publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 23 Março , 2010, 11:03

 

 

Realizou-se Sábado passado a Assembleia Geral da Flor do Alva, para aprovação do Relatório e Contas referente ao exercício de gestão do ano anterior.

Tudo apresentado ao pormenor, com total transparência, a comprovar uma gestão empenhada e séria.

Poucas presenças na sala, a confirmar o costume.

Entretanto, um desabafo da Direcção:

“Os que passam o ano a dizer mal, a lançar a suspeição, deviam era estar aqui hoje…”

Mas não estavam nem nunca estarão. Está-lhe na cultura esta prática da maledicência, do mexerico, da intriguinha. Dizem leviana e rancorosamente mal do que não têm a certeza e calam o bem dizer do que por vezes é evidência.

E sobre isto não há volta a dar. Vem de tempos imemoriais e teima em permanecer. Todos nós o sabemos e, por tal, às vítimas da maledicência é costume dizer-se:

“Nâo ligues, esqueçe, não merece a pena…”

Pois! Só que nem sempre é fácil, e quantas vezes o visado, por tão injustiçado, se determina na demissão.

Lamentável e até dramático. É que neste complexo de causas, em mercê da sociedade e tão parco em voluntariado, a demissão de um que seja é sempre uma mais valia perdida e um prejuízo que pode atingir muitos.

 

Nuno Espinal   

 

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Março , 2010, 08:02

De pé, da esquerda para a direita: Mota, Dani, Wilson, Bruno Carvalho e António Cruz;

1º plano: Fábio Leitão, Sérgio Gaspar, Paulo Ribeiro, António Assunção, Filipe e Marco.

 

Continua o descalabro do Vilacovense. E aquela equipa a que nos habituámos, com um meio campo organizado e uma defesa consistente, com bolas lançadas em profundidade a provocar situações de golo junto das balizas adversárias, a construir jogadas de belo efeito e a concretizar boas exibições, parece já ser uma miragem.

Claro que há explicações que tenderão a obviar ou a minimizar esta queda de rendimento e a explicar esta série de desfechos desfavoráveis. A equipa, por exemplo, continua a não contar com jogadores influentes e ainda no jogo de hoje (Domingo) viu lesionados mais dois (Dani e Wilson).

Mas por mais motivos que se possam considerar, é difícil explicar as razões de tão acentuado tombo nas exibições e resultados.

Valeu à equipa ter a passagem à fase seguinte assegurada com uma precocidade explicada pela superioridade que em dois terços do campeonato, de forma indiscutível, manifestou. Metaforicamente dir-se-ia que Vilacovense do quase oitenta passou, abruptamente, ao quase oito.

Agora o apuramento para a final do distrital do Inatel de Coimbra passa pelo confronto com a equipa do Brasfemes, em jogo a ser disputado em Vila Cova, em princípio a 18 de Abril. Jogo tremendamente difícil contra uma equipa habituada (e com estofo) a campeonatos de outro escalão.

Mas há sempre uma esperança e a possibilidade de vitória, ainda que quase um sonho, não a devemos descartar. Vamos dar o maior apoio aos jogadores do Vilacovense e, aparte o resultado que possam conseguir, manifestar-lhes, assim como ao treinador e dirigentes, a nossa gratidão por tudo o que de muito positivo já conseguiram esta época.

 

Nuno Espinal

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Março , 2010, 11:29

 

Em Arganil ontem comemorou-se o bicentenário do nascimento de Chopin, através de uma iniciativa do Departamento de Cultura da Câmara Municipal.

 No Salão Nobre, local onde decorreram as comemorações, cinco painéis davam apontamentos sobre a vida e obra do compositor, apontamentos estes completados com outras informações, ditas pela Drª Margarida Fróis, directora da Biblioteca Municipal de Arganil.

Veio então o concerto, devidamente antecedido de um esclarecimento. É que Chopin escreveu exclusivamente peças para piano e o “Prestige”, sendo um trio que integra uma cantora lírica, não está vocacionado, no seu habitual repertório, para peças do compositor. Daí que, de Chopin, só tenhamos ouvido três peças (um estudo, uma valsa e um nocturno), interpretadas por Tito Tavares ao piano e Mário Siégle ao violino e que denotaram, em um ou outro momento, ligeiros desacertos, por, ao que presumimos, estas peças não serem habituais no grupo e apresentadas com menor preparação.

O Prestige, de facto, ganha outra dinâmica com a voz de Carla Bernardino. Com voz de belo timbre e presença expressiva, Carla Bernardino interpretou peças de Fauré, Brooks, Puccini e até Zeca Afonso, ouvindo-se deste último, em adaptação de José Firmino, a Balada de Outono. Em “encore”, a pedido do Presidente da Câmara, que soube expressar os desejos da assistência, ouvimos ainda a célebre Avé Maria de Schubert.

Uma palavra de apoio à Vereadora da Cultura, Drª Paula Dinis. Finalmente há gostos e sensibilidades de munícipes do concelho que parecem ser reconhecidos. O nosso aplauso.

Nuno Espinal

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Março , 2010, 01:18

Após internamento nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foi sujeito a uma intervenção cirúrgica à prostata, já se encontra em sua casa, em Vila Cova, em processo de recuperação, o Sr. José dos Santos Leitão.

Desejamos-lhe rápido restabelecimento.

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Março , 2010, 09:12

Uma senhora de 98 anos chamada Irena Sendler acabou de falecer.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.

Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!)

Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.

Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.

No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global

Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!

 

(retirado da internet)

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Março , 2010, 08:55

Os dias retomaram o sombrio, tornou a chuva.

Mas, no meu quintal,

A jovem ameixoeira debuta-se em vestes de fada.

E , deTorga, já escuto:

 

Depois do Inverno, morte figurada,

A primavera, uma assunção de flores.

A vida

Renascida

E celebrada

Num festival de pétalas e cores.

 

 

Nuno Espinal

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Março , 2010, 10:26

Março é mês das assembleias-gerais de associações, para aprovação dos seus relatórios e contas referentes aos exercícios do ano anterior.

A Flor do Alva a 21 e a Misericórdia a 28, não fogem à regra.

As salas, como sempre, vão estar quase vazias. Lamenta-se porque o assunto em convocatória mereceria a maior participação.

Mas, o problema não é só local. É assim, regra geral, por todo o país. Este comportamento é bem sintoma do défice de participação cívica, da ausência de cidadania.

As sedes próprias de debate deviam, nestas alturas, concitar uma participação atenta, onde se gerasse a crítica, onde jorrasse uma fonte de ideias contributiva e útil.

Mas não. Extra muros destes espaços apropriados de discussão hão-de surgir, de alguns, as tradicionais inventonas e a língua afiada para o maldizer.    

 

Nuno Espinal  

 

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publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 14:59

Não há muitos dias festejámos o Sr. José Lourenço. Hoje, com o maior dos gostos tornamos a fazê-lo. Só que por um motivo diferente. É que hoje o Sr. Lourenço é aniversariante. Setenta e oito anos de idade! Bonita idade sem dúvida. Pois então, Sr. Lourenço, aceite lá os nossos Parabéns, cheios de garra e com os desejos sinceros de que se repitam muitas mais vezes. Já hoje brindámos, nós pessoal do Miradouro e do Centro de Dia, com um bom cálice de vinho do porto. Hip, hip hurra! E agora tornamos a brindar. Mas, fazendo jus ao nosso distrito e à sua capital, com um muito fogoso efeérreá. Por si Sr. Lourenço, com toda a cagança efeérreá!

 

Miradouro e Centro de Dia

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 11:31

Fascinam-me as mimosas quando, já no declínio do Inverno, soltam o amarelado vivo que colora montes e vales, então já sedentos das tonalidades da tão desejada primavera.

São de facto belas quando em flor. Mas, são de uma beleza, no reverso da medalha, perversa.

Senão vejamos o que a ciência diz:

“Forma povoamentos muito densos que impedem a formação da vegetação nativa, diminuem o fluxo dos cursos de água e aumentam a erosão. Invade principalmente depois dos incêndios. Alguns estudos indicam que tem efeitos alelopáticos (a capacidade de as plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, libertadas no ambiente de outras, podem influenciar de forma desfavorável os seus desenvolvimento). É também um agente de grande incidência na contribuição de alergias respiratórias.”

Posto isto há quem coloque a questão. Belas as mimosas? Porque não? A Cleópatra era o que era e nunca deixou ser bela.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 01:12

No dia 20 de Março o Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Coimbra e a Orquestra Clássica do Centro dão início, no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, ao Ciclo de Concertos Prestígio 2010, um projecto musical cujas obras a interpretar são, prioritariamente, uma “Medalha de Mérito Cultural” atribuída àqueles cujos nomes estão contemplados no rol de homenagens que serão prestadas, em cada concerto, no ano em curso.

 

No Concerto Prestígio Virgílio Caseiro o REPERTÓRIO a interpretar é o seguinte:

Abertura de “O Morcego”, de Johann Strauss

Aleluia Messias, de Händel

Ach, Ich Fühls Pamina da Opera “Flauta Mágica”, de Mozart

(Solista Leonor Barbosa de Mello)

 

Temas de autoria de Virgílio Caseiro:

Um lago no meio do mar

Pensamento livre

Vivi um sonho

O concerto terminará com “Coimbra”, de Raúl Ferrão (por Orquestra Clássica do Centro e os quatro coros convidados)

Consulte a programação dos Concertos Prestígio 2010 no ficheiro anexo ou em http://www.cm-coimbra.pt

http://www.orquestraclassicadocentro.org

 

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