publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 26 Junho , 2009, 08:46

Dia 25 de Junho, dia de piquenique, como diz a tradição. Desloco-me ao Alqueidão para perceber o ambiente. Nem vivalma junto à Capela. Espero e quando já passa das seis ponho-me em retirada. Alguns metros andados e do outro lado da estrada um velho teimoso. Todos os anos lá está. O Eng. Alexandre acompanhado da família e amigos. “Ainda é capaz de vir mais um ou outro. O Renato e a Família vêm sempre - diz-me. Sou convidado a beber um copo que acompanho com uns saborosos peixinhos da horta.

Compromisso leva-me até ao Centro de Dia. Os nossos amigos idosos, temerosos de uma ou outra nuvem ameaçadora, preferiram a certeza do habitual abrigo. Come-se o farnel que estava destinado ao Alqueidão. Há quem me desabafe: “Para mim até é melhor ficar por aqui, sabe? Lá em cima não resisto às saudades. E são tantas…O meu marido, que Deus tem, toda a família…”

Depois é a debandada, cada um no regresso ao seu sossego.

 

Não é o meu caso. Convite de amigo leva-me à Digueifel, à Quinta do Zé Carvalho. Vilacovenses, cojenses e arganilenses, entre os quais o Presidente da Câmara, em amistoso convívio. Come-se e bebe-se do melhor. O Zé Carvalho (fã do Alqueidão, mas também receoso da chuva)sempre extremoso com o neto Eduardo. O pequenito apregoa: Benfica, Benfica, Benfica… Não é nada Benfica, é Sporting, Sporting, Sporting… dizem alguns. Gera-se o despique clubista, cada um a puxar a sua brasa. Até que no meio da azoada surge, como perdida, uma voz: Académica, Académica… E logo o Eduardo meio perplexo: Camineta?

Surgem, entretanto, duas concertinas, canta-se o fado à desgarrada.  Emerge um cantador de eleição: o Dr. Avelino, o delegado de saúde.

 

As horas passam entre cantorias, chalaças, risadas e boa disposição. Mas, um outro destino já nos chama: A Praça, o âmago da Festa do nosso S. João.

 

Texto e Fotos: Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 25 Junho , 2009, 01:48

Aquilo é de furar os tímpanos e é mesmo caso para dizer: “até a barraca abana!”. Abana a barraca e abana tudo. E de tal maneira que, quando soam as batidas “baixo”, as nádegas tremem e treme todo o resto que há no nosso corpinho. Mas a malta gosta e a prová-lo está o grande número de pessoas que, à noite, apinhou a nossa Praça. Cheiinha! Bailou-se e a minha gente divertiu-se.

E quando assim é nada há a dizer senão felicitar os mordomos. Parabéns rapaziada. O primeiro dia parece ter sido em grande! Que sejam assim os seguintes.

 

Texto e Fotos: Nuno Espinal

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Junho , 2009, 18:40

 

Fotos:NE


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Junho , 2009, 18:06

 

Fotos: NE


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Junho , 2009, 02:19

 

Já passa das duas da manhã de 24. Mais logo, ao almoço, neste dia de festa que é o S. João, familiares e amigos juntam-se para degustarem saborosos pratos.

Chanfana parece ser o prato que recolhe preferências, mas também não hão de faltar Bucho, Galinha e até Coelho, entre outros.

Mas, sem diminuir o prazer gastronómico que a mesa oferece, o que releva nestes dias é a Festa, que tão bem se insere neste espírito tão peculiar e típico do beirão nestes meses de Verão.

Hoje em Vila Cova, depois no Barril, ou em Casal de S. João, em Vinhó, Anseriz ou em Coja. Tal como há dias em Arganil, nas “tasquinhas”. Mas, para que tudo aconteça, há sempre aqueles que tudo fazem, que tudo organizam, a quem tudo se deve. No S. João os mordomos, nas tasquinhas, um grupo de dirigentes e amigos do Vilacovense.

Para eles, o nosso muito obrigado.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 23:31

Ontem foi dia de montar o "cenário". E hoje à tarde tudo a postos mas ainda não mas não mais do que isso. Porém, à noite, com as luzes acesas, a música da “aparelhagem” já se fazia ouvir. E até é caso para se dizer:

Minhas senhoras e meus senhores, o pano vai subir. Eis o S. João de Vila Cova 2009!


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 23 Junho , 2009, 05:30

O Teixo de Vila Cova é uma árvore classificada e uma referência para o Instituto de Protecção da Natureza que actua na zona de Arganil.  

 

 

Vila Cova é de facto uma terra de singularidades. Vejam-se os seus solares, o seu centro histórico, os seus monumentos, a sua paisagem. E até uma árvore que é única no concelho. Trata-se do teixo, árvore de séculos, que adorna o tão pitoresco recanto da Senhora da Graça, na Mata do Convento.

Já dela falámos no Miradouro a propósito de um conto de Joaquim Leitão, que a refere em analogia com a compleição física de um personagem. É uma árvore vigorosa, de forte tronco, e que no contexto físico da Senhora da Graça exerce um poder que fascina. Contudo, em todo aquele porte fascinante há uma perversidade que pode até ser letal. Todas as partes verdes do teixo são tóxicas e os teixos já foram fonte de morte de muitos animais domésticos, em especial cavalos.

Esta a razão do seu abate sistemático desde há séculos, a tal ponto de hoje ser, em muitas zonas, uma árvore protegida.

Na antiguidade o teixo era uma árvore funerária, associada á morte e encontrava-se em muitos cemitérios. Contudo, este lado arrepiante do teixo é suplantado pela importância que veio a adquirir no campo da medicina. É que o teixo veio a tornar-se como um grande aliado da vida humana no combate a um dos grandes flagelos do séc XX, flagelo que ainda continua no séc XXI: o cancro. Do teixo extraem-se os “taxanos” que são uma das principais armas da medicina moderna para vários tumores como os da mama, pulmão, bexiga, próstata e muitos outros. E quem disto duvidar basta só que atente a história do maior ciclista desde sempre a nível mundial: Lance Amstrong que, acometido de um cancro nos testículos, deve a cura a um medicamento composto com um componente do “teixo”. Depois da cura, Amstrong foi o campeão que se sabe. 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Junho , 2009, 10:33

 

 

Realizou-se ontem, dia 21, a Assembleia Geral da Santa Casa de Misericórdia, convocada para discussão e deliberação da alienação de parte do terreno da Ribeira, a fim de ser alterado o curso da linha de água que naquela área passa a descoberto.

Pretende a Santa Casa a alteração daquele curso de água a fim de poder alargar as suas instalações do Centro de Dia e construir no terreno que lhe foi doado pelo Sr. José Pedro Leitão.

O processo, de pedido de alteração do curso da linha de água que passa no terreno do Centro de Dia, iniciou-se há mais de dois anos com o requerimento enviado ao Instituto Hídrico de Coimbra.

Obtido o deferimento, aquele Instituto faz contudo depender a respectiva autorização do parecer da Câmara, de resto processualmente obrigatório.

São precisamente as condições impostas pela Câmara, ao abrigo do seu legítimo poder discricionário e escudadas em regras do PDM que têm provocado alguma celeuma e incompreensão por parte de alguns associados da Irmandade da Santa Casa. 

Determinou a Câmara inicialmente (vidé figura) que, para a autorização ser concedida, a Santa Casa cedesse parte do seu terreno até ser perfeita a distância de 9,60 metros, a contar dos prédios sitos à Rua da Ribeira. Retorquiu a Mesa Administrativa a tal cedência por entender extremamente elevada a área que seria subtraída ao seu terreno. Recuou a Câmara fixando a distância não nos 9,60 metros iniciais mas em 6,40 metros. Nestes termos, a Santa Casa teria de ceder do seu terreno uma área de 2, 20 metros a partir da parede que limita o estradão da Rua da Ribeira.

Sendo esta a posição definitiva da Câmara, o Provedor apresentou-a à Assembleia para deliberação nos seguintes termos: ou é aprovada a alienação da faixa de terreno de acordo com a exigência da Câmara e é possível o alargamento das instalações do Centro de Dia ou, não havendo aprovação, o alargamento do Centro de Dia tem de ficar para já suspenso.

Posta à votação, a proposta de alienação do terreno foi aprovada com uma abstenção, ainda que antes alguns associados tenham abandonado a sala em protesto contra a exigência da Câmara.

Refira-se que a sessão contou, a convite do Provedor, com a presença do Professor Carvalhais, figura muito conhecida no concelho, que prestou informações técnicas muito valiosas para o esclarecimento dos presentes na Assembleia.

 

Nuno Espinal

 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Junho , 2009, 12:56

Síntese da intervenção da bióloga Sílvia Neves, na sessão sobre a “Rede Natura 2000”, apresentada na Biblioteca Alberto Martins, em Coja, no passado dia 19.

 

Ao longo de milhões de anos têm-se verificado na terra episódios de destruições de espécies devido a fenómenos naturais. Numa função de equilíbrio têm ocorrido períodos de recuperação verificando-se, muitas vezes, aumentos na diversidade biológica. O número de espécies que se julga existirem em todo o planeta é nas teorias mais reducionistas de cinco milhões e nas mais excessivas de cem milhões, sendo certo de entre as que de facto existem apenas cerca de dois milhões estão monitorizadas. No entanto, nos últimos anos, o ritmo de desaparecimento de espécies tem apresentado proporções impressionantes, com consequências muito graves para a riqueza da biosfera, em parte por errada intervenção do homem.

De entre as causas que mais contribuem para o desaparecimento das espécies apontam-se como principais os incêndios florestais, as espécies invasoras, a desertificação humana, a população envelhecida, abandono de técnicas agrícolas e florestação ancestrais, o desaparecimento de uma cultura de relação com a terra e o turismo desregrado e concentrado no tempo e no espaço.

Este desaparecimento assustador de espécies tem consequências graves para a própria espécie humana que depende da diversidade biológica para a sua própria sobrevivência. Quanto mais rica é a diversidade biológica maior é a oportunidade para descobertas no âmbito da medicina, da alimentação, do desenvolvimento económico e de serem encontradas respostas adaptativas às alterações ambientais.

Estima-se que 40% da economia mundial e 80% das necessidades dos povos dependem dos recursos biológicos.

Alertados pela situação preocupante afecta à diversidade biológica, governos e organizações de todo o mundo têm empreendido uma série de encontros dos quais têm sido tomadas medidas tendentes a regularizar e minorar o problema.   

É assim que surge a “Rede Natura 2000” uma rede ecológica para o espaço Comunitário da União Europeia resultante da aplicação das Directivas Habitats e Aves e que tem por objectivo contribuir para assegurar a biodiversidade através da conservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens no território europeu dos Estados-membros em que o Tratado é aplicável. É composta por áreas de importância comunitária para a conservação de determinados habitats e espécies, nas quais as actividades humanas deverão ser compatíveis com a preservação destes valores, visando uma gestão sustentável do ponto de vista ecológico, económico e social.

Daí que no nosso concelho tenham sido seleccionados “sítios” (Serra do Açor e Mata da Margaraça) considerados de importância para a biodiversidade, com algumas espécies de grande raridade e até únicas no mundo.

 

Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Junho , 2009, 11:03

 

Estou em Coja, em bicha de super mercado, outros mais em espera. Há quem fale do tempo, a conversa surge espontânea.
Diz uma senhora, cabelos brancos, bem brancos, da idade: - Quem me dera o tempo de antigamente…a gente sabia com o que podia contar. Estamos no verão, tanto faz este calorão hoje, como amanhã é capaz de chover e fazer frio. Isto dá cabo da pessoa!
Ainda na semana passada acendi a lareira! -  Diz um cavalheiro.
Surge uma jovem: - A culpa é deles. Dão cabo da Natureza, do ambiente…temos de nos informar, de nos esclarecer para poder intervir.
Todos aquiescem, sente-se que a “causa” é de militância a que ninguém se furtará.
 
À noite, dirijo-me à sala da biblioteca local, para uma sessão em que se falará na defesa da natureza, na conservação dos habitats naturais das fauna e flora no concelho.
Presenças na sala: conferencista, gente, meia dúzia, do apoio técnico, duas jornalistas, em cobertura ao acontecimento, vereador da cultura e esposa e… eu. Cadeiras, muitas, vazias.
Alguém compreende?!...
 
 
Nuno Espinal

 


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