publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 02 Setembro , 2008, 23:56

A foto tem uns 45 anos. Remete-nos para saudosas recordações que irradiam, em especial, das pessoas fotografadas e que são, da esquerda para a direita, Alberto Vicente e filho João Vicente, (já falecidos), Zé Caetano, Toneca (filho do Sr. Gouveia, já falecido) e Hilário Fernandes.
 
Fizeram uma pausa no trabalho quando reconstruíam o telhado do edifício da Casa do Povo de então, na Praça.
 
Da ex Casa do Povo recordo-me (quando em férias escolares) da sala de ensaios da Flor do Alva e de um salão onde pude assistir a um ou outro programa de TV. Pagavam-se uns cinco tostões, talvez menos, para aceder à sala, onde um moderno televisor nos proporcionava uns filmes (sempre puritanos e bem visados pela censura) e as famosas peças de teatro, que eram sempre apelativas a assistências mais compostas.
 
Eu e outros companheiros de idade, na irreverência da nossa juventude, éramos por vezes elementos perturbadores da compostura que se exigia no velho salão. E uma vez houve que chegámos a ser expulsos. Bem reclamámos os “tostanecos” de volta, mas a pretensão de modo algum foi atendida.
 
Depois viriam os cafés, primeiro o do Vasco, depois o do Ti Ernesto e depois o do Zé Caetano, e o televisor da Casa do Povo acabaria por sucumbir face à concorrência.
 
Momentos simples, sem grande história, mas que nos trazem tantas saudades. Esta constante saudade, tão agridoce…
 
 
Nuno Espinal
Tela de Nazaré Pereira (Drª Zita)
 

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Terça-feira, 02 Setembro , 2008, 04:15

 

E pronto, acabou-se. A “Flor do Alva” chegou, após uma permanência de quase seis dias na Madeira. Passava das 3 horas da manhã, dia 2 de Agosto. Para trás ficam dias vividos intensamente, emoções, novidades, um alforge de recordações.
Agora, por uns tempos, uma provável quebra anímica, um retornar a rotinas, um não tangimento de cordas da emoção…
 
Eh pessoal, alto lá com lamúrias! Cesse tudo o que de pessimismos se canta que outro valor mais alto se levanta. Lamechices? Qual quê! Trata-se da Flor do Alva! E ela aí está. São três e meia da manhã. Instrumentos ao alto e cá vai a malta, cantando e rindo, a dizer ao povo "já cá estamos". Uma moda a preceito e eis a minha gente estrada abaixo. Uma Festa esta chegada!
A Madeira? A Camacha? Foi bom, foi lindo, ficam para sempre no coração. Mas, agora há que olhar para a frente.  Que venha o futuro. E o futuro é já hoje.
 
 
Nuno Espinal
 
 

 

 


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