publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 12 Agosto , 2009, 09:54

De tudo o que por aí corre de poemas, assim designados na intenção e pretensão, que se catalogam no género de “poesia popular portuguesa”, de autores vilacovenses, apenas os de Carmina Madeira Ramos, não rejeitando alguma excepção que por enquanto desconhecemos, merecem o epíteto de poesia e de poesia popular.

Como dizia o grande António Aleixo:

 

Ser artista é ser alguém!

Que bonito é ser artista...

Ver as coisas mais além

Do que alcança a nossa vista!   

 

Ora é esta capacidade de “ver mais além”, de filosofar, de questionar coisas da vida, que definem a poesia popular de Carmina Madeira Ramos.

Sabemos de registos escritos da poesia de Carmina Ramos que estão, quase todos, na posse família, o que constitui a garantia dos seus resguardos, mau grado a sua peculiar veia “repentista” se ter perdido.

Mas, atendendo ao espólio que existe há a possibilidade de os tornar públicos e engrandecer a história cultural de Vila Cova.

Fica a ideia e a quase certeza da sua concretização.  

 

Septilhas de Carmina Madeira Ramos:

 

Ai triste da minha vida,

Ai triste do meu viver,

Eu vivo tão só no mundo

Que minha vida é sofrer

 

Tristezas não pagam dívidas,

Lá diz o velho rifão.

Mas quem pode andar alegre

Se as traz no coração?

 

 

 

Tristezas que estou vivendo,

Alegrias que vivi,

Minh’alma se despedaça

Por me ver assim sem ti.

 

Com amor e santidade,

Quem vive a vida com crença,

Quando sair deste mundo

Terá n’outro a recompensa.

 

 

Texto: Nuno Espinal

 


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