publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 19 Junho , 2010, 12:49

 

 

Desde “O Ano da Morte de Ricardo Reis” ao ainda recente “Caim” li, de Saramago, vários livros.

 

Li, com os sentidos a ler, e da sua leitura retirei sempre um prazer imenso. Eis o que, para mim, define um grande escritor. Não que Saramago fosse o meu favorito. Ainda que um dos favoritos (reporto-me a escritores de língua portuguesa) um ou outro há que me merece preferência. Entre eles Torga à frente. Mas diga-se o que se disser de Saramago, faça-se dele o juízo que se fizer, ele será eternamente um dos grandes da nossa literatura. Veja-se o impacto que a sua morte provocou entre os “média” e entre nós. De facto, só de um Homem grande. E sobre isto ponto final.

 

Ontem em Arganil ouvi, num café, o seguinte comentário:

 

“Um blasfemador foi o que ele foi. Dois dias de luto nacional? Maldito governo de hereges. Até renegou Portugal e os portugueses. Tornou-se espanhol. Mas Deus é grande e lá está para o julgar. Há-de arder no inferno para toda a vida…”

 

Tanta ignorância e tanta maldade! Que sordidez! E lá estava a justiça do “Deus Bíblico” que José Saramago íntegra e corajosamente questionou.

 

Nuno Espinal


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