publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 19 Agosto , 2010, 10:33

Somos registos sobrantes de reminiscências de um tempo passado que nos agita saudades. Procuramos na noite o conforto de, em grupo que viveu esses tempos, nos recostarmos nas nossas memórias que surgem vivas, pintalgadas aqui e ali por novas tonalidades que, inverdades ou menos verdades nos alindamentos e ênfases com que as retocamos, só reforçam a emoção da memória desses tempos.

 

Tempos  glorificados!

 

E todas as noites, nas mornidões de Verão,  é o mesmo. Eu, o Toneca, o Alberto e, até, uma vez ou outra o Zé Alves ou o Fernando Vicente.

Estrada fora, noite dentro e eis-nos no Entroncamento, no Miradouro do Entroncamento. E ali nos quedamos à conversa, quantas vezes em recordações.

 

Disse Agostinho da Silva:

 

"Não há nada no presente

Que eu não louve

Embora venham saudades

De futuros que não houve"

 

Porque as saudades também são isso. Vivências por desejadas tão aprimoradas e por aprimoradas nunca tão acontecidas.

 

Nuno Espinal

      


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