publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 16 Julho , 2008, 23:55

 

Um gesto, uma dádiva. E não um gesto isolado. Bem pelo contrário, há um continuum que se tem afirmado no tempo e na frequência. A Santa Casa agradece-lhe, agradece-lhe mais esta doação, todas as anteriores doações, sejam na sua expressão em géneros, sejam na sua expressão pecuniária. Mas, agradece-lhe ainda a permanente disponibilidade, na forma como nos recebe, nos préstimos dos serviços da Farmácia de que é proprietária e dirige.
Um obrigado da Santa Casa, um obrigado dos idosos da Santa Casa.  
A vida é feita de detalhes e são esses detalhes, mesmo quando simples, que acabam por fazer a diferença.
Obrigado Drª Paula Dinis.
 
 
 
Nuno Espinal, Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vila Cova de Alva
  

 


publicado por Miradouro de Vila Cova | Quarta-feira, 16 Julho , 2008, 01:11

Bailes! Os famosos bailaricos no Posto de Socorros, na época de Carnaval. Tanta alegria, tanto divertimento, tanta folia! Ah! Mas atenção! Submetiam-se a regras, não fosse a Santa Casa a proprietária do espaço.

Vejam só o que se “lavrou” na Acta de 22 de Janeiro de 1956:
 
/…/ o Provedor declarou aberta a sessão. Foi dito que a Mesa fora convocada para esta sessão para deliberar sobre a pretensão duma Comissão de realizar alguns bailes, na quadra de Carnaval, na loja do Posto de Socorros. Depois de ser discutido o assunto e em virtude de ter havido abusos em anos anteriores foi proposto autorizar os referidos bailes, com as seguintes condições:
Primeiro, a Comissão respectiva adquirir das autoridades competentes a necessária autorização;
Segundo, que se cumpram as cláusulas respeitantes à entrada de menores nesses bailes; Terceiro, não consentir a entrada de vinho na loja onde se realizam os referidos bailes; Quarto, no caso de haver bufete, a referida Comissão entregará à Santa Casa de Misericórdia, para fins de assistência, setenta e cinco por cento do rendimento do referido bufete;
Quinto, que não haja prejuízo para os respectivos serviços do Posto Médico, nomeadamente suspender os referidos bailes logo que seja necessário internar qualquer doente na enfermaria do Poso de Socorros.
Atendendo a que a referida loja, nos baixos do Posto de Socorros, é inteiramente separada e independente da dependência do Posto Médico, não havendo, portanto, prejuízo algum para os serviços do assistência, a Mesa deliberou autorizar os referidos bailes, desde que se cumpram as condições propostas.
/…/.
 
E as condições eram mesmo para se cumprir. É que um ano houve em que um ou outro excesso chegaram ao conhecimento do Provedor. E a chave da porta de entrada da “loja” foi imediatamente retirada à “comissão”.
Eram assim os tempos: valores, respeito, disciplina.
Tomara que assim fosse hoje…
 
Constituição da Mesa a esta data:
 
Provedor, Manuel Gomes Antunes;
Vice Provedor: Padre Januário Lourenço dos Santos;
Tesoureiro: António Gouveia Jorge;
Secretário: Jorge de Almeida;
Vogal: Joaquim Nunes de Oliveira
Vogal: José Carlos da Fonseca;
Vogal: Luís de Figueiredo.
 
 
Texto escrito por Nuno Espinal
 
 

 


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