publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 20 Março , 2009, 20:25

Em meu nome pessoal e de todos os meus familiares, quero agradecer publicamente ao "Miradouro de Vila Cova" a notícia dada sobre o falecimento de meu pai, pois estou ciente que foi através do Portal que muita gente teve conhecimento do seu falecimento, como me é referido nos muitos telefonemas que tenho recebido, tanto de vilacovenses e barrilenses, mas também de gente anónima.

Aproveito a oportunidade para igualmente agradecer à Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, na pessoa do seu Provedor, Dr. Nuno Espinal, bem como ás Direcções das Filarmónicas de Vila Cova e Barril de Alva, dos Bombeiros Voluntários de Coja, SAGIC-Divisão de Investigação Criminal do COMETLIS e tantas outras pessoas que seria impossível agradecer individualmente.

A todos um sincero obrigado.


Abílio Pereira 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 20 Março , 2009, 00:05

Questões pessoais forçam-me a ter de permanecer em Carnaxide, em apartamento próprio, cerca de uma semana a dez dias. E digo “forçam-me” porque nada já há que me prenda atractivamente neste “habitat”.

O contraste entre os horizontes que avisto, (Vila Cova) que me extasiam em nasceres e pores de sol, por exemplo, e os que nunca avisto, (Carnaxide) ocultados por medonhos pedregulhos de cimento armado, ou, nas alvoradas, entre os cantarolares idílicos e os tremendos ruídos motorizados, propicia-me estados anímicos de bem-estar, num lado, e de tédio, no outro.

E as pessoas? O sociólogo Erving Goffman designou um fenómeno citadino como de “desatenção civil”. Os habitantes de cidades desenvolvem uma técnica, ao cruzarem-se nas ruas ou em outros locais, de se evitarem, fingindo ignorar-se ou ignorando-se mesmo.

Vivi em Carnaxide durante cerca de vinte cinco anos num monstro de prédio de 14 andares, com cinco apartamentos em cada andar. A população do prédio anda perto, em número, da de Vila Cova. Pois ainda hoje ao cruzar-me no átrio do prédio, ou num dos elevadores, com moradores de há já muitos anos, (salvo muitíssimo poucas excepções) nem um cumprimento, nem um reconhecimento de presença.

Valha-nos a nossa querida aldeia. O velho hábito da saudação permanece. Olá, Viva! – diz-se. Que reconfortante!  

 

Nuno Espinal       

 


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