publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 03 Julho , 2009, 23:56

Com a pompa mínima (ainda bem) face à circunstância, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, inaugurou, hoje, dia 3 de Julho, o Serviço de Urgência Básica (SUB) do Centro de Saúde de Arganil.

Aberto desde o passado dia 1, tal como ontem noticiámos, o SUB de Arganil, é coordenado pelo médico Manuel Augusto Simões e funcionará 24 horas por dia, com dois médicos, dois enfermeiros e pessoal técnico,  todos em serviço permanente.

Na sessão relativa a esta inauguração, o Presidente da Câmara, Eng. Ricardo Pereira Alves agradeceu ao Governo a mais valia criada na área da saúde em Arganil, especialmente à Ministra já que ficou ligada a esta inauguração.

Importa referir que o funcionamento do SUB em Arganil contribuirá para que este concelho se afirme na área do “Pinhal Interior”, já que passará a servir ainda os concelhos de Oliveira do Hospital, Góis e Tábua e também os Miranda do Corvo, Lousã e Vila Nova de Poiares.

Entretanto, na sessão de inauguração, a Ministra referiu aspectos ligados à formação de todo o pessoal que integrará o SUB, de resto em ligação aos hospitais da Universidade de Coimbra. Salientou ainda a componente de telemedicina que permitirá uma ligação aos HUC e a pessoal médico especializado no apoio à resolução de problemas clínicos mais complexos. Destacou o facto de a população do concelho estar coberta na totalidade pelo “médico de família” e considerou o concelho de Arganil, em termos de saúde como modelar na sua organização, ainda que com questões a aperfeiçoar, dentro de uma dinâmica normal.

A Ministra dirigiu-se depois ao Hospital de Cuidados Continuados, que é gerido pela Santa Casa de Misericórdia de Arganil.  

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 03 Julho , 2009, 08:09

As fotos têm um valor documental incalculável, pois representam um passado, ainda que recente, que marcava Vila Cova no período estival quando a água, devido a prolongadas secas, nas fontes escasseava. As fontes (S. Sebastião e Santa Teresa), enchiam-se, em especial após as horas de trabalho nas fazendas, de cântaros e mulheres, que aguardavam, por vezes horas, que a sua vez chegasse. A fonte da Praça, nestes períodos, geralmente nem uma gota já pingava.

A ida à fonte era típica do mulherio e aos homens, nestes locais, apenas competia a tarefa de “tirar o ar à canalização” a fim de que a água, momentaneamente, jorrasse com caudal mais volumoso. Mas, era sol de pouca dura. Esgotada a água acumulada, tudo tornava à míngua e ao prolongado tempo de espera e lá emergia um típico folclore de gentes, adereços e cavaqueadas, estas ao jeito da linguarice, humorísticas, por vezes, outras maldizentes, sarcásticas e satíricas a poderem provocar risadas as primeiras e crispações as segundas, nestes casos com hipóteses de chegadas a vias de facto.

 

Depois veio o Saneamento Básico e as fontes a restarem-se silenciosas e, para muitos até inutilidades. Mas não! Ornamentos que tanto engraçam são, bem mais ainda, valores patrimoniais e da história.  

São de uma riqueza imensa!

 

Nuno Espinal   

(Um obrigado à Drª Palmira Barreiras pelas fotos)

 


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