publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 03 Novembro , 2008, 23:47

 

Em Coimbra, as latadas referem-se à iniciação dos caloiros no início do ano lectivo. E no cortejo, os caloiros são obrigados a trajes de fantasia ao gosto dos doutores da praxe. E como os ditames da praxe são leis a cumprir, o João de Figueiredo lá se cobriu de vestes fantasiadas, de amarelo na cor, não fosse o seu curso Medicina.
Conhecemos o habitual ar circunspecto do João. Mas nestas festividades académicas, que só em Coimbra assumem uma afirmação genuína, até o mais sisudo se rende a tão típicas galhofeiras.
Caro João, deixo-te num abraço a certeza dos teus êxitos nos estudos.
E, já agora, abraços também à mãe babada e ao irmão orgulhoso.
 
 
Nuno Espinal
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 03 Novembro , 2008, 09:23

 

O tempo da “força no bombo e lá vai disto” já às calendas pertence. As bandas à moda de “Quadrazais”, típicas dos velhos bailaricos do passo em frente, do passo atrás, deram lugar às filarmónicas dos concertos, que prendem a atenção de centenas de pessoas, que se dispõe a ouvi-las na presunção que é de música que se trata.
A razão desta mudança, que nos últimos anos vingou nas nossas filarmónicas, deve-se, fundamentalmente, a três factores:
 
-Novos Maestros com formação musical académica, com outros saberes, metodologias e processos de formação musical e disciplina de ensaios, com gostos musicais de outros patamares, que trouxeram variedade de estilos musicais e outras “performances”, atractivos à participação de novos executantes das camadas jovens e de público espectador;
 
-Grande participação de jovens nas bandas filarmónicas, com outros “estares” e sensibilidades, conjugantes com as novas perspectivas impostas pelos novos maestros;
 
-Integração de executantes mais antigos nesta nova filosofia das bandas filarmónicas que, por força das alterações ocorridas, se seleccionaram como os de melhor desempenho e qualidade musicais.
 
O que ontem em Coja se passou, no concerto das comemorações do 140º aniversário da Filarmónica local, a “Pátria Nova”, vem confirmar toda a evolução que vem acontecendo nas bandas filarmónicas do concelho.
No Pavilhão Ginmo-Desportivo de Coja actuaram a banda anfitriã, a Pátria Nova, a nossa Flor do Alva, a Associação Filarmónica Barrilense e a Filarmónica da União Recreativa Musical Pomarense, num concerto que durou cerca de três horas, com as bancadas repletas de um público (Presidente da Câmara incluído) sempre muito presente   e que no final pôde assistir a uma fantástica interpretação das quatro bandas em conjunto.
Para o pleno do concelho faltou a Filarmónica de Arganil que, segundo as palavras do Nuno Mata, Presidente da Direcção da Pátria Nova, não esteve presente por ter de cumprir um compromisso em Santiago de Compostela.
 
Quanto à nossa Flor do Alva, as palavras entusiásticas que o Maestro Ricardo Calado dirigiu aos músicos, no final da sua actuação, são elucidativas: Um grande muito obrigado e parabéns.
A alegria do maestro era bem compreensível. O público despediu-se da nossa Flor do Alva com uma grande ovação e de pé.
Que orgulho, minha gente…
 
 
Texto: Nuno Espinal
Fotos: Nuno Espinal e Zé Santos
 
 

 


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Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
PARABÉNS à nossa FILARMÓNICA!
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