publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 05 Maio , 2009, 01:22

Fotos de Fernando Vicente Alves


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 04 Maio , 2009, 08:01

Foram enfeitadas pela noite e na manhã do dia 3 lá estavam com ornamentos de flores e verdura, mostrando-se vaidosas a todos os que por elas passavam.

Cumpriu-se uma vez mais a tradição e ainda bem. Ainda não foi desta que vingaram os prenúncios dos habituais agoirentos. E que não o seja por muitos anos.

 

Fotos Antero Madeira e N.E.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 03 Maio , 2009, 19:10

 

Não deixem parar isto, por favor.
Era assim que Manuel Fernandes, o veterano dos da Malta, se expressava, no auge e na emoção do convívio.
Mas, este sentimento era geral. Todos, sem excepção, o comentavam. E até Brassard, velha glória dos anos sessenta da Briosa, ligado agora aos da Malta por via do casamento, referia, com sinceridade, quanto prezava este género de confraternizações.
E dizia-nos: O “encontro” tem sido muito interessante. É uma iniciativa que realça a amizade. Parabéns.
 
Estas são as primeiras imagens do “Encontro da Malta 2009”.
 
Efeméride de consagração da saudade? Em certa medida talvez um pouco. Mas só um pouco, porque, no essencial, confraternizou-se no presente a alegria de reencontros de companheiros que acamaradaram em tempos de um passado de Vila Cova e manifestou-se a convicção de que, no futuro, haverá novos “encontros” e o reforço de velhas e bonitas amizades.
 
 
Nuno Espinal
Fotos: NE
 
Quem quiser enviar fotos, que possam ser publicadas no Miradouro, deve fazê-lo para espinal.nuno@gmail.com
 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 02 Maio , 2009, 01:43


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 02 Maio , 2009, 01:35

 

 

A “Malta” começou por se reencontrar ontem na “Tílias”
 
 
Nas “estórias da malta”, revivido o episódio do acidental turista e do “inglêsteichane” que por lá se falou, acudiu-me à lembrança, a propósito do saudoso café do Vasco uma outra cena, em que os protagonistas fomos nós.
O café do Vasco era ponto de encontro obrigatório, logo de manhã, e era aí que se delineavam as actividades para o resto do dia. Esfregavam-se os calções nas cadeiras do café ao mesmo tempo que o pó era delas removido. E entre ditos e revisões das actividades do dia anterior, esperava-se a vinda da “camioneta das 10,30” na esperança de uma carta ou um postal, que naquela altura eram forma de comunicação muito usada. …Desatado o molho do correio, a assistência esperava com expectativa moderada que fossem lidos os nomes dos destinatários. E na sua loja da mercearia, tabacaria, papelaria, drogaria, etc., em voz alta o Vasco anunciava “fulano de tal” secundado de imediato pelo “presente” em resposta ao nome.
… - Nuno e Joaquim Espiñal …
- Presente!
 ” Meus queridos filhos. Espero que esta carta os vá encontrar de boa saúde assim como aos avós e demais família. Eu por cá vou andando…, etc., etc.”. E a terminar “…beijos para os avós e restante família. Muitos beijos para vós da mãe que muito vos adora, … Adelaide”.
Que saudades, meu Deus, dessas palavras escritas que nos enchiam a alma e tanto nos aconchegavam. Viessem elas de alguém da família ou da namorada distante. Que saudades dessa simplicidade que esgotava os nossos dias. E por ali nos ficávamos na parte da manhã, entre uma ida às mimosas ou uma amena cavaqueira nas imediações. A tranquilidade era apanágio daquelas manhãs de Verão.
Mas como os tempos eram outros e o dinheirito entre a rapaziada não abundava, tornava-se difícil sustentar o vício do “tabaquito”. Mais a mais que se aproximava o fim das férias e os fundos de maneio se tinham esgotado. Tornava-se então necessário prover às dificuldades da falta do cigarrito. Arquitectou-se um plano. O tabaco na loja do Vasco estava mesmo à mão. Só era preciso que um dos mais altos da malta se debruçasse sobre o balcão e, num ápice, transferisse um macito para este lado. E se bem se pensou, melhor se executou. Oh alegria dos deuses, sorver com avidez o fumo dum cigarro…Bem gerido, por dois dias estávamos safos. Depois repetir-se-ia a operação e assim se colmataria essa falta.
O plano resultou apenas duas vezes. O Vasco, avisado que era para estas coisas do negócio, dando pela falta dos dois maços de tabaco, também ele engendrou um plano para apanhar os descarados. O que, diga-se de passagem, não era tarefa difícil pelas rotinas da nossa actividade. Apanhados os meliantes, o Vasco, meio sério meio a brincar, lá nos chamou à razão fazendo-nos pagar os maços de tabaco, num misto de desculpem lá, mas tem que ser. Ficou por aqui a “estória”. Sem ressentimentos porque isso era palavra que não havia no vocabulário dos intérpretes. Aturou-nos muitas o Vasco. Mas é sempre de braços abertos que nos recebe.
Mais um episódio de “estórias da malta” para recordarmos no sábado.
Abraços.
Quim Espiñal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 01 Maio , 2009, 03:18

 

Há na beleza de Françoise Hardy um registo que em nada se distancia dos registos que padronizam tipos de beleza das jovens de hoje. A imagem da foto de Françoise Hardy, nos primórdios de 60, permanece com uma actualidade que me impressiona. Eu próprio, nos tempos de hoje, vejo-a, na foto, com uma dose de emoção, não longe da emoção que aqueles tempos me despertavam.
A diferença só existe na forma de sentir a emoção. Na diferença entre o jovem que na plenitude da sua juventude vibrava de paixão e o sexagenário, que hoje, na plenitude da sua maturidade, vibra na paixão da memória.
 
Tous les garçons et les filles de mon âge
Se promènent dans la rue deux par deux
 
Recordas-te? Era verão, as nossas férias em Vila Cova, corria o Verão de 63, ou talvez 64…
 
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux
 
Mal os primeiros acordes se ouviam, corríamos um para o outro, esta era a nossa música, era a nossa canção…
 
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent très bien ce qu'aimer veut dire

Depois um dia, outra vez a canção, a nossa canção, apertámos ainda mais as mãos, colámos ainda mais os corpos, os nossos corpos e foi o nosso primeiro beijo. Lembras-te?
 
Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
 
Depois veio o fim do verão, foi o fim de tudo desse verão.
Ou talvez não. Como ainda hoje o recordo…
 
 
Nuno Espinal

 

 


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