publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 12 Abril , 2009, 09:38

Além da sua importância religiosa, a Páscoa é uma festividade pagã recheada de tradições e regras.

A Igreja Católica soube aproveitar festejos e ritos ancestrais para impor as suas cerimónias.

A Páscoa, que hoje comemoramos, é uma celebração muito antiga, muito anterior à morte e ressurreição de Cristo.

Os símbolos e os rituais foram evoluindo ao longo dos séculos e assimilados pelas diversas culturas.

O ovo – símbolo da fecundidade e da vida – surge, desde tempos antigos, ligado à celebração do equinócio da Primavera, época do ano em que a natureza se renova e reproduz.

O ovo da Páscoa é, na alquimia, símbolo do caos inicial e ao mesmo tempo representa o nosso planeta. É um símbolo universal.

O nascimento do mundo a partir de um ovo é a ideia comum a celtas, gregos, egípcios, fenícios, tibetanos, hindus, vietnamitas, chineses, japoneses, povos siberianos e indonésios entre muitos outros.

Na Páscoa cristã surge como símbolo da Ressurreição.

De Norte a Sul de Portugal há tradições ligadas à Páscoa.

No Norte do País manda a tradição que se ofereça ovos ao Padre aquando da visita Pascal.

Sobre a mesa e destinado aos mais novos deverão estar ovos coloridos que ilustram o mito da criação periódica.

Desde o século passado que se oferecem também ovos de chocolate. E também artísticos - na Rússia, em 1884, o Czar Alexandre III encomendou ao joalheiro francês Carl Febergé um ovo especialíssimo para oferecer à sua mulher. É uma jóia preciosa–esmaltado, o ovo abre-se e faz aparecer uma galinha com bico branco e olhar de rubi e dentro desta uma águia imperial incrustada de diamantes.

A partir daí, o Czar encomendou mais 57 ovos que ofereceu à esposa na Páscoas seguintes. Os ovos de Fabergé são de valor incalculável.

Muito mais modestos, os portugueses oferecem folares-bolos onde são implantados ovos cozidos cobertos por uma cruz feita com os restos da massa e que, geralmente, os padrinhos oferecem aos afilhados.

Há outras ofertas pascais com que os padrinhos, nalgumas regiões, costumam presentear os afilhados, tais como o pão-de-ló (ou rodilha), as roscas e as amêndoas ou que se oferecem ao Padre por ocasião da sua Visita Pascal.

Com as amêndoas ainda hoje se celebra um curioso “contrato” entre duas pessoas, independentemente do seu grau de parentesco ou amizade – no Sábado de Aleluia, ao cruzarem-se na rua, o primeiro que disser “enganchar, enganchar, para no dia de Páscoa mandar rezar” deverá receber daquele que perde um saquinho de amêndoas.

As várias ordens religiosas que foram aparecendo ao longo dos séculos, com as suas doutrinas “secretas”, ajudaram a conservar os antigos símbolos, os ensinamentos, os rituais e as iniciações.

Há muitas mais tradições. Referimos aqui as mais comuns.     

 


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