publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 19 Abril , 2010, 10:40

Vilacovense 1  Brasfemes 1

(Vitória do Vilacovense no desempate, através de remates da marca de grande penalidade)

 

Terminado o jogo, perante a alegria e euforia de jogadores e adeptos do Vilacovense, uma jovem exclamava, algo incrédula: “Até parece mentira!”

Mas, vistas as coisas com objectividade, o resultado acaba por nem ser tão surpreendente. O que acontece é que se criou uma auréola em torno da equipa de Brasfemes, que lhe engendrou uma imagem de equipa de outro campeonato, uma espécie de Golias em confronto com o pequeno David que seria o Vilacovense.

Todo este mito deve-se a razões várias. A Freguesia de Brasfemes, pertencente ao concelho de Coimbra, tem quase dois mil habitantes, alguma vida económica e a sua equipa representativa tem um historial, em termos de resultados e projecção, muito acima do modesto historial do Vilacovense. A equipa possui um campo de relva sintética e outras estruturas consolidadas, até porque já militou em campeonatos federados, chegando mesmo a ser clube satélite Académica.

O próprio número de adeptos que fez deslocar a Vila Cova, em dois autocarros e vários automóveis, adeptos esses muito entusiastas, aguerridos e confiantes, poderá ter ajudado a caracterizar uma ideia de desmedida superioridade da equipa vinda de Coimbra.

Mas a realidade foi bem outra e os jogadores do Vilacovense souberam comprová-la categoricamente em campo.

E até numa postura completamente descomplexada, impuseram nos primeiros vinte minutos um futebol que deve ter surpreendido a equipa visitante, dispondo, inclusivamente, de boas oportunidades de golo, desfeiteadas por superiores intervenções do guarda redes de Brasfemes. Depois, o Vilacovense perdeu frescura física e disso se aproveitaram os jogadores visitantes, ainda que nunca tenham traduzido a sua superioridade territorial em jogadas de grande perigo junto da baliza de Vila Cova.   

Daí que o empate verificado, no final dos 90 minutos de jogo, reflicta com exactidão uma igualdade em número de oportunidades criadas por cada equipa, apesar do maior domínio de possa de bola do Brasfemes.

Depois veio a lotaria dos remates da marca de grande penalidade. Um remate menos certo ou uma defesa mais inspirada ditam a sorte neste tipo confronto. Foi o que aconteceu ao sétimo remate contra as redes do Vilacovense. E Paulo Henriques, pela defesa que realizou, tornou-se o herói do momento.

Grande atitude dos jogadores do Vilacovense que realizaram uma exibição de grande entrega e de organização táctica a todos os títulos surpreendente, considerando o seu estatuto de jogadores amadores. A equipa tem jogadores colectiva e individualmente de grande valor, e é, no que pude observar nos últimos dez anos, (antes não me posso pronunciar) o melhor Vilacovense da década.

Uma palavra para a equipa de arbitragem. Excelente trabalho, total imparcialidade.

 

Constituição do Vilacovense:

Guarda-redes: Paulo Henriques

Defesas: Marco, kikas, António Cruz (cap), Filipe (Sérgio Gaspar aos 65 minutos

Médios: Bruno Carvalho, Wilson, Marco Paulo e Paulo Sérgio

Avançados: Mota e Paulo Ribeiro

 

Suplentes não utilizados:

 Damme, Fábio e António Antunes.

 

 

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

    


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