publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Abril , 2010, 18:44

Informam-se todos os cooperantes, sócios e amigos do Rádio Clube de Arganil (RCA) que está a decorrer uma campanha de angariação de fundos para ajudar a custear as despesas com a instalação dos novos equipamentos no emissor da Aveleira, depois da trovoada e das consequentes descargas eléctricas terem deixado a “Voz da Beira Serra” sem emissão durante alguns dias. Tendo em conta que a maioria dos equipamentos foram destruídos na totalidade, nomeadamente o quadro eléctrico, o estabilizador de corrente, o emissor, a antena receptora de feixe e todos os cabos de ligação até à torre e às antenas, tendo avariado também o receptor de feixe, os prejuízos elevam-se a vários milhares de euros. Perante esta situação, a direcção do RCA, funcionários, colaboradores e restantes locutores apelam ao apoio e solidariedade de todos para que colaborem com um donativo, dentro das possibilidades de cada um, que poderá ser entregue nos nossos estúdios, ou enviado por cheque ou vale postal para a seguinte morada: Rádio Clube de Arganil, Av. das Forças Armadas, Apartado 25, 3304-909 Arganil. Os interessados podem ainda contactar-nos através dos telefones 235200570/235200571/235200572. Agradecemos desde já a colaboração e o apoio dado.

A Direcção do RCA

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 26 Abril , 2010, 16:28

Criaram-se expectativas, esperava-se uma “Flor do Alva” melhor. Mas ao nível do que foi apresentado, isso nem na cabeça do mais optimista estaria imaginado.

De facto, o concerto que a “Flor do Alva” ofereceu na Casa do Povo atingiu um patamar qualitativo muitos degraus acima do que, mesmo no seu melhor, se lhe conhecia.

Pode mesmo dizer-se que o que aconteceu na Casa do Povo revela uma Filarmónica, nas várias componentes em que se desdobrou, como a melhor de sempre e, incomparavelmente, a mais habilitada ao espectáculo. De facto, surpreendente. Uma Flor do Alva que deve orgulhar os vilacovenses.

Mas, vamos por partes.

Primeiro, a actuação do Coro Infantil. Momento enternecedor, vozes afinadas, pífaros em acerto total, um leque diversificado de melodias, algumas do cancioneiro russo, de grande beleza e interpretadas eximiamente. Estão na forja futuros músicos da Flor do Alva? É provável que sim. Mas o mais importante é realçar o valor pedagógico e formativo que esta acção da Flor do Alva representa, única na região e que permite às crianças acesso a um meio essencial na sua educação. Daí que venha este reparo. Que se passa com as crianças da freguesia? É que no “Coro Infantil” a grande maioria é provinda de Vila Pouca da Beira. De Vila Cova, Vinhó e Casal de S. João muito pouca adesão. Uma situação incompreensível, em que cabem responsabilidades aos pais.

Segundo momento da tarde: O “Quinteto de Metais”. Com poucos ensaios, os músicos que o compõem mostraram grandes potencialidades, uma cumplicidade que salta à vista, e um grande prazer no trabalho que fazem. Cativaram a assistência, o que ainda mais os realça, tanto mais que a sua sonoridade não é a normal para os ouvidos deste público. A seu tempo iremos desenvolver um apontamento mais detalhado sobre o grupo.

Por fim a “Flor do Alva”. Que soberba interpretação! Que diferença!  Pontuação alta para esta actuação, sem dúvida que aplaudível mesmo para ouvidos já com outra exigência. A “banda” a funcionar como um todo, os diferentes naipes a sustentarem-se em apoio a solistas e ao colectivo orquestral. Há destaques a referir, em especial o grande obreiro desta “revolução”, o Maestro António Simões. Mas, para estes triunfadores e outros protagonismos da tarde iremos reservar um próximo apontamento. Fica para já esta grande evidência. O grande espectáculo que a Flor do Alva nos proporcionou. Em grande! Os nossos efusivos Parabéns!

 

Nuno Espinal

 

 

 


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