publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 06 Novembro , 2008, 00:48

 

Vila Cova parece estar na moda. Pelo menos bem badalada tem sido nos últimos tempos. Provam-no os espaços que lhe têm sido dedicados em jornais (e não só os regionais) com destaque para os artigos de abordagem histórica que a Comarca de Arganil tem publicado nas suas últimas edições, da autoria da Professora Regina Anacleto.
Justo é, contudo, que se atribua ao 3º capítulo da Confraria do Bucho razão desta súbita ribalta.
A ver vamos se tanto “parlatório” não se emudece nos tempos. Por isso, que venham os frutos, ainda que para já os egos vilacovenses razões tenham para algum inchaço.
Ora vejam só este breve excerto retirado de um dos “Bilhetes Postais, regularmente escritos na “Comarca”, pela pena de António B. C. Cardoso.
 
Quarta-Feira/Vila Cova de Alva: Foi uma novidade para mim esta linda vila. Já tinha por lá passado duas ou três vezes. Passando somente pela estrada que atravessa a terra não nos apercebemos de tanta riqueza histórica que se encontra em péssimo estado, como dizia a Professora Regina Anacleto, mas a «gritar»:- cuidem de mim, eu sou a história do passado, que tenho de estar presente no futuro. O bucho serviu, nesta realização do seu 3º Capítulo, para dar a conhecer a terra e alguns dos seus monumentos, que se saúda fortemente. Para já abriu-me o apetite para lá passar um dia e saboreá-la com outros olhos.
 
 
Nuno Espinal
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 04 Novembro , 2008, 23:54

 

O jogo, à partida, perspectivava-se difícil, já que o Vilacovense não dispunha de alguns dos seus jogadores, impossibilitados de poderem comparecer. Mas, esta contrariedade em nada afectou o rendimento da equipa, que manteve a sua habitual consistência e justificou plenamente a vitória, já que a sua superioridade foi sempre evidente ao longo do jogo.
De lamentar um acontecimento, aos 75 minutos, que vitimou um jogador da equipa adversária que, numa jogada fortuita, caiu mal e se lesionou seriamente. O jogo esteve interrompido durante cerca de quinze minutos, até à chegada de uma ambulância que o transportou ao hospital. Desejamos-lhe rápida recuperação.
Este episódio talvez tenha perturbado os jogadores do Bobadela, que a partir daí enveredaram por alguma dureza, a ponto de três deles terem sido expulsos.
 
Constituição da equipa:
 
Guarda-redes Paulo Henriques;
Defesas: Kikas, Brito, António Cruz e Fábio Gaspar;
Médios: Marco Paulo, Hugo, Wilson e Paulo Ribeiro;
Avançados: Marco António e Mota
 
Substituições: Fábio Gaspar por Rui Madeira e Paulo Ribeiro por Fernando.
 
Os golos foram aontados por Hugo de grande penalidade aos 38 min. e por Brito aos 57 minutos.
 
Treinador: Rui Madeira
 
Directores presentes: Carlos Antunes, António Leal, José Nobre e Luís Manuel.
 
No próximo Domingo o Vilacovense defronta às 15 horas a equipa de S. Gião.
 
 
Nuno Espinal/Fábio Leitão

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 03 Novembro , 2008, 23:47

 

Em Coimbra, as latadas referem-se à iniciação dos caloiros no início do ano lectivo. E no cortejo, os caloiros são obrigados a trajes de fantasia ao gosto dos doutores da praxe. E como os ditames da praxe são leis a cumprir, o João de Figueiredo lá se cobriu de vestes fantasiadas, de amarelo na cor, não fosse o seu curso Medicina.
Conhecemos o habitual ar circunspecto do João. Mas nestas festividades académicas, que só em Coimbra assumem uma afirmação genuína, até o mais sisudo se rende a tão típicas galhofeiras.
Caro João, deixo-te num abraço a certeza dos teus êxitos nos estudos.
E, já agora, abraços também à mãe babada e ao irmão orgulhoso.
 
 
Nuno Espinal
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 03 Novembro , 2008, 09:23

 

O tempo da “força no bombo e lá vai disto” já às calendas pertence. As bandas à moda de “Quadrazais”, típicas dos velhos bailaricos do passo em frente, do passo atrás, deram lugar às filarmónicas dos concertos, que prendem a atenção de centenas de pessoas, que se dispõe a ouvi-las na presunção que é de música que se trata.
A razão desta mudança, que nos últimos anos vingou nas nossas filarmónicas, deve-se, fundamentalmente, a três factores:
 
-Novos Maestros com formação musical académica, com outros saberes, metodologias e processos de formação musical e disciplina de ensaios, com gostos musicais de outros patamares, que trouxeram variedade de estilos musicais e outras “performances”, atractivos à participação de novos executantes das camadas jovens e de público espectador;
 
-Grande participação de jovens nas bandas filarmónicas, com outros “estares” e sensibilidades, conjugantes com as novas perspectivas impostas pelos novos maestros;
 
-Integração de executantes mais antigos nesta nova filosofia das bandas filarmónicas que, por força das alterações ocorridas, se seleccionaram como os de melhor desempenho e qualidade musicais.
 
O que ontem em Coja se passou, no concerto das comemorações do 140º aniversário da Filarmónica local, a “Pátria Nova”, vem confirmar toda a evolução que vem acontecendo nas bandas filarmónicas do concelho.
No Pavilhão Ginmo-Desportivo de Coja actuaram a banda anfitriã, a Pátria Nova, a nossa Flor do Alva, a Associação Filarmónica Barrilense e a Filarmónica da União Recreativa Musical Pomarense, num concerto que durou cerca de três horas, com as bancadas repletas de um público (Presidente da Câmara incluído) sempre muito presente   e que no final pôde assistir a uma fantástica interpretação das quatro bandas em conjunto.
Para o pleno do concelho faltou a Filarmónica de Arganil que, segundo as palavras do Nuno Mata, Presidente da Direcção da Pátria Nova, não esteve presente por ter de cumprir um compromisso em Santiago de Compostela.
 
Quanto à nossa Flor do Alva, as palavras entusiásticas que o Maestro Ricardo Calado dirigiu aos músicos, no final da sua actuação, são elucidativas: Um grande muito obrigado e parabéns.
A alegria do maestro era bem compreensível. O público despediu-se da nossa Flor do Alva com uma grande ovação e de pé.
Que orgulho, minha gente…
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: Nuno Espinal e Zé Santos
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 02 Novembro , 2008, 22:56

O Vilacovense soma e segue. Em três jogos 9 pontos, 12 golos marcados e apenas 1 sofrido. Que venha o próximo.

 

(crónica do jogo mais tarde)

 

 

Notícia: Fábio Leitão


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 02 Novembro , 2008, 11:33

 

Olá Nuno
 
Tive pena que não estivesses hoje em Vila Cova.
Hoje o ponto de encontro não era nas tílias nem no café...mas sim no Cemitério.
Caiadinho de novo pela Junta de Freguesia, eram tantas as flores e as luzes nas campas!
E quando para lá me dirigi, pelo entardecer das 6 horas, fui encontrando todas as pessoas que, nem que seja pelo menos neste dia, rumaram até lá e lembraram os seus familiares e amigos
Andámos em todas as campas, acendendo as velas, ajeitando as flores, relembrando os que partiram. Acendemos algumas velas naquelas que já não têm ninguém para o fazer.  
 
Gostei especialmente da maneira como uma campa estava decorada. Era tão simples. Não tinha arranjos de flores trazidos de qualquer florista especial nem rosas magníficas ou outro tipo de flores que chamasse a atenção: apenas uma simples cruz feita de florinhas da mesma côr e sem caule tendo o final da cruz um triângulo com o interior preenchido com outras de côr diferente e dispostas muito direitinhas. Tão simples e com tanto amor!
Como me lembrou a minha infância. Eram assim decoradas todas as campas.
 
Entretanto, alguém passou e lembrou as missas dos Fiéis Defuntos pelas 5 h da manhã. E foi o relembrar. Os sinos tocavam uma hora antes e toda a aldeia se levantava. Era das missas com mais afluência. Penso que ninguém ficava em casa. Um frio de rachar. O Padre Januário lá estava e seguia-se a procissão para o cemitério. Todos com velas, junto às campas dos seus familiares ou amigos.
Que momento! Uma emoção muitas vezes acompanhada de lágrimas!
 
 
E começava a amanhecer.... e sim, a padaria do Arsénio estava a laborar e lá ia tudo comprar o pãozinho para o pequeno almoço (uns papossecos tão quentinhos e com bicos) pois era dia de trabalho e eu tinha de ir para a escola da D. Anita ou da Gininha...
 
 
Texto: Guida d’Abranches Figueiredo
Fotos: Fábio Leitão
 
 
 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 02 Novembro , 2008, 11:23

A foto chegou-nos com a legenda: "Dia das Bruxas em Vinhó". Bruxas? Com estas tão bonitas caras não serão antes Fadas?

 

 

Foto:Hugo Lopes


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 01 Novembro , 2008, 23:19

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 01 Novembro , 2008, 19:39

A história do “Ti Zé da Laura”, de contornos trágico-cómicos, teve um desfecho feliz. Como feliz foi o rescaldo das vivências, nestes episódios da Guerra 1914-1918, dos irmãos (na foto) António e Albertino Nunes Mota. Também viveram peripécias bélicas em França (passe o eufemismo) como combatentes na 1ª Guerra Mundial, regressando, contudo, ilesos, apesar dos perigos porque passaram.
O Sr. António Nunes Mota (pai do Sr. José Nunes Pereira da Fonseca) foi alfaiate em Vila Cova, tendo posteriormente transferido a sua oficina de trabalho para Lisboa. Já seu irmão Albertino manteve-se ao serviço das Forças Armadas, tendo incorporado a Banda Musical do Exército. Após a reforma militar foi mestre da Flor do Alva.
Mas, guerras são guerras e nem todos têm sorte igual. A morte foi o destino de um soldado vinhozense. A Comarca de Arganil noticiava numa das suas edições de 1917:
“Morre em França o primeiro soldado do concelho de Arganil, António da Silva, de Infantaria 23, Natural de Vinho que tinha embarcado para França em 23 de Fevereiro de 1917”.
 
 
 
Nuno Espinal

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