publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 10 Junho , 2010, 09:45

Há quem diga que o Dia de Portugal este ano se comemora no Algarve. O tanas! Comemora-se, isso sim, é lá p’rá África do Sul. Porque é nessas paragens que se grita, bem alto, o nome de Portugal, o pessoal se enche de bandeiras, cachecóis e outros adereços com símbolos bem “portugas” e o hino é cantado, com emoção, cagança e até, por alguns, com uma lagrimazita ao canto do olho.

No Algarve é o cizentismo costumeiro, com as discursatas, os desfiles, as condecorações, tudo muito oficial, com entidades e quejandos.

É verdade que o povo, desta vez, cá pelo rectângulo à beira mar plantado, parece torcer um tanto o nariz ao Ronaldo, Simão e comparsas. A fé não é mesma de outras ocasiões. Mas deixem que a selecção ganhe um primeiro jogo, depois um segundo, passe a eliminatória e é ver o entusiasmo vir à tona, as bandeirinhas inundarem as janelas e cada dia que vier tornar-se, entusiasticamente, um verdadeiro Dia de Portugal.  

 

Nuno Espinal


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 10 Junho , 2010, 01:47

A mais antiga e rigorosa reconstituição de uma feira medieval portuguesa, que completa no próximo ano duas décadas de história, conta nesta edição com um programa paralelo, que pretende realçar a sua importância. As novidades passam pela recriação de um Acampamento Militar Medieval, de um Mercado Mouro, de um Parque Infantil Medieval e do espectáculo de teatro equestre “A lenda do Brasão da Cidade de Coimbra”.

Numa organização conjunta da Turismo de Coimbra, E.M., da Fundação do Inatel – Agência de Coimbra e da Associação para o Desenvolvimento e Defesa da Alta de Coimbra (ADDAC), decorre no próximo dia 12 de Junho, no Largo da Sé Velha, a 19.ª Reconstituição da Feira Medieval de Coimbra.

Este ano, foi criado um programa de animação complementar, com actividades a decorrerem antes e depois da Feira Medieval – entre os dias 9 e 13 de Junho, em vários espaços da cidade de Coimbra.

As novidades passam pela recriação de um Acampamento Militar Medieval, a funcionar em frente ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, de um Mercado Mouro, na margem esquerda do Rio Mondego, de um Parque Infantil Medieval, na Praça da Canção, e da exposição de fotografia “Histórias para Vivos”, da autoria de José João Cardoso, no Café de Santa Cruz.
Um dos pontos altos do programa será ainda o espectáculo de teatro equestre “A lenda do Brasão da Cidade de Coimbra”, pela Companhia de Teatro Viv’Arte, que terá lugar dia 12 de Junho, pelas 21h30, na Praça da Canção.

A partir de diversas versões lendárias, em  particular a de Frei Bernardo de Brito, a Companhia de Teatro Viv’Arte, mais conhecida pelo seu trabalho em recriações históricas, mas que também se tem dedicado nos últimos anos à recuperação de tradições de teatro e lendas populares, apresenta neste espectáculo as técnicas de recriação de combate medieval, incluindo uma batalha a pé e a cavalo, artes circenses, com várias personagens e efeitos cenográficos, só possíveis num espaço ao ar livre como o da "Praça da Canção".

Como cenário de fundo, terá o Mercado Mouro, espaço de demonstração da cultura tradicional, que também foi fundadora da cidade, onde o visitante terá oportunidade de tomar uma refeição diferente ou um tradicional chá, tendo, ao mesmo tempo, possibilidade de observar as artes ofícios tradicionais.

A recriação do Acampamento Militar Medieval dará a conhecer a vivência teatralizada de um exército em movimento, acompanhado de espaços lúdicos para os mais novos.

Todas as iniciativas são de entrada gratuita, à excepção do teatro equestre, cujas entradas variam entre 1 e 10 euros, dependendo se são lugares de pé (1 euro), sentados (5 euros) ou na varanda (10 euros) e do Acampamento Militar, cujas visitas acompanhadas custam 1 euro.

A Feira Medieval terá início às 9h00 do dia 12 de Junho, e conta com a participação de a cerca de 500 participantes, entre artesãos, grupos de teatro, fantoches, saltimbancos, malabaristas, ilusionistas, música e dança, assim como de 16 outros grupos que, trajados à época, irão reviver os tempos medievais, não só através da venda de produtos – desde aves, produtos hortícolas, peles, utensílios de madeira, tecelagem, cestaria, latoaria, jóias e outros -, mas também de vários momentos de animação.

Não faltarão ainda o Bobo, o Almocreve, o “Bazilius” (Mendigo e Profeta), o “Barveiro”, o “Tabelião das Notas”, o Ferrador, entre outras personagens que já se tornaram habituais.

Tradição é também a missa na Igreja da Sé Velha, que terá lugar pelas 9h00, com canto gregoriano, pelo Grupo Vozes Brancas da Academia Martiniana.

Às 10h00 decorre a bênção e leitura da Carta da Feira. 

Pelas 15h00, o Monsenhor João Evangelista fará uma visita guiada ao Claustro da Sé Velha, comuma pequena cerimónia junto à “Oliveira Milenar”.


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