publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 20 Novembro , 2008, 01:54

O documento que generosamente me foi dado pelo Eng. Alexandre Cruz, referente a uma “resalva definitiva” do serviço militar de um meu tio-avô, Abílio Nunes de Figueiredo, tem a curiosidade da sua antiguidade (1906) e de algumas particularidades que se revelam curiosas e definidoras da época. Uma delas será até um pouco chocante quando, nas referências a características anatómicas desse meu tio, lhe classifica a cor de pele (branca) como …natural! Enfim, tempos…
Este meu tio, que é referido no documento como estudante e com a idade de 20 anos, morreu muito novo e até nem tempo teve de concluir o seu curso de Direito.
Surge na foto de família (e que foi publicada por nós em 11 de Abril de 2007) como o primeiro do lado esquerdo, sendo esta foto das mais antigas até hoje editadas pelo Miradouro. Retrata a família nuclear de António Nunes d’Oliveira, (meu bisavô) que foi professor em Lourosa, e residiu, a partir de cerca de 1880 em Vila Cova, vindo da Cerdeira. Dos 12 filhos que teve de Maria Augusta Quaresma de Figueiredo, a Morgada da Cerdeira, três nasceram, para além do meu tio Abílio,  já em Vila Cova. Os três estão nesta fotografia e são, era assim que os chamavam, o Quinzinho (o 1º à direita, meu avô), a Gracindinha , ao colo da mãe e o Manelinho , de branco, frente ao pai.
A família Figueiredo d'Oliveira chegou a ser bem numerosa em Vila Cova e marcou, em determinada época, algum peso no quotidiano da terra. Os tempos e as suas circunstâncias esbateram o peso presencial desta família, não havendo um único, dos seus descendentes, que hoje resida a tempo permanente em Vila Cova.
Mas, esta realidade não é, afinal, marca exclusiva desta família. O permanente êxodo de naturais de Vila Cova, mais sentido ainda nas últimas décadas, para paragens bem mais apelativas por oferta de melhores condições de vida, tem reduzido substancialmente a população de Vila Cova e minguado e, até, feito desaparecer famílias antes significativas e numerosas em Vila Cova. Afinal, um sinal, de algum modo deprimente, dos tempos que vivemos.
 
 
Nuno Espinal
 
 

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