publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 05 Agosto , 2010, 21:48

A liberdade de circulação de pessoas, no espaço da união europeia, contribuiu para que o concelho de Arganil tenha sido procurado por estrangeiros, agora residentes em definitivo ou em veraneio, habitando moradias de que são proprietários, espalhadas, quase sempre, pelos sítios mais recônditos, com áreas não cobertas, com arrelvamento e jardim, algumas com piscina, distanciadas, quase sempre, dos aglomerados populacionais.

Mas para além deste grupo de cidadãos estrangeiros, pertencente, na generalidade, a um extracto da classe média, nos seus países, há um outro extracto, muitas vezes a roçar a marginalidade, em termos da sua integração nos “modus vivendi” convencionais.

A grande maioria destes estrangeiros tem a nacionalidades inglesa ou holandesa e as suas inter-relações conviventes, as típicas do quotidiano, ocorrem, sem grandes excepções, exclusivamente, entre os seus pares da mesma nacionalidade. Daí que raros sejam os casos em que há convivência entre eles e cidadãos portugueses. Em resumo, pouca ou nenhuma integração, destes estrangeiros, nas nossas comunidades locais.  

Ora, a língua é um factor que concorre para esta dissociação nas relações inter-pessoais. Mas, não é o principal agente que obstaculiza o convívio ou o relacionamento.

Quer-me a mim parecer, e opino numa mera abordagem empírica, ainda que corroborada por muitas opiniões recolhidas, que razões há mais explicáveis por diferenças culturais, que podem derivar, em especial, dos modos de estar no mundo e entender o mundo.

De facto, a comunidade arganilense maioritariamente conservadora, está abismalmente distanciada de certos padrões culturais de povos estrangeiros.

Esta situação, talvez confira aos grupos de cidadãos estrangeiros uma pretensa superioridade cultural que, intencionalmente, os afasta da convivência com portugueses.

Será?

Repito, é uma mera opinião ainda que longe de ser isolada.

Mas, em remate final, permitam-me esta manifestação sentimental. Nesta coisa de convivência somos um verdadeiro exemplo. Integramo-nos, seja onde for, e nisso soubemos dar lições ao mundo. É uma das minhas referências do meu orgulho de ser português.

 

Nuno Espinal

 


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