Atrai-me este cinzento de Outono. O preto e branco das coisas e, por sinestesia, um transporte ao passado, a recordações, a muitas memórias e sentimentos.
De quando em quando uma nesga de sol, como um belisque, que me acorda desta letargia, desta apatia, assumo mesmo, piegas.
Mas, que fazer? Não há volta a dar. De quando em quando é assim.
E lá está, neste reviver o passado, corre a década de cinquenta, um grupo de homens à Meda e as grossas bátegas a contrariá-los nas suas idas à fazenda.
E lá em baixo o Alva, a engrossar o caudal, de águas purinhas, purinhas…
Nuno Espinal
