publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 26 Dezembro , 2009, 09:15

Menos presenças na Missa de Natal este ano, talvez porque há menos gente de fora a passar a quadra natalícia em Vila Cova.

Mas o ambiente de Natal esteve todo presente na Missa, com a Igreja decorada com motivos natalícios, o presépio, a árvore de Natal e a homília do Padre Cintra dedicada na íntegra ao nascimento de Cristo.

Uma passagem da homília que sublinho pela actualidade: “Cristo dedicou-nos a sua obra, deu-nos bens para os podermos usufruir. Respeitar esses bens, que também fazem parte da ecologia, é uma forma de respeitar Cristo, de respeitar Deus”.

Um dos momentos altos desta Missa é o tradicional beijo da imagem do Menino Jesus.  E é nesta simbologia que eu faço o principal nexo de ligação ao passado. E ao fazê-lo faço-o também ao futuro. Todos nós somos mortais. Mas, a celebração do nascimento de Jesus foi dos nossos antepassados, é nossa, na nossa actualidade, há-de ser, no futuro, dos nossos vindouros. O beijo a Jesus é a nossa participação ao vivo no presépio, a nossa ida ao local de nascimento de Jesus, que é de todos os lugares, numa representação ubíqua, que traduz a grande dimensão do mundo cristão a que pertencemos.

Nuno Espinal    

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 26 Dezembro , 2009, 02:43

Comentando o comentário de um leitor, não sei se o cepo que arde na Praça tem o significado do cumprimento da tradição. Porque já nem todos os anos arde e quando arde, como acontece este ano, arde porque um ou outro resistente se dispõe à iniciativa, num acto mais de recriar a tradição. É que já falta aquele impulso interior, que era de toda a comunidade, quando finda a missa do galo, espontaneamente o povo se deslocava à Praça para apreciar as labaredas do cepo e contrariar a frialdade daquelas noites gélidas de Dezembro.

 

Este ano lá se armaram uns troncos que cerca da meia noite de 24 irromperam em labareda. Uns tantos juntaram-se à sua volta, desataram-se conversas, trocaram-se votos de boas festas. Ainda hoje, sexta-feira, antes da Missa de Natal, associei-me a um grupo e procurei algum aconchego que mitigasse o frio que fazia. Lá estava o Sr. Benjamim e a sua habitual entrega à cavaqueira. E vieram recordações:

 

“Sabe? Aqui há uns anos, depois da missa do galo isto era uma festa. A mim calhou-me um ano ir com outros à hortaliça. E lá fui para a Datão, surripámos umas couves e repolhos, enchemos três sacas. O Dr. Júlio dava o bacalhau, o Toneca do Sr. Gouveia aparecia com uns garrafões de vinho, havia quem desse as batatas, quem desse o azeite, não faltava nada. Cozinhava-se em panelas de ferro, que se punham ao lume do cepo e depois comia-se e bebia-se junto ao cruzeiro. Era uma paródia, até às tantas.”

 

Pois devia ser… noutros tempos!

 

Nuno Espinal            

 

 


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