publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 24 Setembro , 2008, 00:16

 

 

No próximo Sábado dia 27 de Setembro, pelas 20.00 horas, no edifício da Junta de Freguesia, em Vila Cova de Alva, reúne-se a Assembleia de Freguesia com a seguinte ordem de trabalhos:
 
Ponto n.º 1 (único): Assuntos de interesse para a Freguesia.
 
 
Notícia: António Tavares
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 23 Setembro , 2008, 01:34

 

A foto a cores, obtida na última Procissão de 14 de Setembro, não deixa de ser algo confrangedora, quando comparada com as restantes, com mais de 60 e de 40 anos respectivamente.
A dificuldade em encontrar, na actualidade, crianças que possam constituir a “cruzada” chega a ser dramática e mais tarde ou mais cedo é bem provável a sua impossibilidade.
Sinal dos tempos, em que o número actual de crianças em Vila Cova é quase zero, ao contrário de tempos recuados em que a escola primária era frequentada, no mínimo, por uma meia centena de alunos.
A emigração, fundamentalmente, e a baixa taxa de natalidade, que de resto caracteriza a sociedade portuguesa, explicam o fenómeno.
E, sobre a taxa de natalidade, vem a propósito citar um artigo do último “Expresso”, com o título “Inevitável declínio”, em que a jornalista Luísa Meireles faz um retrato dramático da actual paisagem demográfica em Portugal, com números estatísticos e projecções extraídos do INE.
 
Em caixa pode ler-se no artigo:
 
“Em Portugal, em 2007, morreram mais pessoas do que nasceram. Tal não acontecia há 90 anos.” (período da pneumónica)
 
Lê-se ainda no corpo do artigo:
 
“Oficialmente, somos ao todo 10.617.575 indivíduos, apenas uns escassos 18.480 mais do que em 2006. Relata o INE que devemos crescer até 2010 e, depois, iniciaremos uma quase inevitável rota descendente.”
 
“A notícia era esperada desde 1983, quando, na senda de uma descida reiterada do índice de fecundidade da mulher portuguesa, este caiu abaixo dos 2,1 – o número de filhos que assegura a substituição das gerações.”
 
“Em Portugal cada mulher tem hoje 1,2 filhos em média (a mais baixa de sempre) e a relação entre novos e velhos é de 114, isto é, 100 jovens, (menos de 15 anos) para cada 114 idosos (65 anos em diante).
 
Números que dão que pensar!...
 
 
Nuno Espinal
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Setembro , 2008, 21:06

 

Foi ontem, Domingo, que a Dª Maria Eduarda Gonçalves, nossa utente do Centro de Dia, fez 68 anos. Mas o facto de não a termos felicitado no dia certo não impede que não o façamos hoje. Assim, com um ligeiro atraso, aqui vão os nossos Parabéns. E que a Vida lhe proporcione, na companhia do nosso bom amigo Sr. Vitorino e com muita saúde, muitos mais aniversários.
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Segunda-feira, 22 Setembro , 2008, 00:46

 

A Missa, o Desfile e a Entronização integram-se num contexto cerimonial do III Capítulo da Confraria do Bucho, ainda que diferentes nos seus significados e na relevância que lhe possamos atribuir, considerando, até, o carácter religioso da primeira.
Mas sendo a Confraria uma associação gastronómica, não deixa de constituir um momento de grande destaque o almoço, não só pelo convívio que reunirá um grande número de confrades, mas também pela expectativa da ementa, já que, não sendo a escolha de Vila Cova feita por acaso, o bucho vilacovense terá de ser rei, com as respectivas honrarias que lhe deverão ser prestadas. E estas de que modo? Ora, integrando o bucho num prato com os acompanhamentos adequados e o requinte que se ajuste ao típico da região. E o prato já está definido: Bucho de Vila Cova, batatas a murro, castanhas e legumes. Combinação perfeita!
 
Nuno Espinal  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Setembro , 2008, 01:55

O Episcopado de Coimbra não autoriza que o Acto de Entronização da Confraria do Bucho de Arganil, integrado no seu III Capítulo e marcado para 11 de Outubro em Vila Cova, seja realizado na Igreja do Convento.
Esta deliberação da Diocese de Coimbra constitui um sério revés para os organizadores das cerimónias deste Capítulo, já que a Igreja do Convento, onde praticamente durante o ano não se realizam Actos Litúrgicos, reunia condições excepcionais para a solenidade do Acto de Entronização, de resto em nada ofensivo ao respeito que devem merecer templos religiosos, segundo a opinião dos membros da Confraria, reunidos Sábado em Vila Cova.
Dirigentes da Confraria e organizadores do III Capítulo, que visitaram ontem locais onde estão previstas as  realizações das cerimónias de 11 de Outubro, estranham a atitude dos responsáveis da Igreja, até porque ainda não há muitos anos foi autorizado que cenas gravadas para um filme comercial fossem captadas na Igreja Matriz.
Segundo o que o Miradouro apurou, os dirigentes da Confraria equacionam a hipótese de retornar com o pedido aos responsáveis da Igreja, apresentando argumentos no sentido de ser alterada a decisão tomada.
Contudo, começaram já estudar alternativas que possam minimizar a contrariedade da não utilização da Igreja do Convento.
Recorde-se que no Acto da Entronização, que é o do cerimonial em que serão admitidos novos confrades, está prevista uma dissertação da Professora Doutora Regina Anacleto sobre monumentos históricos de Vila Cova, nomeadamente a Igreja do Convento.

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Domingo, 21 Setembro , 2008, 00:06

Problemas com o "Servidor", que esperamos serem resolvidos o mais rápido possível,, impedem a entrada no Portal do Miradouro.

Contudo, através do Blog "Miradouro de Vila Cova" os nossos visitantes poderão ter acesso ao bloco das "notícias".

Sem responsabilidades pela situação, pedimos, contudo, desculpa pelo sucedido.

 

 

O Miradouro


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sábado, 20 Setembro , 2008, 13:06

 

Na foto, da esquerda para a direita, Prazeres Mendes, Ester Santos, António Santos, Jorge Valentim Santos, Carlos Mendes Santos, Albano Mendes Santos, Emília Ribeiro, Encarnação Santos, Augusta Alves Santos e Emília Jesus Santos.
 
 
 
Na sociedade do sec. XXI podemos identificar como predominante, nas relações familiares, o que os sociólogos e antropólogos designam por “família nuclear” ou seja, dois adultos vivendo juntos num mesmo agregado (pai e mãe) com os seus filhos biológicos ou adoptados. Tempos houve, contudo, em que a família nuclear estava integrada, económica e espacialmente, em redes de parentesco mais amplas, formando aquilo que se designa de “família extensa”,
 
Em Vila Cova é fácil constatar o fenómeno da “família nuclear” como predominante e quase exclusivo. O slogan, tão badalado nos anos “70” e “80”, de que “quem casa quer casa”, era já uma confirmação do fenómeno generalizado em toda a sociedade portuguesa, de resto típico do chamado mundo ocidental.
 
O fenómeno trouxe, naturalmente, consequências ao nível das relações entre a família no seu padrão mais extenso, desaparecendo ou afrouxando os laços afectivos e de proximidade que antes se verificavam entre os seus membros.
 
A foto mais antiga que me chegou às mãos fez-me reflectir sobre estes aspectos. O que antes era muito comum, um piquenique da família com laços de parentesco mais alargados, hoje praticamente não existe.
 
Eu próprio vivi estes encontros, fossem piqueniques ou lanches à volta do petiscar de um bom requeijão, de uma boa chouriça, do apetitoso bucho, com um bom copo de vinho, ou um chá de ervas aromáticas caseiras.
 
E que dizer dos serões à volta de uma mesa, na jogatina do loto, com pais, filhos, avós, irmãos, tios, sobrinhos, primos, cunhados, compadres, e até amigos, todos envolvidos?
 
Há dias, talvez para matar saudades ou para as avivar, estive num lanche, desses à moda antiga, oferecido na Casa do Convento, pela amabilidade e amizade da Srª Dª Natália de Figueiredo. Fiz de fotógrafo e fixei o momento. Lá estive com uns primos meus. Antes, há uns quarenta e mais anos, na família, éramos às dezenas, com casa polarizadas em S. Sebastião e no Adro, mas com encontros permanentes, nas visitas que se faziam, nos lanches que eram pretexto de fraternais convívios, nos “lotos” nocturnos jogados a tostão. Hoje, em Vila Cova, restamos nós. E vezes há, em períodos do ano, em que dos que restam dessa tão enorme família nem um se encontra.
Tudo, agora, tão disperso e distante…  
 
Nuno Espinal
 
 
 
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Sexta-feira, 19 Setembro , 2008, 07:09

 

Setembro era, para mim, nesses tempos de férias em Vila Cova, um mês especial.
Mês em que fluíam os enamoramentos, consolidados das “conquistas” de Agosto. Com os outros meus companheiros de férias tudo era igual. De modo que Setembro era, para nós, mês típico de apaixonados acasalamentos, o grupo dividido e unido em pares de enamorados.
Lá para o fim, nos últimos dias do mês, era a tragédia da partida. Lágrimas, juras de amor, a certeza de que tais amores seriam eternos.
Só que logo a seguir, já noutros ambientes, tudo era esquecido.
Até que de novo, no mês de Agosto seguinte, tornavam “começos” e até “recomeços”,  já que o antes por vezes se repetia, ainda que tudo se passasse como se de novo fosse. Como tudo era descomprometido simples e lindo!
 
Hoje, num arrumar de velhos papéis, deparei-me com um testemunho desses tempos. Em papel já amarelado e letra que o tempo arroxeou lá está um velho poema que escrevi: “Vila Cova, Setembro de 1964”, lê-se no cabeçalho. Recordo bem. Tinha sido um dos tais recomeços…
Diz o poema:
 
À data tantos de tal foi um dia especial…
Dei-te um Sonho esquecido,
Toquei-te meu Sonho sentido;
Depois o Sonho bailámos,
Bailámos, bailámos,
Rodopiámos, rodopiámos,
Valsa, Tango, Morna?
Que importa? É-nos igual;
O que importa é o diferente,
E o diferente é já real;
É este amor que envolve,
Tão lindo e tão simples!
Nem mais…Tal e Qual…
 
 
 
Nuno Espinal
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Setembro , 2008, 23:52

Das “artes” sempre elegi a literatura, a poesia e a música. E foi pela paixão pela música que cheguei à paixão por Cabo Verde, corria o ano de 1985. Mornas, culaderas e funanás, o Travadinha, que da rabeca brotava música como quem respira. Depois a literatura e a poesia, o “movimento da claridade”, movimento impar na história da literatura caboverdeana.
Ganhei algum saber e confiança que me permitiram escrever um texto que apoiou um videograma sobre os emigrantes caboverdeanos em Portugal. Valeu-me o texto uma viagem de quinze dias a Cabo Verde, oferta da própria embaixada daquele país.
 
Nestas andanças e acasos conheci gente, muita gente. De todos destaco Kiki Lima, principalmente pintor, mas também jornalista, músico, compositor, cantor, poeta e escultor. Tornámo-nos amigos, amizade a sério, daquelas de cumplicidades. Um dia trouxe-lhe, para Queluz, onde residia, um bucho de Vila Cova. Ficou fascinado. “Isto é magnífico pá, isto é divino.”
Mais tarde tornei a repetir o gesto. Em véspera de partida resolveu, então, levá-lo para Cabo Verde. Contou-me depois que o bucho, o nosso bucho, foi apreciado, nas terras da cachupa, como um manjar dos deuses. O nosso bucho, o bucho de Vila Cova.
 
Kiki Lima dedicou-se em exclusivo à pintura. Hoje reside em Cabo Verde, mas a sua vida continua sem parança, em permanente caminhada. Tem exposto em todo o mundo. De quando em quando telefonamo-nos. Ainda ontem: Então o bucho pá? – perguntou-me. Logo lhe respondi: Bucho só há um, o de Vila Cova e mais nenhum. Rimo-nos, claro.
 
Obriga-me a condição a uma referência. É que, e com muita honra e orgulho o digo, sou membro da “Confraria do Bucho de Arganil”. Por tal, como confrade que prezo ser, não devo calar o bucho de Folques. E vá lá, até o da Benfeita.
Cumpro, assim, o meu dever de confrade. Mas, que querem? Isto já começa a ser patológico. É uma frase que me persegue, não me abandona, que me matraquilha a cabeça:
“Bucho, só há um, o de Vila Cova e mais nenhum.”
 
 
 
(Imagem: reprodução de tela a óleo de Kiki Lima)
 
 
Texto: Nuno Espinal

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 17 Setembro , 2008, 02:09

 

Membros da Direcção da Confraria e da Comissão Organizadora do III Capítulo: (da esquerda para a direita) Alfredo Lourenço, José Carvalho, Nuno Espinal, Fernanda Maria, mordomo-mor, Rosário Pimentel e Nuno Gomes.
 
 
  Aproxima-se o dia 11 de Outubro, dia da realização do III Capítulo da Confraria do Bucho de Arganil. Membros da Direcção da Confraria e da Comissão Organizadora do Capítulo estiveram ontem reunidos em Arganil, debatendo aspectos deste evento, que trará a Vila Cova, no mínimo, cerca de 300 pessoas, a grande maioria confrades desta associação gastronómica.
O 1º acto deste Capítulo será a Missa Cantada que se realizará na Igreja Matriz, com a colaboração da Filarmónica Flor do Alva. Após a Missa, terá lugar o desfile, que integrará membros da Confraria de Arganil e de outras Confrarias convidadas, e que se dirigirá para o local onde se procederá à Entronização, ou seja a cerimónia que consagrará novos confrades. No desfile participarão ainda a Filarmónica Flor do Alva e o Rancho “As Flores de Casal de S. João”. Durante a cerimónia da Entronização a Professora Doutora Regina Anacleto dissertará sobre aspectos da história arquitectónica de monumentos de Vila Cova.
Cerca das 13 horas confrades e convidados reunir-se-ão num almoço de confraternização, que se realizará nos terrenos do Centro de Dia, sendo, para o efeito, aí montada uma enorme tenda de cobertura e toda a logística necessária.

 

 


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Uma foto lindíssima.
Olá :)Estão as duas muito bonitas.Ainda bem que a ...
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