publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 23 Dezembro , 2009, 01:53

Claro que são coisas que nem surpreendem neste tempo de chuvadas. A terra empapa-se e as derrocadas vão acontecendo. Mas, mesmo que pequenas, causam transtorno.

Desta feita o transtorno toca à Fábrica da Igreja. E a razão é só esta. Parte da parede de suporte ao terreiro da Capela de S. Sebastião cedeu e deixou lá um razoável buraco. Buraco que, tudo leva a crer, tenderá a aumentar. A parede dá sinais bem visíveis de não aguentar. Mais umas chuvadas e mais terra em derrocada.

O aviso fica feito. E quanto mais tarde o arranjo maior será o prejuízo…

 

Nuno Espinal 

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 22 Dezembro , 2009, 01:39

Desça-se a Rua do Calvário e uns cinquenta metros antes de se atingir o Chafariz de S. Sebastião, do lado direito, deparamos com uma amplo espaço, tipo armazém, ainda em fase de construção, propriedade do Sr. Manuel Carlos Ribeiro (Renato). Até aqui nada de invulgar. Mas, se repararmos no interior daquele espaço somos surpreendidos por algo de insólito. Parte do tecto é atravessado por fios públicos de telefone, que entram pelo telhado e saem por uma das paredes.

Ora, a construção do armazém teve início há já algum tempo. Antes do telhado ser construído o proprietário solicitou à PT, através de vários ofícios sucessivamente enviados, que fossem deslocados os referidos fios. A própria Junta de Freguesia, a instância do proprietário, manifestou-se junto da PT nesse sentido. Tudo em vão!

Não obtendo qualquer resposta, depois de tanta insistência, o Sr. Renato decidiu dar continuidade à obra, pelo que o telhado foi construído. A solução, para que os fios pudessem permanecer sem qualquer alteração, foi a que se vê nas fotos.

Até quando este espectáculo, senhores da PT?

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 22 Dezembro , 2009, 01:30

BOAS FESTAS

BOM ANO 2010

 

Votos da Direcção da Flor do Alva aos Filarmónicos, ao Maestro, aos Sócios e Amigos


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 21 Dezembro , 2009, 02:47

Vilacovense 5  Alvoco das Várzeas 0

 

 

É certo que nem a idade nem o jeito me permitiriam tal veleidade. Mas juro-vos que hoje, ao presenciar o Vilacovense, me apeteceu ser jogador. É que se assim me tivesse talhado o destino, ter-me-ia poupado a um dos maiores flagelos porque me lembro ter passado. Um frio daqueles que nos racham por fora e por dentro.  Lá dentro do campo, eles, naquelas velozes correrias  bem tinham corpo e músculos quentes e nem se apercebiam do frio. Mas, cá fora, nem uma ou outra fogueira espontaneamente ateadas foram suficientes para minorar o tormento. Mas, aguentei estoicamente.   E até valeu a pena. Afinal o Vilacovense sempre pespegou uma chapa de cinco.

O jogo valeu pelos golos, perante um adversário, ainda que esforçado, mas com grandes fragilidades defensivas e pouco esclarecido no ataque. Quatro golos na primeira parte a proporcionarem ao Vilacovense total tranquilidade que, no segundo tempo, por vezes, chegou mesmo a roçar a displicência. E o Vilacovense nem sequer apresentou alguns dos seus habituais titulares. Nem precisou. A defesa manteve-se férrea, o meio campo um mimo no toque de bola e com total domínio nos espaços da sua jurisdição e lá à frente, no ataque, houve correspondência, com Mota em bom nível.

Constituição da equipa:

 

Guarda -Redes: Paulo Henriques;

Defesas: Marco, Brito, António Cruz e Fábio;

Médios: Bruno Carvalho, Wilson, Paulo Sérgio e Filipe;

Avançados: Mota e António Assunção (Bruno Santos aos 50 minutos).

 

Os golos foram apontados por Filipe aos 10 minutos, Brito aos 19, Mota aos 31 e 35 e Paulo Sérgio aos 68.

 

Treinador: Wilson

Massagista: Fernando Figueiredo

 

O próximo jogo, último da primeira volta, está mascado para 27 de Dezembro, às 15 horas, em Vila do Mato contra a equipa local.

 

 

Nuno Espinal/Fábio Leitão

   

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 20 Dezembro , 2009, 17:58

Crónica do jogo mais tarde


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 20 Dezembro , 2009, 08:51

 

Um convívio bem passado juntou à mesa ontem (Sábado) utentes e dirigentes da Santa Casa, Presidente da Junta de Freguesia, dirigentes e jovens músicos da Flor do Alva, no tradicional almoço de natal do Centro de Dia. Há que referir que do repasto constou um suculento cabrito assado, apurado nas reconhecidas artes culinárias de trabalhadoras da Instituição.

Foram distribuídos presentes aos utentes e trabalhadoras da Santa Casa e a festa terminou com a actuação do Grupo de Jovens da Flor do Alva, que interpretou, com dedicatória especial aos mais idosos, músicas e canções alusivas ao Natal.

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 20 Dezembro , 2009, 08:13

A Flor do Alva, com a superior direcção do seu maestro, António Simões, prepara, com total empenhamento, um concerto natalício, que dedicará a toda a comunidade vilacovense no próximo Sábado, dia 26.

O ensaio de ontem (Sábado) foi, de acordo com as próprias palavras do maestro, bastante proveitoso, e é de esperar que os músicos da nossa filarmónica proporcionem um muito agradável concerto, com a apresentação de novos temas, alguns bem conhecidos, já que foram popularizados mundialmente pelo grupo nórdico os “Abba”.

Apesar de a regência de António Simões ser recente, percebe-se o seu "know how" nos resultados que começam a surgir, pelo que a Filarmónica, apesar de limitações estruturais, mormente a nível da qualidade de instrumentos musicais, já evidencia um novo estilo, que está a merecer generalizados aplausos onde quer que actue.

Uma das particularidades que o novo maestro regista com agrado, relativamente aos jovens músicos da Flor do Alva, é as suas disciplina, educação e espírito de camaradagem, ontem comprovados na forma como souberam empenhar-se durante o ensaio e, findo este, se entregaram a uma breve confraternização.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 18 Dezembro , 2009, 23:27

Vão longínquos os dois Natais que passei em Vila Cova. O primeiro, já lá vão mais de 50 anos, foi motivado pelas férias escolares do Natal. Vivia então nessa altura em Bencanta, Coimbra. Lembro-me que, quando me despedi do meu Pai, deitado no leito de enfermo, apenas me fez um aceno, muito cabisbaixo, muito dorido pela ausência que esses dias lhe motivavam. Inocente, não me apercebi da dimensão dessa postura. O facto de fazer uma viagem, o mudar de ares, eram por si só razão para alguma euforia da minha parte. Depois, lá vinha a noite de Natal, com os preparos festivos tão próprios dessas horas, num afã muito enternecedor que ainda hoje cultivo com muito empenho. Por essa altura o meu avô comprava um cordeirinho para que eu e meu irmão o levássemos em oferenda para o Menino Jesus. E as horas que antecediam a Missa do Galo passávamo-las numa perfeita adoração do animal, passando horas com ele ao colo, afagando-o incessantemente. Naquelas poucas horas criávamos pelo cordeirinho um laço tão forte que apenas faltava dormir com ele na nossa cama. E lá íamos depois à Missa do Galo, revezando-nos com o transporte do animal sobre o nosso pescoço, qual cachecol que nos aquecesse naquelas noites gélidas das cercanias da Serra. E por aí fora com o desembrulhar das prendas, com as iguarias sobre a mesa e tanta, tanta emoção. No dia de Natal após o almoço, rumava-se então à praça para que, em roda do cepo que ardia, se procedesse ao leilão das oferendas. Chegada a vez do cordeirinho, aí ficávamos lavados em lágrimas, motivadas pela separação que o ritual impunha. Uns últimos carinhos no ternurento animal e o desencanto a apoderar-se de nós. Depois era o voltar a normalidade e o anseio pelo regresso a casa. Regresso esse que não aconteceria.

O meu Pai faleceria a dois de Janeiro.

Um Bom Natal para todos os que têm Vila Cova no coração.

Quim Espiñal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Dezembro , 2009, 23:59

A nossa leitora, Maria Otília Jorge, enviou-nos um texto para o “Nas Tílias à Conversa” que, pela sua pertinência e oportunidade, não nos dispensamos de publicar neste espaço:

 

“Como toda a gente sabe o azevinho é uma espécie protegida, e o motivo é porque se encontra em perigo de extinção.

Como tal deve ser preservado.

Na altura do Natal é uma planta muito utilizada, por isso mesmo é que há pessoas que se dedicam à sua plantação e o seu objectivo é mesmo e só o comércio. Ou seja, é plantada somente com esse fim.

Nunca cortar ou arrancar um azevinho do seu habitat natural.

Qual não foi o meu espanto quando, há 2 dias atrás, resolvi dar um passeio pela Santiosa, sítio onde tenho um terreno e tinha também um azevinho.

Arbusto já de algum porte, e só não era maior porque todos os anos era visitado por alguém que lhe cortava alguns ramos.

O ano passado esse alguém levou um serrote e cortou parte substancial do azevinho, este ano fez o "favor" de levar novamente o serrote e cortou a parte que restava.

E assim se destrói um arbusto tão bonito, que é proibido cortar ou arrancar e que se encontra em terreno alheio.

Não se contentaram em levar umas pontas para enfeitar, levaram-no para fazer dele um pinheiro de Natal.

Que insensatez !!!

 

Maria Otília Jorge”

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 17 Dezembro , 2009, 00:17

Vila Cova, ontem, amanheceu branca. Hoje, chuva e frio. E à noite, no aconchego da fogueira, um poema...

 

Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

 

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

 

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

 

Fernando Pessoa

 

 


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