publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 08 Setembro , 2008, 01:06

 

Da esquerda para a direita: Filomena Gomes, Maria do Céu Lourenço, Celeste Paiva, Isilda Fernandes, Judite Ribeiro, com a filha ao colo, Júlia Adelaide, Maria Caetano e Alice. No 1º plano, Isabel Lourenço Mendes e Odete Fernandes.
 
 
 
A foto terá cerca de quarenta anos. E tem uma curiosidade. O género que posa é integralmente feminino. Motivo este que me sugere este breve apontamento:
 
No tempo da foto, ainda que com alguns preconceitos minimamente mitigados, relativamente a períodos anteriores, a mulher vivia submetida a rígidos poderes e comportamentos masculinos, aprisionando-a e submetendo-a a um tratamento muito desigual perante o homem. Passadas quatro décadas a questão não está por certo resolvida, se é que em anos próximos o virá, em absoluto, a estar. Mas, o que é um facto é que já houve alterações significativas. Alterações visíveis, por exemplo, neste cantinho que dá pelo nome de Vila Cova. Vejam-se as liberdades e as maneiras de ser e de estar das actuais jovens vilacovenses. Que diferenças para outros tempos…e ainda bem que assim é.
 
Claro, jovens machistas há que não estarão lá muito pelos ajustes. Mas, nada mais têm do que se vergar às realidades. Querem saber porquê? Basta esta mera constatação: Em Vila Cova jovens licenciadas são algumas. Entretanto, jovens licenciados quase nenhum. Chega?
 
 
Nuno Espinal   

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 07 Setembro , 2008, 00:45

Em termos de tempo, entre estas duas fotografias, a distância até é curta. Mas indague-se a situação em que se encontrava a Flor do Alva ao tempo de uma das fotos e a situação em que se encontra hoje e constatar-se-á quão grande é a distância. 

Hoje a Flor do Alva respira vitalidade, dinamismo, juventude. Antes chegou mesmo a perspectivar-se o seu termo.
Para que o êxito da actual Flor do Alva seja um facto, todos são unânimes em considerar o empenhamento de directores jovens que desde Março de 2006 lhe tomaram as “rédeas”. Gente nova, decidida, empreendedora, gente que acreditou e acabou por vencer: José Raimundo (Presidente), José Santos, Fábio Leitão e Luís Mota. Ente eles, contudo, um menos jovem, bem mais maduro, a fazer a ponte com o passado, o passado mais próximo: José Caetano.   
E ainda bem. A vida é composta por altos e baixos, momentos melhores, momentos menos bons. E os que nas adversidades as souberam suportar devem ser dignos do nosso maior respeito.
 
Nuno Espinal
 
 

publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 06 Setembro , 2008, 08:45

 

A Fonte dos Passarinhos e a área sua envolvente têm sido constantemente arrasadas perante intempéries ocasionais, face às condições e características do terreno.
 
Perante as circunstâncias, entendeu a Junta de Freguesia, e bem, enquadrá-las num projecto de requalificação que as precavesse das adversidades climatéricas, que constantemente têm contribuído para a destruição dos melhoramentos aí introduzidos.
 
Condicionada às verbas disponíveis, a obra tem decorrido ao ritmo possível, aproximando-se aos poucos da ideia final projectada.
 
É assim que há dias surgiu um corrimão na zona superior e nos acessos à Fonte, que veio emprestar ao local segurança, conforto e um toque estético que se aplaude.  
 
                                                                                                Nuno Espinal
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 05 Setembro , 2008, 01:46

 

Os números da emigração portuguesa, em especial no terceiro quartel do sec. XX, são impressionantes, já que se estima que cerca de 1,5 milhões de portugueses terão abandonado Portugal. O fenómeno desta emigração externa foi pouco vincado em Vila Cova, ainda que nos anos cinquenta e sessenta alguns vilacovenses, com incidência em núcleos familiares, tenham tomado o rumo de África, em especial Moçambique e África do Sul.  
Esta diáspora vilacovense foi para a maioria temporária, porque a quase totalidade regressou. Já o mesmo não se dirá de alguns dos filhos já nascidos na África do Sul, ou que para lá foram muito novos. Estão lá radicados e assumem-se cidadãos daquele país.
 
Os regressados vieram por causas próximas variadas, ainda que o regresso tenha estado sempre nas suas ideias. De entre eles referenciam-se António Santos e José Caetano, (na foto, nos anos sessenta, algures na África do Sul).
 
A partir de início da década de oitenta a emigração tem-se manifestado de forma muito acentuada, mas quase exclusivamente interna, dispersa por todo o país, com fixação preferencial em Lisboa e Coimbra.
 
 
Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 04 Setembro , 2008, 01:22

 

Tudo começou com uma mera cafeteira. Tal e qual, uma mera cafeteira. E já lá vão uns cinquenta anos…
 
Era Verão, em período de férias. Os “lisboetas”, era este o tratamento, estranhavam a falta da "bica". Podiam tomá-la em casa, feita em elegantes balões, que, para mim, até requintavam o remate final da refeição. Mas nada como sorvê-la fora, em espaços próprios. De resto, eram hábitos adquiridos, a bica tomada ao balcão ou à mesa de um “café”, razão, tantas vezes, de encontros, de rotineiras cavaqueiras.
 
E daí que, um dia…-“Oh Vasco, traz lá uma cafeteira, põe lá umas colheradas deste pacote, põe água e espera que ferva”.
 
Nasciam assim os primeiros cafés do informal “Café” do Sr. Vasco Ferreira. Uma, duas vezes, a cena a repetir-se e o Vasco Ferreira a perspectivar o negócio, a tomar-lhe o gosto.
 
No ano seguinte já o improvisado “café” se transformava num “café à séria”, o “Café do Vasco”, estabelecimento comercial, mesas próprias, televisão, enfim, tudo à maneira.
 
Depois viriam o café do “Ti” Ernesto e, mais tarde, o café, do Zé Caetano (na foto).
 
Hoje é um gesto banal, quem quer que seja, cá da terra, beber uma “bica” ou no “Café da Zira” ou no “Café do Albano”.
 
Mas naqueles tempos, acreditem, este hábito da bica era coisa, de início, só dos outros, dos lisboetas…
 
 
Nuno Espinal
 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 02 Setembro , 2008, 23:56

A foto tem uns 45 anos. Remete-nos para saudosas recordações que irradiam, em especial, das pessoas fotografadas e que são, da esquerda para a direita, Alberto Vicente e filho João Vicente, (já falecidos), Zé Caetano, Toneca (filho do Sr. Gouveia, já falecido) e Hilário Fernandes.
 
Fizeram uma pausa no trabalho quando reconstruíam o telhado do edifício da Casa do Povo de então, na Praça.
 
Da ex Casa do Povo recordo-me (quando em férias escolares) da sala de ensaios da Flor do Alva e de um salão onde pude assistir a um ou outro programa de TV. Pagavam-se uns cinco tostões, talvez menos, para aceder à sala, onde um moderno televisor nos proporcionava uns filmes (sempre puritanos e bem visados pela censura) e as famosas peças de teatro, que eram sempre apelativas a assistências mais compostas.
 
Eu e outros companheiros de idade, na irreverência da nossa juventude, éramos por vezes elementos perturbadores da compostura que se exigia no velho salão. E uma vez houve que chegámos a ser expulsos. Bem reclamámos os “tostanecos” de volta, mas a pretensão de modo algum foi atendida.
 
Depois viriam os cafés, primeiro o do Vasco, depois o do Ti Ernesto e depois o do Zé Caetano, e o televisor da Casa do Povo acabaria por sucumbir face à concorrência.
 
Momentos simples, sem grande história, mas que nos trazem tantas saudades. Esta constante saudade, tão agridoce…
 
 
Nuno Espinal
Tela de Nazaré Pereira (Drª Zita)
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 02 Setembro , 2008, 04:15

 

E pronto, acabou-se. A “Flor do Alva” chegou, após uma permanência de quase seis dias na Madeira. Passava das 3 horas da manhã, dia 2 de Agosto. Para trás ficam dias vividos intensamente, emoções, novidades, um alforge de recordações.
Agora, por uns tempos, uma provável quebra anímica, um retornar a rotinas, um não tangimento de cordas da emoção…
 
Eh pessoal, alto lá com lamúrias! Cesse tudo o que de pessimismos se canta que outro valor mais alto se levanta. Lamechices? Qual quê! Trata-se da Flor do Alva! E ela aí está. São três e meia da manhã. Instrumentos ao alto e cá vai a malta, cantando e rindo, a dizer ao povo "já cá estamos". Uma moda a preceito e eis a minha gente estrada abaixo. Uma Festa esta chegada!
A Madeira? A Camacha? Foi bom, foi lindo, ficam para sempre no coração. Mas, agora há que olhar para a frente.  Que venha o futuro. E o futuro é já hoje.
 
 
Nuno Espinal
 
 

 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 01 Setembro , 2008, 00:45

 

Ontem, Domingo, foi dia de festa na Camacha, a Festa do Santíssimo Sacramento. Após a missa, a Flor do Alva incorporou-se, conjuntamente com a Banda Filarmónica da Paróquia de S. Lourenço, na Procissão, que percorreu ruas atapetadas por decorações floridas e foi presenciada por cerca de mil pessoas.
Após a Procissão, no anfiteatro da Paróquia e perante ainda muito público, as duas bandas filarmónicas participaram num concerto, tendo tocado uma peça em conjunto.
 
Hoje vai cair o pano sobre esta histórica visita. E o comentário lacónico que ontem me foi enviado pelo Fábio Leitão e pelo Zé Santos diz tudo:
 
“Amanhã o dia é livre, infelizmente é o dia da partida”.
 
 
 
Nuno Espinal
 
 

 


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