publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 09:45

Surgiam as primeiras chuvas e trovadas, os dias ficavam sombrios, Setembro já caminhava para os últimos dias, as férias escolares estavam no fim.

Invariavelmente, ano a ano, tudo a repetir-se. Com as férias, já longas, eram fatais os pares de namorados, consolidados na libido dos nossos jovens anos.

As tardes e noites chuvosas impunham convívios caseiros, em conversatas, jogos de cartas e, por vezes, em bailaricos. Recordo, nessas ocasiões, uma cançoneta francesa que nos era mágica: Derniers Baisers. Lembram-se?: Quand vien la fin de lété…

E como a expressávamos! Colávamos os corpos amantes, mãos apertadas, respirações a ofegarem, o beijo consagrador.

Nas árvores desenhávamos corações, os nossos nomes, os nomes delas. E nesta poesia da idade chegavam as horas das partidas. E que despedidas! Olhos nos olhos, longamente, juras de amor eterno, lágrimas até.

Também eu fui tocado por estas garras do cupido. Ela partiu, era manhã. Lágrimas recíprocas, claro. Depois poemas de amor. Escrevi-os arrebatadamente. Chegou a hora do almoço. A comoção permanecia. Não me contive. Lágrimas, mais lágrimas, já de saudade. Mas, oh ironia do destino! Essas lágrimas tão poéticas a caírem numa tão prosaica chispalhada de  porco!

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 08:39

A ideia está interessante e com muita piada, como eu aprecio. A vida é mais leve quando se leva assim, com boa disposição e humor fino. Evita rugas e faz bem ao fígado, como ouvi por aí dizer algumas vezes com graça!

Bem, a mim fazia-me arranjo, pois iria mais vezes ver gente amiga e voltava à base sem pensar que não tinha onde ficar.

Até quem sabe ir passar o dia à tal pretensa e futura praia fluvial. Era só fazer mais um pequeno desvio, já agora, por Coimbra e, pronto, quem sabe até se um dia não se podia ir do aeródromo Bissaya Barreto de Cernache aterrar aí algures (caso a pensar), pois em COJA já há onde e depois era só um pulinho.

Que me diz?

 

Lilinha

 


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