publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Outubro , 2009, 21:30

Dia 29 de Outubro, às 21 horas e 30 minutos.

Pavilhão Centro de Portugal

 

O concerto que encerra o Ciclo de Concertos Prestígio 2009 – projecto promovido, desde 2006, pelo Departamento de Cultura do Município em parceria com a Orquestra Clássica do Centro – homenageia Fernanda Rovira.

 

Natural de Coimbra, é uma personalidade que se destaca na área da música, sobretudo, no Canto, tendo dado um excelente contributo na difusão desta vertente artística, não só, em Coimbra, como no estrangeiro.

 

Fundou a Delegação de Coimbra da Juventude Musical Portuguesa, foi Directora e Professora de Canto do Conservatório Regional de Coimbra, entre 1961 e 2002 e fundou o Coro do Conservatório, hoje, Coral Poliphonico de Coimbra. Fundou, ainda, o Conservatório de Música David de Sousa da Figueira da Foz, em 1985.

 

Frequentou cursos em Barcelona, Santiago de Compostela e Milão e fez-se ouvir em vários concertos de música e recitais de canto.

 

Entrou para o Teatro Nacional de S. Carlos, como Solista Coral, em 1977 e, em 1980, ingressou no “Grupo Solista” do mesmo Teatro. Desde então, actuou em todas as Temporadas de Ópera, quer como coralista, quer como solista, pertencendo ao quadro de “Artistas Residentes” do Teatro até Outubro de 1997.

 

Orquestra Clássica do Centro

Maestro Virgílio Caseiro

 

 

ACESSO GRATUITO

 

www.pavilhaocentrodeportugal.net

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Outubro , 2009, 17:39

Crónica do jogo mais tarde


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 25 Outubro , 2009, 12:43

Salazar bendizia a pobreza, exaltando-a como virtude. “Pobre mas honrado”, era uma máxima enquadrada na moral do regime, enjeitada, contudo, por todos aqueles que verberavam o acantonamento à miséria do grosso da sociedade, vincadamente a sociedade campesina, que sobrevivia, em exclusivo, dos parcos recursos que retirava de uma agricultura de mera e débil sustentabilidade.

É nesta contextura que a imagem do doce “lar” de aldeia é apregoada, com o pai, trabalhador infatigável, pobre, é certo, mas pejado de virtudes e a mãe, zelosa da sua ninhada de filhos, todos eles sob a égide de costumes e moral pregados estes também pelo catolicismo. “Deus, Pátria e a Família”, era um lema.

Entretanto, e em especial nas cidades, existia uma classe média, na sua grande maioria pertencente ao escalão “classe média baixa”, que dispunha de recursos e meios um tanto superiores aos da população que, no campo, miseravelmente se sustentava da agricultura. Era gente desta classe média baixa que no Verão visitava e passava férias nas suas aldeias, mostrando sinais de posse e de rendimentos que, na relativização da penúria nacional, não deixavam de impressionar os aldeãos.

Eram os “lisboetas”, termo porque eram conhecidos aqui, em Vila Cova, e porventura em muitos lugares. Ser “lisboeta” era um estatuto, tinha reconhecimentos de apreço e a máxima do regime “pobre mas honrado” perdia qualquer suporte, nas comparações de condições de vida entre os da aldeia e os da cidade. A emigração para as cidades adquiria assim motivação que viria a ter concretização, e em reporte aos populacionais de Vila Cova, com expressão tímida nos anos 60 e mais acentuada e progressiva ao longo dos anos 70 e 80.

Foi nesta largada demográfica que uma jovem, corriam os anos 60, terá deixado a terra e arranjado trabalho em Lisboa como criada de servir. Ora, logo no seu primeiro ano de férias, saudosa da família e da terra, aí a temos uns dias a passá-los em Vila Cova. Ciosa do seu estatuto de “lisboeta”, decidiu-se em trajá-lo, armando ares de citadina e magicando estratégias que julgava as mais adequadas, uma das quais de total disparate. Ela, que desde cedo sempre trabalhara nas lides do campo, pôs-se um dia a questionar sobre objectos de alfaia agrícola: “Meu pai que coisa é aquela, para que serve?” “É uma roçadora filha, serve para roçar mato. Então não sabes?” “E aquilo ali, meu pai, o que é?” “E ali?” “Ó filha, raios me parta, aquilo é um ancinho, ali é uma foice…”

A patetice da jovem foi gozada e ridicularizada pelo povinho. E com razão. Transpondo o velho provérbio: “Quem das suas coisas desdenha…”

Mas, retomando a grande máxima de Salazar pode concluir-se que a honradez, seja ou não de gente pobre e em qualquer circunstância, até é coisa defensável. Mas, a pobreza?…

 

Nuno Espinal       

 

 

 


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