publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 03 Abril , 2010, 11:54

É tempo de sacrifícios, dizem. Ou seja, é tempo de se prescindirem bens imediatos em favor de bens futuros. Por isso, privarmo-nos agora na expectativa de um melhor futuro.

Ora, nesta lógica que fazer? Sem fuga possível, dado o presente exaurido e na crença de um futuro mais conseguido, nada mais nos resta do que a aceitação do sacrifício, ainda que com indignação e revolta para muitos.

E eles dizem ainda: Cortes na despesa do Estado!

Uma asserção da economistas, em proposição às medidas que a crise reclama.

Claro! Todos o entendemos.

Mas…

Cortes na despesa do Estado a desfavor do quê e de quem?

Dos mais pobres, dos que pouco têm, é impossível. Tirar-lhes mais do pouco que lhes resta é tirar-lhes tudo, é reduzi-los a nada.

E dos mais idosos? Os sacrifícios são feitos pelo futuro. Pois! Mas com setenta, oitenta e mais anos, que futuro resta para os mais idosos? 

Cortes na despesa, por exemplo, em Lares e Centros de Dia?

Nunca! 

 

Nuno Espinal


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