publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 23 Setembro , 2008, 01:34

 

A foto a cores, obtida na última Procissão de 14 de Setembro, não deixa de ser algo confrangedora, quando comparada com as restantes, com mais de 60 e de 40 anos respectivamente.
A dificuldade em encontrar, na actualidade, crianças que possam constituir a “cruzada” chega a ser dramática e mais tarde ou mais cedo é bem provável a sua impossibilidade.
Sinal dos tempos, em que o número actual de crianças em Vila Cova é quase zero, ao contrário de tempos recuados em que a escola primária era frequentada, no mínimo, por uma meia centena de alunos.
A emigração, fundamentalmente, e a baixa taxa de natalidade, que de resto caracteriza a sociedade portuguesa, explicam o fenómeno.
E, sobre a taxa de natalidade, vem a propósito citar um artigo do último “Expresso”, com o título “Inevitável declínio”, em que a jornalista Luísa Meireles faz um retrato dramático da actual paisagem demográfica em Portugal, com números estatísticos e projecções extraídos do INE.
 
Em caixa pode ler-se no artigo:
 
“Em Portugal, em 2007, morreram mais pessoas do que nasceram. Tal não acontecia há 90 anos.” (período da pneumónica)
 
Lê-se ainda no corpo do artigo:
 
“Oficialmente, somos ao todo 10.617.575 indivíduos, apenas uns escassos 18.480 mais do que em 2006. Relata o INE que devemos crescer até 2010 e, depois, iniciaremos uma quase inevitável rota descendente.”
 
“A notícia era esperada desde 1983, quando, na senda de uma descida reiterada do índice de fecundidade da mulher portuguesa, este caiu abaixo dos 2,1 – o número de filhos que assegura a substituição das gerações.”
 
“Em Portugal cada mulher tem hoje 1,2 filhos em média (a mais baixa de sempre) e a relação entre novos e velhos é de 114, isto é, 100 jovens, (menos de 15 anos) para cada 114 idosos (65 anos em diante).
 
Números que dão que pensar!...
 
 
Nuno Espinal
 
 

 


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