publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 23:28

 

Dos vários comentários, entre as muitas conversas que testemunhei, no rescaldo do III Capítulo, um há que retive porque sintetiza, no que me pode parecer, a apreciação global do que se passou em Vila Cova.
 
Dizia alguém: “escolher um local que tenha o carisma de Vila Cova para o próximo Capítulo não vai ser tarefa fácil. Correu tudo tão bem que a fasquia ficou muito alta”.
 
Houve, de facto, uma boa organização, com tudo pensado ao pormenor. Mas, se esta vertente foi um dos méritos dos organizadores, a principal razão do êxito conseguido estará na grandeza dos monumentos de Vila Cova e na beleza natural da terra. Dizia o Jornal de Arganil, em título: Confraria obriga pessoas a olharem para património vilacovense.
Foi este o grande propósito dos organizadores do Capítulo, ou seja, o enfoque nestas preciosidades que são os monumentos e no pitoresco da vila, referidas, pelo Presidente da Câmara como “jóias” do concelho. Os cortejos dos confrades ligaram propositadamente Igreja Matriz, Misericórdia, Pelourinho, Igreja do Convento e Senhora da Graça. Num tão pequeno espaço é surpreendente a grandeza de tanta história. Há no entanto que dar à “história” a dignidade que nos deve merecer. A degradação dos monumentos requer acções urgentes. Talvez que a visibilidade a que Vila Cova esteve exposta, neste III Capítulo, possa vir a ser um ponto de partida. A ver vamos, o que nos vai reservar o futuro. Ainda que o futuro, o da recuperação e requalificação do património de Vila Cova, também sejamos nós, vilacovenses, que o tenhamos de construir.
 
 
 
Nuno Espinal   
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 21 Outubro , 2008, 00:26

 

 
Contra a evidência dos números (neste caso golos) pouco há acrescentar. Apenas que o Vilacovense promete e está já a criar naturais expectativas junto dos seus adeptos, até porque tem evidenciado um futebol de qualidade, com jogadas bem delineadas e pontaria bem afinada.
 
Neste jogo, a constituição da equipa foi a seguinte:
 
Guarda-Redes: Paulo;
Defesas: Fábio Leitão, Bruno Brito, Kikas e Fábio Gaspar;
Médios: Hugo, Marco Paulo, Bruno Carvalho (cap.) e Sérgio;
Avançados: Mota e Marco António
 
Substituições: Hugo por Wilson (45 min.), Mota por Rui Madeira (60 min.) Fábio Leitão por Fernando e Sérgio por David (70 min.) e Fábio Gaspar por Bruno (75 min.).
 
Suplente não utilizado: António Antunes;
 
Os golos do Vilacovense foram apontados aos 5 min. e aos 50 por Marco António, aos 40 e aos 75 min. por Bruno Carvalho e aos 65 min. por Wilson. O golo do Vilela foi marcado aos 40 min., através de uma grande penalidade.
 
Treinador: Rui Madeira
 
Directores Presentes: José Nobre; Carlos Antunes; António Leal
 
 O próximo jogo vai ser disputado no Domingo, em Vila Cova de Alva, pelas 15 horas, contra a equipa de Aldeia das Dez.
 
 
Nuno Espinal/Fábio Leitão

publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 20 Outubro , 2008, 23:47

 

Um grupo de senhoras, todas elas componentes do Rancho “As Flores”, subiu ao palco e deu o tom, que arrastaria todos os presentes na sala para o canto em uníssono dos “parabéns a você”. Só que o “você”, nesta celebração aniversariante, não se resumia a um mas a dois: A Associação de Moradores e o Rancho as “Flores”. A festa destes aniversários passou-se no sábado, no salão da Associação de Casal de S. João, num almoço que reuniu não menos de 150 pessoas, entre as quais cerca de 40 convidados. Destes, destaque-se a presença do Presidente da Câmara, Eng. Ricardo Pereira Alves, que haveria de intervir para elogiar e citar como exemplo tudo o que de associativismo a comunidade de Casal de S. João representa.     
A Festa prosseguiria no Domingo com as actuações do Rancho as Flores e de um Grupo de concertinas do Concelho de Trancoso, que se exibiram perante uma plateia que encheu por completo o Salão da Associação de Moradores.
Casal de S. João está de parabéns. Como de parabéns está o Presidente da Associação e do Rancho, Sr. Arménio Santos, por toda a dinâmica e entusiasmo que tem imprimido no progresso e na afirmação cultural da sua comunidade.
 
 
Nuno Espinal/António Tavares

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 20 Outubro , 2008, 15:21

 

Encontram-se internados em hospitais em Coimbra os Srs. José Pereira da Fonseca e Fernando dos Santos Ribeiro.
Também se encontra internada nos HUC a utente do Centro de Dia Maria Domicilia Neves.
A todos desejamos rápido restabelecimento.

publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Outubro , 2008, 23:47

 

Diz quem a este jogo assistiu que este resultado sensacional doVilacovense, no 1º jogo do Campeonato que hoje disputou, poderia até se mais dilatado.
Crónica do jogo mais tarde
 
Fábio Leitão

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 19 Outubro , 2008, 12:31

 

Afoito-me, uma vez mais, a questionar os critérios que determinaram a posição da Igreja, ao recusar a utilização da Igreja do Convento, na cerimónia de Entronização do III Capítulo da Confraria do Bucho em Vila Cova. E faço-o, entre outras razões, porque me recuso ao temor reverencial, que parece tolher a voz e os comentários de alguns, mantendo-me sempre, contudo, no respeito a que nunca me coibi, até porque não deixa de me pesar a minha vertente católica.
Vem isto a propósito da recente autorização, por parte do Episcopado de Coimbra, de que na Igreja Matriz de Coja fosse realizado um espectáculo musical integrado na programação de aniversário da Filarmónica “Pátria Nova”.
Diz o Cânone 1210 (Código de Direito Canónico), arremesso invocado na recusa de utilização da Igreja do Convento:
 
“No lugar sagrado apenas se admita aquilo que serve para exercer ou promover   o culto, a piedade, a religião; e proíbe-se tudo o que seja discordante da santidade do lugar. Porém, o Ordinário pode permitir acidentalmente outros actos que não sejam contrários à santidade do lugar.”
 
Ora, poderia a Igreja proibir todo e qualquer acto não sagrado, posição provavelmente radical mas legítima, atendendo ao preceito. Mas não tem sido, o cânone assim o permite e ainda bem que assim é, este o procedimento.
Os templos católicos, pela sua acústica, pelo ambiente de intimidade e de reflexão, pela sua imponência interior são espaços desejados para a realização de certos eventos. Compreende-se que haja dos responsáveis da Igreja receios de utilizações que venham perturbar o espírito sagrado que, nos templos, nunca poderá e deverá ser desvirtuado. Mas, então que se criem regras, regulamentação, que se devem, no mínimo, à sociedade católica, atendendo à responsabilidade que incumbe à Igreja face à sua missão pública. Regras e regulamento que nos digam o que pode ou não ser autorizado, para que não subsistam dúvidas e interpretações erradas quando, a pedidos de permissão, as respostas forem de indeferimento. 
Autoriza-se, por exemplo, na Igreja de Folques, em utilização permanente do culto, a exibição da “Ópera do Malandro” de Chico Buarque e o “Auto da Maria Parda” de Gil Vicente. Recusa-se a cerimónia da entronização na Igreja do Convento, raramente utilizada ao culto.
Dualidade de critérios ou será que a Confraria do Bucho tem na prática actos contrários à santidade requerida?
 
Nota pessoal: o grupo “Os Ensaios da Noite”, que se exibiu ontem na Igreja Matriz de Coja, pela sua muita qualidade, é uma das preciosidades culturais do concelho, e pelo qual tenho a maior admiração.
 
 
Nuno Espinal
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 18 Outubro , 2008, 00:49

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
 
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se alguma houve, as saudades.
 
O tempo cobre o chão de verde encanto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
 
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
 
Luís de Camões
 
 
 
Um novo ano escolar começou com as tradições e contradições costumeiras.
Quem andou nessas mudanças 40 anos, conhece-as bem, por dentro e por fora, muito embora os tempos fossem outros.
Pois eram. Senão vejamos:
Uma tarde quente de férias em Vila Cova, passeava eu junto às Tílias quando oiço:
- Ó Manuel, ó Joaquim, ó João, depressa, venham cá! Vem aí o Sr. Professor…”.
E as crianças lá foram a correr com os seus pezitos descalços até à Fonte de Stª Teresa, onde as mães lhes lavavam a cara.
Sinal de respeito, de consideração, de reconhecimento para com aquele que lhes preparava os filhos para o mistério que é a Vida, alertando-os para a descoberta do Mundo e do Conhecimento.
Achei bonito o gesto tanto que, ainda adolescente, o gravei no meu “cofre de memórias”.
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.
Vila Cova já não tem Escola.
Também o facto está gravado no compartimento negativo das minhas memórias.
E como as memórias são como as cerejas - saltam em catadupa umas atrás das outras – logo me lembrei do Xico.
Não o via há cerca de 40 anos. Tive o grande, o enorme prazer de estar há pouco tempo com ele e com outros seus companheiros, meus alunos, num almoço. Deixara-os ainda meninos, reencontrei-os homens, barrigudos, de barbas, de bigodes, pais de família.
Não fora o Rui Rodrigues elucidar-me e não os teria reconhecido, pelo menos alguns.
Foi um reencontro de saudade. Encheram-me de flores e de orgulho.
No decorrer do almoço fui-me apercebendo de que as sementes que eu lançava tinham dado frutos, excelentes frutos – quase todos têm habilitação académica superior e hoje, pais, tentam educar os filhos nos valores em que foram criados, valores de integridade, de verticalidade.
Mas porque falo especialmente do Xico?
É que o Xico, filho de família numerosa e paupérrima, era das poucas crianças que iam à Escola descalços.
Nem por isso deixava, nunca, de cumprir os seus deveres. Trabalhou, lutou. Tem o proveito: é advogado. Por mérito próprio. Sem ajuda de ninguém. Não fora a solidariedade dos vizinhos, a fome, em casa dos pais do Xico, seria ainda maior. Eu acredito que é das grandes necessidades por que passam que nascem os grandes homens. O facilitismo só leva à preguiça, à inércia.
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”.
A Escola perdeu a sua função milenar de preparar para a Vida. O ensino é centrado apenas nos interesses imediatos dos alunos, afastado da cultura, sem tempo para pensar, para desenvolver o espírito crítico.
O grande compositor Schumann afirmava:
“Aqueles que são ignorantes são fáceis de conduzir”.
Mudaram-se os tempos mas as vontades deveriam ter permanecido íntegras aos seus princípios.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 17 Outubro , 2008, 10:35
 
Os amantes de um bom petisco ou de um prato bem servido não devem perder a oportunidade de dar uma saltada a Santarém, onde decorre o Festival Nacional de Gastronomia até 2 de Novembro.
Foi o que fez uma representação da Confraria do Bucho de Arganil, que com outras Confrarias, num dia que lhes foi especialmente dedicado, deram a provar produtos próprios das suas gastronomias regionais.
Foi assim que cada confraria franqueou as suas iguarias aos muitos confrades e demais público presente num espaço do certame, atribuído à Federação das Confrarias.
E perante tantos e tão apelativos manjares, tornou-se difícil a cada um seleccionar os pratos e petiscos eleitos para o deguste. O que acabou por acontecer é que do Bucho de Vila Cova pouco ou nada sobrou. Muito apreciado, foi vedeta gastronómica e muitos foram os que lhe louvaram o sabor.
A Confraria do Bucho de Arganil, que tinha a integrá-la na sua representação o seu mentor e principal impulsionador, Professor José Dias Coimbra e a Mordoma-Mor, Drª Fernanda Maria, para além do bucho de Vila Cova, divulgou ainda outros produtos da sua gastronomia regional, como enchidos, tigelada e arroz doce.
 
Nuno Espinal
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 16 Outubro , 2008, 14:19
 

 

Foi muito apreciada pelos confrades presentes na Missa, celebrada para o III Capítulo da Confraria do Bucho, a homilia proferida pelo Padre Cintra. A razão prende-se pela ligação feita, por aquele celebrante, entre a Confraria e a mensagem estritamente religiosa.
Eis parte das palavras ditas:
 
“O Senhor serve-se das nossas práticas humanas para, através delas, se nos manifestar mais facilmente. Constituís uma associação denominada de “Confraria”, que é composta por “confrades”. A palavra confrade tem na sua raiz etimológica o termo “irmão”. O irmão é aquele que tem uma origem comum. É uma expressão consagrada em instituições que têm, como razão de ser da sua existência, o esforço de realização, em comunhão, daquilo a que se propuseram nos seus objectivos. Há que procurar cumprir, em obras, o que significam as palavras.
Nós somos o produto de uma cultura na sua acepção mais ampla e, por isso, multifacetada e transmitida em agentes culturais transmissores daquilo que recebemos, embora em constante mutação evolutiva, tendo em conta o padrão determinado no espaço e tempo e constituinte da nossa identidade.
Faz parte integrante de qualquer associação que se propõe objectivos de realização, o encontrarem-se para viverem e conviverem em ordem a vivências culturais partilhadas e enriquecedoras, tendo em conta o que cada um coloca ao serviço do outro como oferta gratuita dos dons recebidos também gratuitamente.
Sendo a vossa associação marcada pela promoção de um alimento para o corpo, típico desta região e confeccionado nesta tão bela e hospitaleira terra deVila Cova de Alva e tendo em conta a Palavra Evangélica “nem só de pão vive o homem…” aqui vieste, a este templo sagrado, para encontrar no alimento do espírito o sentido para o alimento do corpo.
/…/
Que este convívio fraterno nesta terra dedicada a Nossa Senhora da Natividade nos conceda, através d’Ela, de Seu Filho Jesus Cristo, mais sentido de esperança para as nossas vidas.
Do coração vos desejo a consecução dos vossos objectivos que vos trouxeram a Vila Cova de Alva.
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 16 Outubro , 2008, 07:48

 

Em quase todos os acontecimentos que vão fazendo parte das vivências mundanas do concelho a “mesa de repasto” é ponto crucial dos programas de festa, tanto mais que, para além de proporcionar a saciedade de sabores e apetites, é muitas vezes espaço e tempo dos fatais discursos, protagonismos e visibilidades.
Ausentes do espaço do festim, os/as cozinheiros/as, esses, ficam-se no anonimato, entregues ao esforço da cozinha, em voluntarismo com que disponibilizam as suas mestrias culinárias.
No dia do III Capítulo, o pessoal da “Flor do Alva” juntou-se em mais um almoço em que confraternizou. Gente de sentimento, quis honrar as que lhe proporcionaram o respectivo manjar. O modo é bem simples. A publicação da foto destas magníficas no Miradouro. E com um obrigado de todos.
 
 
Nuno Espinal  

 

 


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