publicado por Miradouro de Vila Cova | Quinta-feira, 04 Setembro , 2008, 01:22

 

Tudo começou com uma mera cafeteira. Tal e qual, uma mera cafeteira. E já lá vão uns cinquenta anos…
 
Era Verão, em período de férias. Os “lisboetas”, era este o tratamento, estranhavam a falta da "bica". Podiam tomá-la em casa, feita em elegantes balões, que, para mim, até requintavam o remate final da refeição. Mas nada como sorvê-la fora, em espaços próprios. De resto, eram hábitos adquiridos, a bica tomada ao balcão ou à mesa de um “café”, razão, tantas vezes, de encontros, de rotineiras cavaqueiras.
 
E daí que, um dia…-“Oh Vasco, traz lá uma cafeteira, põe lá umas colheradas deste pacote, põe água e espera que ferva”.
 
Nasciam assim os primeiros cafés do informal “Café” do Sr. Vasco Ferreira. Uma, duas vezes, a cena a repetir-se e o Vasco Ferreira a perspectivar o negócio, a tomar-lhe o gosto.
 
No ano seguinte já o improvisado “café” se transformava num “café à séria”, o “Café do Vasco”, estabelecimento comercial, mesas próprias, televisão, enfim, tudo à maneira.
 
Depois viriam o café do “Ti” Ernesto e, mais tarde, o café, do Zé Caetano (na foto).
 
Hoje é um gesto banal, quem quer que seja, cá da terra, beber uma “bica” ou no “Café da Zira” ou no “Café do Albano”.
 
Mas naqueles tempos, acreditem, este hábito da bica era coisa, de início, só dos outros, dos lisboetas…
 
 
Nuno Espinal
 

 

 


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