publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 03 Março , 2009, 10:26

O azar, que o cativou em camas de hospitais durante largos dias, já é coisa do passado e ei-lo regressado à ribalta dos acontecimentos em que a sua Flor do Alva, de que é Presidente, se envolve. Move-se nas coisas com o sentido de oportunidade que lhe tributa a sua perspicácia  e sempre atento às matreirices humanas que neste mundo são bem menos raras do que se desejaria.  

José Raimundo é um optimista por natureza. E é este optimismo que o faz sempre acreditar. E é a sua crença que o faz sempre conseguir. O carnaval 2009, por exemplo, em vila Cova, bem pode considerar-se um feito. Um cortejo bem organizado, muito participado em número de carros, a graça satírica muito diversificada e criativa, e centenas de pessoas a assistir:

Surpreendi-me com tanta gente ao longo da estrada, vinda de várias terras do concelho, diz-nos José Raimundo. Vila Cova é uma terra que não tem mais de duzentas pessoas, e umas cinquenta, ou mais, estavam envolvidas no desfile. Daqui pode-se deduzir o número de pessoas de fora que foram atraídas até cá.

Atraídas primeiro e seduzidas depois. E isto porque o cortejo teve graça, foi animado, provocou diversão.

De facto o cortejo foi bem divertido, refere-nos José Raimundo. Mas isto é um trabalho de equipa no qual incluo os organizadores e os participantes no desfile e nos carros alegóricos. Quero ainda aqui fazer um agradecimento especial aos meus colegas de Coja, da Fanfarra de Bombeiros. Foram um espectáculo e uma mais valia preciosa para o nosso Carnaval. E quero fazer um destaque que é da maior justiça salientar. A presença de um carro alegórico vindo do Barril de Alva.

Ao contrário de Vinhó e de Casal de S. João que sendo da freguesia parece terem ignorado o Carnaval de Vila Cova. Vinhó chegou mesmo a enviar, na terça-feira seguinte, um carro ao desfile de Coja. Porque não a Vila Cova?

Não vou dramatizar a questão, diz-nos José Raimundo. Quero acreditar que para o ano vamos poder contar com eles. Gostamos sempre de os ter connosco.

E sobre uma alegada pressão para que a sátira fosse controlada?

José Raimundo ri-se e é claro na resposta: o Carnaval é uma forma de podermos brincar e podermos pregar partidas uns aos outros. Partidas e brincadeiras que podem acontecer de muitas maneiras, incluindo com as quadras populares. Isto para mim é que é a essência do carnaval, este lado lúdico da crítica, da sátira. Sem isto o Carnaval desaparece. Ora, seria impensável sacrificarmos este aspecto a troco do que quer que fosse. Só gente mal intencionada e perversa acredita que nos submeteríamos a qualquer chantagem. Agora o que não toleramos é a calúnia, a crítica maldosa, com intuitos ofensivos, sob a capa, quase sempre, do anonimato. E isto não tem nada a ver com censura, tem a ver, isso sim, com o respeito pela dignidade de cada um. E o mesmo princípio aplicamos à crítica pretensamente política e de âmbito meramente oportunista e pessoal. Tirando estes constrangimentos, e nem que venha o Papa, tudo foi e será sempre permitido.

 

Nuno Espinal

 


comentários recentes
Pode publicar. Achamos importante que o faça. Obri...
É uma informação muito importante.Espero que não s...
O texto relaciona.se, de facto, com minha tia e ma...
Sim, de facto Maria Espiñal, minha tia, era escrit...
Minha Mãe sempre me disse que a madrinha dela era ...
Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
O post anterior é assinado por mim Nuno Espinal
Não estive presente no jogo e nunca afirmo o que n...
Março 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9


22
24

30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds