publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 12 Maio , 2009, 23:55

 

Fotos: NE

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 12 Maio , 2009, 08:11

O telemóvel banalizou, em absoluto, a comunicação telefónica. Há cerca de quinze anos, no entanto, ainda não era bem assim. Recordo-me de quando em Vila Cova apareci com um “motorola”, verdadeiro “pedregulho” em comparação com os actuais “teles”, a causar ainda alguma observação. Mas, meia dúzia de anos passados seriam suficientes para se assistir à vulgarização do telemóvel, tornando-se até elemento necessário na vida corrente.

Hoje é o que se sabe. Quem não dispõe de telemóvel? Exceptuem -se os mais idosos e não há ninguém que dele não disponha e o utilize como meio imprescindível no seu dia a dia. Perante a actual profusão, talvez os mais novos nem imaginem qual a implantação do telefone há alguns anos atrás em Vila Cova. Nem será preciso recuar muito. Basta uns trinta anos. Telefones (dos fixos) não mais que uma meia dúzia sendo que um deles era público.

E se recuarmos a 1931? Atente-se à notícia da Comarca de 1 de Setembro desse ano, a que tivemos acesso pela pesquisa da Drª Palmira Barreiras, e daremos conta da inauguração do telefone, em finais do mês de Agosto, em Vila Cova. Assinala, assim, essa notícia, a implantação, com toda a pompa e circunstância, do primeiro telefone da história de Vila Cova.

O 1º telefonema desde sempre feito de Vila Cova, foi efectuado, como acto solene das cerimónias da inauguração, para o Ministro do Comércio e teve como interlocutor o Presidente da Câmara de Arganil de então, Capitão António Pedro Fernandes. Outras individualidades estiveram presentes nessa jornada, sendo de destacar entre elas o representante da Administração Geral, Engenheiro Peres e Sá.

Os vários actos cerimoniais foram acompanhados pela população da terra que esteve sempre presente em peso, tendo a Flor do Alva “cumprimentado os visitantes com os seus sons musicais”. A festa terá sido imponente, a avaliar pelo relato do correspondente da Comarca de Arganil, que refere, por exemplo que “um extenso cortejo seguiu para o estabelecimento do Sr. António Ramos Ribeiro, encarregado da administração postal. No ar estoiravam foguetes e a animação atingia todas as almas”.

Para além das duas personalidades referidas, em representação do Estado e da Edilidade Arganilense, usaram da palavra, nos discursos efectuados durante as cerimónias, em representação do povo vilacovense, o Dr. António Camilo Ramos Leitão e o Padre Alfredo Nunes de Oliveira.  

De referir que as despesas referentes à implantação do telefone foram custeadas uma parte pelo Estado e uma outra parte, muito significativa, por donativos provindos de subscrição feita entre o povo de Vila Cova.

 

Nuno Espinal

 


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