publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 14 Outubro , 2009, 11:31

Decorreram ontem as eleições autárquicas pelas quais escolhemos quem nos deve representar na Autarquia, seja na Junta de Freguesia seja na Câmara Municipal.

 

Com possibilidade de vitória, à Junta de Freguesia de Vila Cova concorreram duas listas: PS e PSD/CDS. Ganhou, como é sabido, a coligação PSD/CDS.

 

Mas mais do que partidos, nestas eleições, são mais significativas para os eleitores as pessoas dos candidatos que encabeçam as listas opositoras.

 

É neste âmbito que quero situar-me.

 

Quero saudar o Rogério, com o respeito e a consideração devidas a quem perde, nele personificando o amigo e colega de escola um pouco mais velhito, cuja amizade tive sempre como certa e dizer-lhe que admirei a coragem de se propor a nova peleja eleitoral. Ele sabe - e eu também - que o futuro já não passa por nós, quando muito podemos dar uma ajuda aos mais novos, apontar caminhos, evitar que cometam os erros que cometemos e, dessa forma, ajudarmos Vila Cova.

 

Quero saudar a Dr.ª Cidalina Lourenço, que se propôs a estas eleições, em nome de um ideal tão nobre que não tenho as palavras necessárias e suficientes para exprimir a sua grandeza de carácter. Honra-me ter como presidente uma jovem desta estirpe e desejar-lhe as maiores felicidades no desempenho do seu mandato. Mais do que uma vitória eleitoral - as vitórias eleitorais são sempre efémeras - foi a vitória dos valores e essa perdurará na nossa memória colectiva.

 

Na qualidade de Presidente da Junta de Freguesia de Vila Cova do Alva não lhe vou pedir nada, mas sinto-me no dever de lhe perguntar o que posso fazer para ajudar e de me disponibilizar, na medida das minhas possibilidades, para dar o meu contributo.

 

Bem haja pela sua coragem. Felicidades.

 

José Oliveira Alves

 

 

Caro Zé Oliveira Alves:

 

Permite-me um breve comentário ao teu apontamento a propósito das Autárquicas em Vila Cova.

Faço-o por um exclusivo desígnio. Relevar um dos princípios que manifestas neste teu escrito, em que deixas bem expresso que nos rescaldos dos confrontos políticos também aos perdedores devem ser devidas saudações e respeito.

É patente que a tua vivência política e social, de largos anos, te instruiu na ponderação e no sentimento democrático que, há que reconhecê-lo em lamento, não são ainda práticas de muitos dos que nestes nossos universos convivem ou, talvez melhor, deles fazem parte. 

Porque observei comportamentos, em quantidade excessivos, e que muito me decepcionaram, acolho as tuas palavras como pedagógicas e potencialmente apaziguadoras, capazes de motivarem as reflexão e penitenciamento que para muitos serão, incontestavelmente, benfazejos.

Porque te reconheço estatuto social e elevação moral, forjados nos teus currículos de vida e na socialização em que estiveste envolvido pela família, escola e amigos, a atitude que aqui manifestas é, no meu entendimento, modelar e exemplificativa do que devem ser a vivência e posturas nestas nossas participações de acção política, de resto, para a grande maioria, lampejantes.

E estes, a quem aponto o dedo, não os incluo em qualquer grupo ou partido político especial. A questão é transversal nas comunidades, não discriminando, e que isto fique bem claro, qualquer grupo ou partido político.

 

Apenas uma pequena discordância às tuas palavras. Que ideia é essa de demissão do futuro?

Como tu bem sabes, meu caro Zé, o futuro constrói-se no presente. Reconheço-te capacidades intelectuais e éticas que te requerem neste presente, em que a toda a hora construímos o futuro.

Tu próprio e nós todos já construímos futuro no passado que protagonizámos com as dádivas que as nossas capacidades e empenhamentos possibilitaram.

E porque as tuas capacidades continuam intactas (direi até, mais apuradas) não te podemos dispensar neste presente do potencial que há em ti e que (passe a metáfora) será no mínimo um tijolo dos contínuos edifícios que espaçarão o futuro.

 

Um abraço, Nuno Espinal.

 


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