 

É este registo que o Miradouro vai procurar tanto do Sr. Manuel Antunes como de outras personalidades da história contemporânea de Vila Cova, contando para isto com a prestação, imprescindível, de familiares e amigos.

 

Este procedimento possibilitará ainda, por arrasto, a aquisição de conhecimentos sobre aspectos variados da história de Vila Cova, de resto contributivos para a motivação e consciência colectiva dos vilacovenses.

 

Vamos pois pôr mãos à obra e aguardar a melhor colaboração de todos.

 

 

 

 Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 16 Agosto , 2010, 00:24

Mais um campeonato da 1ª liga em início. E as velhas questões tornam às suas velhas abordagens. Os favoritos de sempre, que vão ser mais uma vez favorecidos pelo sistema.

 

Que não, diz-me um portista ferrenho, em conversa vivida em Vila Cova. Que nós, os dos clubes pequenos, (expressão com que eu embirro) é que criámos uma espécie de desculpa para iludirmos a nossa própria pequenez. Atribuímos a superioridade dos clubes grandes a benefícios produzidos pelo sistema. São as arbitragens, são os meios de comunicação social, dizemos nós.  Mas, afinal, são tudo desculpas, argumentos utilizados para combater a real superioridade dos grandes. Porque os árbitros erram com todos e o Porto até é o mais prejudicado pelas arbitragens. E depois, continua ele, fala-se que a comunicação social só vê os grandes. Nem pensar! Com o Porto até é uma desgraça.  É o mais atacado pelos média.

 

Perante tal verborreia remeti-me ao silêncio. Não me gasto a ripostar alarvices.

 

Mas sempre me dou a um exercício. Pego num livro de psicologia e reflicto sobre este excerto:

 

“As pessoas sentem tensão e desconforto quando são induzidas a dizer ou a tomar uma posição que é contrária às crenças e valores em que verdadeiramente acreditam. Festinger designou esta tensão ou desconforto psicológico por dissonância cognitiva. Esta tensão motiva a pessoa a reinterpretar a situação e a minimizar as inconsistências a fim de restaurar um estado de consistência cognitiva. Uma forma de o conseguir é a pessoa convencer-se de que acredita verdadeiramente na afirmação que fez ou no comportamento que realizou de forma a resolver a dissonância e a atingir um estado de consistência pessoal. “

 

Só pode…

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 15 Agosto , 2010, 08:40

Prosseguem as “Jornadas de Verão” da Flor do Alva. Hoje, Domingo, da parte da manhã, em Anseriz, para depois, à tarde, realizar um concerto em Vila Chã.

 

Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 14 Agosto , 2010, 20:18

A praia do caneiro, em Coja, tem regurgitado de gente, em especial jovens, ávidos dos refrescamentos das águas do Alva, nestes dias de abrasivos calores.

Muitos dos que àquele refúgio se aportam são de terras das envolventes a Coja, entre elas a nossa Vila Cova.

Trata-se de um lugar aprazível que proporciona momentos agradáveis, mesmo para os que se escusam aos banhos e se acomodam nas esplanadas dos espaços integrantes.

Mas, sem descurar a valia daquele recurso, questionam-se  os vilacovenses do porquê da sua terra continuar desprovida de uma praia fluvial, ao contrário do que acontece em várias terras do concelho ribeirinhas ao Alva.

A desejada integração no grupo das aldeias do xisto trará a Vila Cova uma maior visibilidade e, provavelmente, esta questão merecerá uma outra atenção.

Ainda assim Vila Cova não deverá estar dependente de virtualidades ou meras perspectivas quando outras terras do concelho, de importância igual ou menor, tiveram e têm tido um tratamento que em muito as discrimina positivamente.

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 13 Agosto , 2010, 09:40

A foto, tirada na fonte de Santa Teresa e datada de 1968, terá, por certo, uma exclusiva finalidade. Registar a figura da saudosa Dª Beatriz de Almeida, mãe do meu amigo António Gabriel de Almeida (Toneca).

  

Mas, a distância temporal e objectos nela visíveis, típicos desse tempo, dão-lhe um cunho histórico, suscitador de escrita.

Os objectos, que lhe realço, são o cântaro e a rodilha.

A água, o eterno bem de primeira necessidade, está implícita nesta abordagem. As fontes, então, eram o principal e quase exclusivo recurso da sua recolha.

Quando no Verão a seca se instalava, a água dispunha-se, nos fontanários, com uma exiguidade, que obrigava à espera e aglomerava montões de gente, muito maioritários de mulheres na sua procura.

 

Criavam-se, nestas demoras, grandes tertúlias, de estorietas, risadas, coscuvilhices, discussões e,  quantas vezes, altercações, que uma vez ou outra degeneravam em movimentadas bulhas, com cabelos puxados e cântaros partidos.

 

Hoje, olhamos esta foto e as imagens que a ela associamos motivam-nos um sorriso de ternura e nostalgia.

 

Mas, o cântaro e a companheira rodilha já tinham neste tempo os dias contados. O plástico, na foto em forma de balde, era um já prenúncio dos seus fins. E o bendito “abastecimento público de água” seria, anos mais tarde, para eles, o epílogo que os viria a colocar em não mais que recordações.

 

Contudo, honra lhes seja feita! Ninguém contesta os seus merecidos assentos nas galerias dos museus da história.

 

É que são, de facto, parte de um passado e parte da história desse passado.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 12 Agosto , 2010, 01:37

É verdade que a notícia está um tanto atrasada, mas ficámos a aguardar a fotografia da bebé. E chegada que foi, aqui vão os dados:

  

A Maria Luísa de Carvalho Gonçalves Canaveira, que surge na foto logo após ter nascido, veio ao mundo com três quilos de peso no passado dia cinco, faltavam cinco minutos para as sete da tarde.

 

Lisboeta por nascimento, é filha do simpático casal José Carlos Canaveira  e Drª Anabela Alves de Carvalho.

Aos pais e avós (Dª Luísa e Sr. José Carvalho) endereçamos os nossos muito festivos parabéns, com votos das maiores felicidades deste mundo para a Maria Luísa. 

 

O Miradouro

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 11 Agosto , 2010, 09:11

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